
Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

Duas pesquisas nacionais sobre a sucessão presidencial de 2026 serão divulgadas na primeira semana de agosto: a do BTG/Nexus, com 2.000 eleitores, no dia 3, e a da Genial/Quaest, com 2.004 entrevistados, no dia 5. Elas chegam depois de uma rodada de levantamentos estaduais da Quaest que simulou o segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em dez estados, com resultados divididos por região.
Duas novas pesquisas nacionais sobre a sucessão presidencial de 2026 serão divulgadas na primeira semana de agosto e devem oferecer o retrato mais atualizado da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento do BTG/Nexus, que ouvirá 2.000 eleitores, tem divulgação prevista para segunda-feira, dia 3. O da Genial/Quaest, com 2.004 entrevistados, sai na quinta-feira, dia 5.
A cobertura de centro concentrou-se nos números já disponíveis. Ao longo da última semana, a Quaest divulgou pesquisas estaduais em dez unidades da federação simulando um eventual segundo turno. Nesse recorte, o senador aparece à frente em São Paulo, com 40% contra 35%, no Rio de Janeiro, com 38% contra 35%, no Rio Grande do Sul, com 40% contra 35%, no Paraná, com 42% contra 24%, e em Goiás, com 47% contra 35%. O presidente lidera em Minas Gerais, com 38% contra 35%, no Pará, com 38% contra 31%, em Pernambuco, com 58% contra 24%, na Bahia, com 56% contra 23%, e no Ceará, com 60% contra 23%. O desenho reproduz a divisão regional conhecida desde 2022, com o Nordeste amplamente favorável ao presidente e o Sul e o Centro-Oeste inclinados à oposição, enquanto São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais aparecem dentro de uma margem estreita.
Há convergência sobre o conteúdo básico dos novos levantamentos. Os dois institutos vão medir intenção de voto no primeiro e no segundo turno, avaliação do governo, percepção sobre a economia, rejeição e potencial de voto dos principais nomes. O BTG/Nexus testará um cenário espontâneo e um cenário estimulado com doze pré-candidatos, entre eles Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Renan Santos, além de simular quatro confrontos de segundo turno contra o presidente. Também perguntará se a decisão do eleitor já está consolidada ou pode mudar até outubro.
Veículos de direita enfatizaram o cardápio de episódios recentes que a Genial/Quaest incluiu no questionário. O instituto perguntará sobre a crise diplomática com os Estados Unidos e o impacto das tarifas na economia, sobre o apoio do presidente argentino Javier Milei à candidatura do senador, sobre um eventual respaldo do presidente americano e sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu o ex-presidente Jair Bolsonaro de receber visitas do filho por noventa dias. Nessa leitura, o teste central é saber se o conflito com o Judiciário e o alinhamento internacional ajudam ou atrapalham a oposição, e quanto o Executivo é responsabilizado pelo custo de vida.
Veículos de esquerda não publicaram cobertura própria sobre esses levantamentos até o momento. O ângulo que costuma ser disputado por essa vertente aparece dentro dos próprios questionários: os institutos vão perguntar em que medida o governo é considerado responsável por melhoras ou pioras em segurança, saúde, educação, custo de vida e preços dos alimentos, e como o eleitor avalia a resposta brasileira às tarifas americanas. No pano de fundo, o PT acionou o Tribunal Superior Eleitoral contra uma rede de vídeos produzidos com inteligência artificial contra o presidente, tema que também entra nas perguntas sobre o uso da tecnologia em campanha.
O que ainda não se sabe é o essencial. Nenhuma das reportagens traz margem de erro, período de campo, nível de confiança ou número de registro das pesquisas no Tribunal Superior Eleitoral, o que impede avaliar se as diferenças de 3 a 5 pontos em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais são estatisticamente relevantes ou empate técnico. Também não há dado nacional atualizado divulgado até aqui, apenas o desenho do que será perguntado. E não se sabe se os episódios das últimas semanas já se converteram em movimento de voto ou se permanecem restritos ao noticiário.
As duas linhas de cobertura tratam a disputa presidencial como corrida apertada em escala nacional, com forte divisão regional, e apontam as mesmas duas datas de divulgação: 3 de agosto para o BTG/Nexus e 5 de agosto para a Genial/Quaest. Nenhuma delas contesta os percentuais estaduais da Quaest nem o rol de doze pré-candidatos testados.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto é essencialmente uma tabela comentada: apresenta os percentuais de segundo turno em dez estados sem vocabulário valorativo, sem adjetivação dos pré-candidatos e sem interpretar quem sai ganhando. As duas frases analíticas ('um dos estados-chave', 'o cenário apontado pelas pesquisas é o inverso') são descritivas. Enquadramento factual típico de centro, apesar do erro de sigla partidária.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O texto é descritivo e não usa adjetivação carregada, mas a seleção e a ordem dos temas revelam agenda: a decisão do ministro Alexandre de Moraes que proibiu visitas ao ex-presidente ganha bloco próprio, assim como o apoio do presidente argentino ao senador e um eventual respaldo do presidente americano. Os itens de desgaste do pré-candidato (declarações sobre urnas, uso de inteligência artificial em campanha) aparecem em frase única ao fim do parágrafo, enquanto a responsabilização do governo por segurança, saúde, educação e custo de vida recebe destaque autônomo. Enquadramento de accountability do Executivo e simpatia ao campo conservador, típico de direita.

Levantamentos divulgados pela Quaest ao longo da semana trazem ainda dados do Paraná, Pará, Pernambuco, Goiás e outros

A Nexus ouvirá 2.000 eleitores, com divulgação prevista para 3 de agosto, enquanto a Genial/Quaest, com 2.004 entrevistados, divulgará seus resultados no dia 5
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Perspectivas omitidas



