Flávio Bolsonaro vira alvo de cartazes de procurado feitos por ativistas nos EUA
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A cobertura de centro relatou que ativistas de esquerda espalham nos Estados Unidos cartazes informais de "procurado" com a foto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. O texto afirma que o senador fugiu do Brasil dois dias após a eleição, depois de a Polícia Federal pedir a apreensão do passaporte, e ressalva que ele não é considerado procurado nem foragido.
Com base em Poder360
A cobertura de direita centrou o texto na situação jurídica do senador: afirma que Flávio Bolsonaro não é foragido, não foi condenado por nenhum dos crimes listados e não consta como procurado. O texto conclui que os cartazes devem ser entendidos como manifestações políticas de ativistas, e não como avisos de busca, e descreve a viagem como saída do país, sem usar o verbo fugir.
Com base em Gazeta do Povo
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Ativistas de esquerda espalham nos Estados Unidos cartazes informais de procurado com a foto do senador Flávio Bolsonaro, que deixou o Brasil dois dias depois de perder a eleição presidencial. Ele é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal, mas não é considerado foragido nem procurado pela Justiça.
Ativistas de esquerda estão espalhando nos Estados Unidos cartazes informais de "procurado" com a foto do senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal do Rio de Janeiro. O senador perdeu o segundo turno da eleição presidencial de 25 de outubro para Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, e deixou o Brasil dois dias depois. Os cartazes listam acusações como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e crimes contra o Estado Democrático de Direito.
A cobertura de centro e a de direita convergem num ponto central: Flávio não é considerado procurado nem foragido. O material não corresponde a uma ordem judicial. O senador é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal. Um deles, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, apura suspeita de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas. O outro investiga o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
As duas coberturas também relatam a mesma sequência. A Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte do senador sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral declarar o resultado, às 21h09 de 25 de outubro, e Moraes autorizou o pedido e a proibição de saída do país. Os cartazes atribuem ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participação na saída do senador. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou no sábado, 31 de outubro, que o governo não teve envolvimento direto. Trump autorizou a entrada de Flávio e disse que ele pode permanecer no país pelo tempo que quiser. No domingo, 1º de novembro, o senador foi a um culto evangélico em Fort Lauderdale, na Flórida, acompanhado do irmão, Eduardo Bolsonaro.
A diferença está na ênfase e no vocabulário. A cobertura de centro afirma que o senador fugiu do Brasil, sem deixar de registrar que ele não é foragido, e traz o resultado da apuração: 64.256.232 votos para Lula, ou 51,79%, contra 59.826.041 para Flávio, ou 48,21%. O texto lembra ainda que o chanceler Mauro Vieira disse, antes do segundo turno, que representantes do governo Trump tomaram parte na eleição, e que Trump afirmou, sem provas, que o pleito foi fraudado. Veículos de direita descreveram a viagem como saída do país, dedicaram parágrafos a explicar o que caracteriza um foragido e concluíram que os cartazes devem ser entendidos como manifestações políticas de ativistas, e não como avisos de busca. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a tarde de 2 de novembro, quando saiu a matéria mais recente analisada, os textos não identificavam quem são os ativistas, quantos cartazes circulavam nem em que cidades norte-americanas eles foram colados. Também não traziam manifestação da defesa do senador sobre os dois inquéritos.
Senador fugiu do Brasil 2 dias após perder as eleições presidenciais; Flávio não é procurado nem considerado foragido. Leia no Poder360.

Material não oficial acusa senador de uma série de crimes, mas ele não é considerado foragido nem consta como procurado pelas autoridades.
