
Usamos cookies para melhorar sua experiência. Escolha se deseja permitir cookies para análise e funcionamento opcional. Consulte nossa Política de Cookies.

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 2 de julho de 2026 mediu a repercussão do vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acusou o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro de tê-la humilhado. No resultado geral, 59,6% dos entrevistados acreditam na acusação e 38,3% concordam mais com a posição dela; entre eleitores de Jair Bolsonaro, o quadro se inverte, com 54,6% não acreditando na acusação e 43,2% ficando ao lado de Flávio. O levantamento ouviu 4.999 pessoas entre 26 e 30 de junho, com margem de erro de 1 ponto, e está registrado no TSE. A crise, originada em divergências sobre alianças do PL no Ceará, levou Michelle a deixar a presidência do PL Mulher e repercute na disputa pelo Senado.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada em 2 de julho de 2026 colocou números na crise que dividiu a família Bolsonaro e o Partido Liberal. O levantamento mediu a repercussão do vídeo em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acusou o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro de tê-la tratado com rispidez, de tê-la desrespeitado e humilhado durante discussões sobre estratégias eleitorais do PL. A pesquisa ouviu 4.999 pessoas entre os dias 26 e 30 de junho, tem margem de erro de um ponto percentual e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-04582/2026.
O dado central mostra um país dividido conforme a preferência política. No resultado geral, 59,6% dos entrevistados acreditam na acusação de Michelle e 38,3% concordam mais com a posição dela, contra 20,6% que ficam ao lado de Flávio. Entre os eleitores de Jair Bolsonaro, porém, o quadro se inverte: 54,6% não acreditam na acusação e 43,2% concordam mais com o senador. A cobertura de centro, como a da CNN Brasil, do Terra e do Metrópoles, detalhou esses recortes com paridade, mostrando também que 86,9% das mulheres bolsonaristas preferem Flávio a Michelle como candidato da direita e que os eleitores do ex-presidente consideram Flávio, Eduardo, Nikolas Ferreira e Tarcísio de Freitas mais leais a Jair do que a ex-primeira-dama.
Os veículos convergem na origem do conflito. A crise nasceu no fim de 2025, em divergências sobre as alianças do PL no Ceará, quando Michelle se posicionou contra uma aproximação com Ciro Gomes e criticou a direção do partido. Flávio defendia a articulação e teria reagido de forma dura. Depois de o vídeo vir a público, o senador pediu desculpas, disse não ter tido intenção de ofender e classificou o episódio como página virada. Em meio ao desgaste, Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher, afirmando querer se dedicar aos cuidados com o marido e a filha.
É na leitura política do episódio que a cobertura diverge. Veículos de esquerda, como a Revista Fórum, enfatizaram que a maioria dos brasileiros vê Michelle como humilhada e enquadraram o caso como retrato do machismo e da hierarquia interna do bolsonarismo, que marginaliza uma liderança feminina e evangélica justamente quando o campo tenta se organizar para a eleição. Já veículos de direita, como a Veja, deram voz a lideranças do PL que tratam a briga como munição para os adversários: a deputada Bia Kicis afirmou que 'quem está aplaudindo essa briga é a esquerda' e cobrou pacificação e união do campo. A cobertura de centro, por sua vez, conectou o racha a uma disputa maior: o Correio Braziliense mostrou, com fontes especializadas, que a briga atrapalha a estratégia bolsonarista de conquistar cadeiras no Senado, peça-chave no plano da direita de pressionar por cassações de ministros do Supremo Tribunal Federal a partir de 2027.
O que ainda não se sabe é o tamanho do efeito eleitoral duradouro do episódio sobre a pré-candidatura de Flávio, se haverá reconciliação efetiva com Michelle e se a ex-primeira-dama disputará ou não uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, algo que vinha sendo dado como certo antes da crise. Também permanece em aberto como o PL resolverá o impasse das candidaturas no Ceará, no centro da discórdia entre madrasta e enteado.
Todos os lados reconhecem que a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg revelou forte polarização: no geral a maioria vê Michelle como humilhada, mas entre bolsonaristas o resultado se inverte a favor de Flávio. Há consenso de que o conflito nasceu de divergências sobre alianças do PL no Ceará e que Michelle deixou a presidência do PL Mulher.
Como cada lado cobriu
Veículos com viés à esquerda
Usa vocabulário carregado como 'vídeo-bomba' e 'guerra', e a manchete destaca 'Maioria vê Michelle humilhada', enquadrando o racha da direita de forma a expor fragilidade do campo bolsonarista. Ainda assim reporta os números completos, incluindo a inversão entre bolsonaristas. Framing típico de esquerda ao evidenciar divisão adversária.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto expõe percentuais por segmento (bolsonaristas e geral), cita metodologia, amostra e protocolo TSE. Vocabulário neutro, sem framing valorativo. O título enfatiza o recorte bolsonarista, mas o corpo equilibra ao mostrar que Michelle lidera no geral.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Reproduz a fala de Bia Kicis de que 'quem está aplaudindo a briga é a esquerda', enquadrando o conflito como munição para adversários da direita e defendendo reaproximação. O recorte privilegia a leitura interna do campo bolsonarista, característico de framing de direita ao proteger a unidade do grupo.
Perspectivas omitidas

Levantamento também aponta que 33,6% dos eleitores de Jair Bolsonaro concordam com ambos em algum aspecto e apenas 17,3% com a posição da ex-primeira dama

Nova pesquisa mostra que eleitores bolsonaristas consideram Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, como o mais leal ao ex-presidente

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg avaliou a repercussão do vídeo publicado pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em 24 de junho

Pesquisa AtlasIntel, encomendada pela Bloomberg, que mostra o impacto do vídeo-bomba de Michelle Bolsonaro (PL), revela que a maioria dos brasileiros

Levantamento da AtlasIntel mostrou que a grande maioria do eleitorado feminino do ex-presidente Jair Bolsonaro prefere Flávio como candidato

Disputa no clã Bolsonaro envolve definição de candidatos ao Senado, prioridade na meta de conquistar maioria para cassar ministros do STF; base lulista também enfrenta divisões.

Deputada do PL afirma que o conflito interno prejudica a direita e defende uma reaproximação entre a ex-primeira-dama e o senador.
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Reporta o ranking de lealdade a Bolsonaro (Flávio, Eduardo, Nikolas, Tarcísio à frente de Michelle) com percentuais por categoria e metodologia. Tom descritivo e factual, sem juízo editorial. Cita reprodução da própria pesquisa como fonte.
Apresenta os números por eleitorado (bolsonaristas x lulistas) e por gênero, com contexto detalhado da origem do conflito no Ceará e da saída de Michelle do PL Mulher. Framing factual e equilibrado, atribuindo falas a ambos os lados.
Detalha que 86,9% das mulheres bolsonaristas preferem Flávio a Michelle como candidato, com recortes por gênero e total. Tom factual, reproduz metodologia e reconstrói a crise. Sem vocabulário valorativo.
Reportagem de fôlego que conecta o racha familiar à disputa pelo Senado e ao objetivo bolsonarista de cassar ministros do STF. Cita cientista político da Arko Advice, falas de Eduardo Bolsonaro e mapeia bancadas. Reproduz aspas de ambos os campos com paridade, framing factual apesar do tema polarizado.



