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Páginas oficiais do Senado Federal e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro descreviam o senador Flávio Bolsonaro como pós-graduado em Ciências Políticas pela UFRJ. Em nota, a universidade informou que não há registro do parlamentar como aluno em seu sistema acadêmico. A assessoria do senador atribuiu a informação a erro e enviou diplomas de graduação em Direito, pós-graduação em Políticas Públicas e MBA em Empreendedorismo, sem apresentar documento da UFRJ. O site pessoal do senador já não menciona o curso.
Perfis oficiais do Senado e da Assembleia Legislativa do Rio descreviam o senador Flávio Bolsonaro como pós-graduado em Ciências Políticas pela UFRJ. A universidade respondeu que não há registro dele como aluno. A assessoria do pré-candidato à Presidência atribuiu a informação a erro e apresentou diplomas de outras três formações.
As páginas oficiais do Senado Federal e da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro descreviam o senador Flávio Bolsonaro, do PL fluminense, como pós-graduado em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Consultada, a universidade respondeu em nota que não há registro do parlamentar como aluno no Sistema Integrado de Gestão Acadêmica, o SIGA, banco criado em 2001 para unificar os dados acadêmicos da instituição. Segundo a mesma nota, o sistema registra o nome de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, como concluinte do curso de Direito.
A assessoria do parlamentar atribuiu a divergência a um erro. Afirmou que as menções à universidade são equívocos, possivelmente extraídos de páginas de edição aberta, e sustentou que Flávio Bolsonaro é graduado em Direito pela Universidade Cândido Mendes, pós-graduado em Políticas Públicas pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, o Iuperj, e tem MBA em Empreendedorismo pela Fundação Getulio Vargas. A campanha encaminhou cópias digitalizadas dos diplomas dessas três formações, mas não apresentou nenhum documento referente ao curso na UFRJ.
A cobertura de centro tratou o caso pela via da checagem documental. Contrapôs o que dizem as páginas da Alerj e da Agência Senado ao que responde a universidade, registrou que o site pessoal do senador atualmente descreve empresário e advogado com especializações no Iuperj e na FGV, sem citar Ciências Políticas, e informou que tanto a assessoria quanto o Iuperj foram procurados e não haviam respondido até a publicação. Veículos de esquerda deram ao episódio enquadramento mais amplo: trataram o caso como currículo inflado de um pré-candidato à Presidência, destacaram que a informação constava dos registros do Senado desde janeiro de 2019, além de um perfil profissional retirado do ar, e emendaram o episódio a outros casos do entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro, como a indicação de Carlos Alberto Decotelli ao Ministério da Educação em 2020, desfeita depois de inconsistências no currículo do próprio indicado. Até o momento, veículos de direita não publicaram cobertura própria sobre a divergência, de modo que a leitura de falha administrativa em bancos de dados alimentados sem verificação aparece apenas na versão apresentada pela assessoria.
Os dois lados que cobriram o caso convergem em dois pontos objetivos. O primeiro é que a universidade nega ter registro do senador como aluno. O segundo é que a própria campanha reconhece que a informação publicada nas páginas oficiais estava errada e não sustenta o título questionado com documento. A divergência está no peso atribuído ao fato. Para a cobertura de esquerda, trata-se de um problema de veracidade de quem disputa a Presidência da República, com histórico a ser cobrado. A cobertura de centro mantém o caso no terreno da inconsistência cadastral, sem afirmar quem produziu a informação nem qual foi a intenção.
O que ainda não se sabe é quem inseriu o dado nas páginas da Alerj e do Senado e em que momento, se houve pedido formal de correção às duas casas e se elas vão apurar a origem da informação publicada em seus sites. Também segue sem confirmação institucional qual curso exatamente o senador concluiu no Iuperj, já que o instituto não havia se manifestado quando as reportagens foram publicadas. Não há, até aqui, qualquer indicação de questionamento formal sobre o registro de candidatura por causa da divergência.
As duas coberturas registram os mesmos fatos centrais: a universidade afirma não ter registro do senador como aluno, as páginas oficiais do Senado e da Alerj traziam o título, e a assessoria reconheceu a informação como equivocada sem apresentar documento que a comprove.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O núcleo factual é o mesmo da cobertura de centro, mas o texto o insere numa série de episódios do bolsonarismo, com afirmação de que não é a primeira vez que um bolsonarista mente sobre formação acadêmica, e reaproveita compilação de origem partidária. Vocabulário e seleção de contexto apontam adversarialmente para o campo político do senador, marca típica de enquadramento de esquerda, ainda que os dados centrais sobre diplomas e páginas oficiais sejam checáveis.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
O texto se limita a contrapor documentos: cita a nota da UFRJ sobre o SIGA, a descrição da Alerj e da Agência Senado, o site pessoal do senador e a resposta da assessoria reproduzida por outro portal. Registra explicitamente que assessoria e Iuperj não responderam até a publicação e que a matéria será atualizada. Não há vocabulário valorativo nem atribuição de intenção, o que caracteriza enquadramento factual de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Perfis oficiais do senador informam pós em Ciências Políticas. Assessoria diz que informação é

Currículo de Flávio Bolsonaro incluía pós-graduação em Ciências Políticas pela UFRJ que ele não fez | Entenda com a TVT News
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