Datafolha, AtlasIntel e Futura mostram Lula e Flávio Bolsonaro empatados
2 veículos de esquerda · 3 veículos de centro · 2 veículos de direita

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Quatro institutos divulgaram entre 21 e 24 de setembro de 2026 pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República e o resultado agregado é uma disputa sem favorito definido entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A AtlasIntel/Bloomberg mediu 45,8% para Lula e 43,4% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno, com margem de erro de um ponto. A Futura/100% Cidades inverteu a ordem, com 40,4% para o senador e 38,4% para o presidente, dentro da margem de 2,2 pontos. O Datafolha apurou 47% a 45% para Lula em eventual segundo turno, também em empate técnico. A Quaest divulga nova rodada em 28 de setembro.
Para os veículos de esquerda, o quadro é de resistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na reta final: ele lidera o primeiro turno na AtlasIntel/Bloomberg com 45,8% contra 43,4% do senador Flávio Bolsonaro (PL), aparece numericamente à frente no segundo turno em 47,7% a 47,3% e mantém vantagem numérica também no Datafolha, com 47% a 45%.
Na leitura dos veículos de direita, o senador Flávio Bolsonaro (PL) transformou uma candidatura tardia em disputa aberta e já supera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em pesquisa nacional: a Futura/100% Cidades aponta 40,4% para o senador contra 38,4% para o presidente no primeiro turno.
7 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Todos os lados reconhecem que nenhuma pesquisa divulgada na semana coloca Lula ou Flávio Bolsonaro à frente fora da margem de erro, no primeiro ou no segundo turno, e que a avaliação negativa dos dois é praticamente idêntica, com 53% na AtlasIntel e rejeição de 56% e 55% na Quaest.
Entre 21 e 24 de setembro de 2026, quatro institutos mediram a disputa presidencial e nenhum pôs Lula ou Flávio Bolsonaro à frente fora da margem de erro. A AtlasIntel deu 45,8% a 43,4% para o presidente no primeiro turno; a Futura inverteu a ordem, com 40,4% a 38,4%; o Datafolha registrou 47% a 45% no segundo turno. Abaixo, o que a cobertura de esquerda, de centro e de direita escolheu destacar nesses números.
Quatro institutos divulgaram entre 21 e 24 de setembro de 2026 pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, e o conjunto dos números descreve uma disputa sem favorito definido entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento AtlasIntel/Bloomberg, divulgado em 23 de setembro, registrou Lula com 45,8% e Flávio Bolsonaro com 43,4% no cenário de primeiro turno, a partir de 5.015 entrevistas coletadas entre 17 e 22 de setembro por recrutamento digital aleatório, com margem de erro de um ponto percentual. No cenário de segundo turno, o mesmo instituto apurou 47,7% para o presidente e 47,3% para o senador, resultado dentro da margem.
No dia seguinte, a Futura/100% Cidades inverteu a ordem dos dois primeiros colocados: 40,4% para Flávio Bolsonaro e 38,4% para Lula, com 2.000 entrevistas telefônicas feitas entre 19 e 23 de setembro e margem de erro de 2,2 pontos, o que também configura empate técnico. Ainda em 24 de setembro, o Datafolha mediu 47% para Lula e 45% para o senador em eventual segundo turno, com 2.002 entrevistas realizadas entre 22 e 24 de setembro, e 46% a 44% no confronto entre o presidente e Ronaldo Caiado (PSD). A Quaest, que em 21 de setembro havia registrado o primeiro empate técnico da sua série recente, com 37% a 33% no primeiro turno, tem nova rodada marcada para 28 de setembro. Todos os levantamentos estão registrados no Tribunal Superior Eleitoral, com protocolos informados pelas próprias matérias.
A cobertura de centro concentrou-se na metodologia e nos cenários completos, sem eleger vencedor: relatou o empate técnico nacional, detalhou o recorte estadual da AtlasIntel em Minas Gerais, no qual Lula tem 49,9% e Flávio Bolsonaro 47,1%, e listou também as simulações em que o presidente lidera fora da margem de erro, contra Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Renan Santos. Foi essa cobertura que também apresentou o recorte sobre o Banco Master com paridade: 43,8% dos eleitores atribuem o escândalo principalmente a aliados da família Bolsonaro e 43,4% a aliados do presidente.
As divergências aparecem na escolha do dado que abre a notícia. Veículos de esquerda destacaram a liderança e a trajetória de crescimento do presidente, lembrando que ele saiu de 43% em 9 de setembro para 45,8% em 23 de setembro e que aparece numericamente à frente em dois institutos no segundo turno; um desses textos acopla ao noticiário um bloco editorial que trata a eleição como ponto de inflexão democrático. Veículos de direita enfatizaram o único levantamento em que o senador aparece na frente, e um deles foi além do que o próprio corpo da matéria sustenta: o título afirmou que Flávio Bolsonaro seria vencedor já no primeiro turno, embora o texto reconheça que a diferença de dois pontos cabe na margem de erro de 2,2 pontos. Do lado da direita também vem a ênfase nos anúncios recentes do governo, como o reajuste de 15% no Bolsa Família, que eleva o piso de 600 para 691 reais, e as medidas de restrição a apostas on-line, lidos como reação à disputa apertada.
O que os três blocos de cobertura não contestam é o núcleo estatístico: nenhuma das pesquisas divulgadas na semana coloca qualquer dos dois candidatos à frente fora da margem de erro, e a avaliação negativa dos dois é praticamente igual, com 53% na AtlasIntel e rejeição de 56% e 55% na Quaest.
O que ainda não se sabe é quanto desse quadro está consolidado. Nenhuma das matérias explica por que a pesquisa telefônica divergiu das digitais na ordem dos primeiros colocados, e nenhuma quantifica o efeito do escândalo do Banco Master sobre o voto. A medida de firmeza da escolha, do potencial de mudança e da chegada de informação positiva ou negativa a cada candidato só será conhecida com a rodada da Quaest prevista para 28 de setembro.
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Considerando a margem de erro de dois pontos, os dois estão tecnicamente empatados

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