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Atlas/Bloomberg mostra Lula com 45,8% e Flávio Bolsonaro com 43,4% no 1º turno

1 veículo de esquerda · 1 veículo de direita

Redação Fuja da Bolha•2 fontes•23/09/2026•atualizado em 24/09/2026•Lula
Atlas/Bloomberg mostra Lula com 45,8% e Flávio Bolsonaro com 43,4% no 1º turno
Imagem: Brasil de Fato

Resumo da cobertura

A seis dias do primeiro turno da eleição presidencial de 2026, dois levantamentos organizam a leitura da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro. A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada em 23 de setembro traz Lula com 45,8% e Flávio com 43,4% no primeiro turno, e 47,7% a 47,3% no segundo, diferença menor que a margem de erro de 1 ponto percentual. O instituto Quaest, que em 21 de setembro registrou 37% para Lula e 33% para Flávio, anunciou nova rodada para 28 de setembro, com registro do questionário no Tribunal Superior Eleitoral.

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Como cada lado cobriu

2 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda1 (50%)

Veículos com viés à esquerda

  • Brasil de FatoAtlas/Bloomberg: Lula lidera no primeiro turno e aparece numericamente à frente de Flávio no 2ºA pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23) mostra o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na liderança no primeiro turno das eleições presidenciais com…
    Análise editorial

    A apuração é numérica e transparente quanto à metodologia (5.015 entrevistados, recrutamento digital aleatório, margem de 1 ponto, registro BR-04739/2026). O enquadramento, porém, organiza a matéria em torno da liderança de Luiz Inácio Lula da Silva e da trajetória de alta do petista, e insere a percepção sobre o Banco Master num trecho em que os aliados de Flávio Bolsonaro aparecem primeiro, ordenação favorável ao campo da esquerda.

    Qualidade argumentativa
    70/100
    Manipulação emocional
    15/100
    Clickbait
    10/100
    Fontes citadas
    2

    Perspectivas omitidas

    • Não menciona que a diferença de 0,4 ponto no segundo turno está dentro da margem de erro ao tratar Lula como quem aparece à frente
    • Não traz reação das campanhas nem confronto com pesquisas de outros institutos que mostram cenário diferente
Centro0 (0%)

Veículos com viés ao centro

Nenhum veículo de centro cobriu esta história.

Direita1 (50%)

Veículos com viés à direita

  • VejaA nova pesquisa Quaest sobre a disputa Lula x Flávio, a penúltima antes do primeiro turno da eleiçãoLevantamento também vai testar rejeição, firmeza do voto, expectativa de vitória e reação dos eleitores ao reajuste do Bolsa Família e a outras propostas
    Matéria: Centro

    Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.

    Análise editorial

    O texto descreve item a item o que o questionário registrado sob o número BR-06520/2026 vai medir e recupera os números de 21 de setembro (Lula 37%, Flávio 33% no primeiro turno; 42% a 41% no segundo) sem vocabulário valorativo. A escolha de anunciar uma pesquisa ainda não divulgada e de abrir pelo empate técnico favorece a leitura de disputa acirrada, mas não há enquadramento ideológico explícito no corpo.

    Qualidade argumentativa
    59/100
    Manipulação emocional
    10/100
    Clickbait
    25/100
    Fontes citadas
    2

    Perspectivas omitidas

    • Não informa amostra, período de coleta nem margem de erro da rodada que será divulgada
    • Não compara os números do instituto com levantamentos de outras casas de pesquisa divulgados na mesma semana

A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada em 23 de setembro traz Luiz Inácio Lula da Silva com 45,8% e Flávio Bolsonaro com 43,4% no primeiro turno, além de 47,7% a 47,3% no segundo, diferença menor que a margem de erro. Outro instituto, a Quaest, divulga nova rodada em 28 de setembro, e esquerda, centro e direita leem os mesmos números de formas opostas.

A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada em 23 de setembro colocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança do primeiro turno da eleição presidencial, com 45,8% das intenções de voto, contra 43,4% do senador Flávio Bolsonaro. No cenário de segundo turno, Lula aparece numericamente à frente, com 47,7%, ante 47,3% do adversário. A diferença, de 0,4 ponto percentual, é menor que a margem de erro do levantamento, que é de 1 ponto para mais ou para menos.

O instituto ouviu 5.015 entrevistados entre 17 e 22 de setembro, por recrutamento digital aleatório, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-04739/2026. Entre os demais candidatos, Renan Santos aparece em terceiro, com 4,6%, seguido por Augusto Cury, com 2,1%, Ronaldo Caiado, com 1,4%, e Romeu Zema, com 0,9%. Os outros nomes somados chegam a 0,8%.

Os dois primeiros colocados vêm em trajetória de alta. Em 9 de setembro, Lula tinha 43% e Flávio Bolsonaro, 37,4%; em 17 de setembro, os números eram 44,1% e 41,7%. O segundo turno está tecnicamente empatado desde a rodada de 9 de setembro. Os dois também estão emparelhados na avaliação de imagem, com 53% de percepção negativa cada um, e na atribuição do escândalo do Banco Master: 43,8% dos entrevistados dizem que o caso envolve mais aliados do senador, e 43,4% apontam aliados do presidente.

Outro instituto, a Quaest, anunciou para 28 de setembro a penúltima rodada antes da votação. O questionário, registrado sob o número BR-06520/2026, testa treze candidatos no cenário estimulado, cinco confrontos de segundo turno envolvendo Lula, além de rejeição, potencial de voto, firmeza da escolha, expectativa sobre quem vencerá e avaliação do governo. Na rodada anterior desse instituto, divulgada em 21 de setembro, Lula tinha 37% e Flávio Bolsonaro, 33%, com o senador numericamente à frente no segundo turno, por 42% a 41%.

Há convergência entre os lados sobre o essencial: a disputa presidencial está decidida dentro das margens estatísticas, com dois candidatos de rejeição alta e um eleitorado ainda em movimento a menos de uma semana do primeiro turno. A divergência aparece no que cada campo escolhe destacar. Veículos de esquerda destacaram a liderança e a subida contínua de Lula, inclusive no cenário de segundo turno, e trataram a divisão de percepções sobre o Banco Master como sinal de que o escândalo não gruda apenas no governo. A cobertura de centro relatou os números lado a lado, com ficha técnica, série histórica e os percentuais dos candidatos menores, sem apontar vencedor. Veículos de direita enfatizaram o empate técnico e o crescimento de Flávio Bolsonaro, que ganhou 6 pontos em duas semanas, e deram relevo ao fato de o novo questionário medir se o eleitor soube do reajuste de 15% no Bolsa Família, que eleva o valor mínimo de 600 para 691 reais, e se aprova a medida anunciada na reta final da campanha.

O que ainda não se sabe é como esses números se comportam depois que as propostas anunciadas pelo governo chegarem de fato ao eleitorado. Nenhuma das coberturas informa quanto do voto já está consolidado, dado que só a rodada de 28 de setembro vai medir. Também não há, até aqui, resultado de outros institutos no mesmo período para confrontar a diferença entre os dois levantamentos, que trabalham com patamares distintos de intenção de voto, nem reação das campanhas aos resultados.

Briefing

O que importa para você

  • O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, e a última grande rodada de pesquisas chega em 28 de setembro.
  • O piso do Bolsa Família sobe 15%, de 600 para 691 reais, e o alcance dessa informação entre os beneficiários será medido.
  • Estão em avaliação a oferta gratuita de medicamentos para obesidade e a restrição a apostas on-line, incluindo cassinos digitais.
  • Com diferença de 0,4 ponto no segundo turno, o voto de quem ainda pode mudar decide o resultado.

Onde os lados divergem

  • Esquerda lê os 47,7% contra 47,3% como liderança de Lula também no segundo turno; direita lê a mesma diferença de 0,4 ponto como empate, já que é menor que a margem de erro.
  • Esquerda trata o reajuste de 15% no Bolsa Família como política social; direita o apresenta como anúncio de reta final a ser testado pelo eleitor.
  • Esquerda destaca a trajetória de alta do presidente desde 9 de setembro; direita destaca que Flávio Bolsonaro ganhou 6 pontos no mesmo intervalo.

Onde os lados concordam

Todos os lados aceitam que a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro está dentro das margens estatísticas, que os dois cresceram nas últimas semanas e que a rejeição de ambos é alta, acima de 50%. Também há acordo sobre a ficha técnica dos levantamentos e sobre o registro deles no Tribunal Superior Eleitoral.

O que ainda está incerto

  • Quanto do eleitorado considera o voto definitivo, dado que só será medido na rodada de 28 de setembro.
  • Por que os dois levantamentos trabalham com patamares tão distintos de intenção de voto, já que nenhuma cobertura confronta as metodologias.
  • Qual o efeito real das medidas anunciadas pelo governo sobre a intenção de voto, e como as campanhas reagiram aos números.
Pesquisas eleitoraisEleição presidencial 2026Lula

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Fontes

Espectro: Direita
A nova pesquisa Quaest sobre a disputa Lula x Flávio, a penúltima antes do primeiro turno da eleição
A nova pesquisa Quaest sobre a disputa Lula x Flávio, a penúltima antes do primeiro turno da eleição

Levantamento também vai testar rejeição, firmeza do voto, expectativa de vitória e reação dos eleitores ao reajuste do Bolsa Família e a outras propostas

VejaVeja
Espectro: Esquerda
Atlas/Bloomberg: Lula lidera no primeiro turno e aparece numericamente à frente de Flávio no 2º
Atlas/Bloomberg: Lula lidera no primeiro turno e aparece numericamente à frente de Flávio no 2º

A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (23) mostra o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na liderança no primeiro turno das eleições presidenciais com…

Brasil de FatoBrasil de Fato

Esquerda

1 fonte

Para a leitura de esquerda, o dado central é a recuperação consistente de Luiz Inácio Lula da Silva na reta final: o presidente lidera o primeiro turno com 45,8% e, pela primeira vez em semanas, aparece numericamente à frente também no segundo turno, com 47,7%. A trajetória de alta vem desde 9 de setembro e coincide com medidas de proteção social postas na mesa pelo governo, como o reajuste de 15% no Bolsa Família, que eleva o piso de 600 para 691 reais e será testado pelo instituto Quaest na rodada seguinte.

Direita

1 fonte

Pela chave de leitura da direita, o quadro é de disputa aberta e de encolhimento da vantagem do ocupante do cargo: Flávio Bolsonaro saiu de 37,4% em 9 de setembro para 43,4% em 23 de setembro e encostou em Luiz Inácio Lula da Silva, com o segundo turno decidido dentro da margem de erro.

Centro

0 fontes

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    Nova rodada Atlas/Bloomberg mostra Lula com 44,1% e Flávio Bolsonaro com 41,7% no primeiro turno
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  7. 09 de set. de 2026, 00:00
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