Datafolha mostra empate técnico com Lula em 40% e Flávio Bolsonaro em 36%
5 veículos de esquerda · 24 veículos de centro · 9 veículos de direita

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Pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro de 2026 aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 36%, em empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais. No segundo turno simulado, o presidente tem 47% e o senador, 45%. Os dois empatam na rejeição, com 45% cada um, contra 47% na rodada de 17 de setembro. O instituto ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00304/2026. O campo ocorreu em meio ao principal embate da reta final: em 25 de setembro o presidente assinou medida provisória que proíbe as apostas online, e o senador classificou a decisão como estelionato eleitoral. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
A leitura de veículos de esquerda e da cobertura de centro é de resiliência: depois de semanas de crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e o Banco Master, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mantém numericamente à frente nos dois turnos e vê a avaliação negativa do governo cair de 42% para 40%.
Na leitura de veículos de direita e da cobertura de centro, o mesmo empate técnico mostra um presidente que não consegue crescer. Mesmo com a estrutura da Presidência e o reajuste de 15% no Bolsa Família, a vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva caiu de dez pontos em junho para quatro pontos no levantamento de 24 de setembro, e a rejeição de 45% é idêntica à do senador Flávio Bolsonaro, que avançou de 29% para 32% entre os eleitores de menor renda e lidera nas faixas de renda mais altas, entre evangélicos e no Rio de Janeiro, onde marca 44% a 38% no primeiro turno e 51% a 42% no segundo.
38 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Esquerda, centro e direita reconhecem que Lula e Flávio Bolsonaro estão em empate técnico nos dois turnos, que a rejeição dos dois é idêntica em 45% e que a disputa será decidida por eleitores indecisos e pendulares. Todos os lados também registram que o embate sobre a proibição das apostas online entrou no centro da campanha na última semana antes da votação.
A nova rodada do Datafolha manteve o empate técnico na corrida presidencial de 2026: Lula tem 40% e Flávio Bolsonaro, 36%, no primeiro turno, com 47% a 45% na simulação de segundo turno e rejeição idêntica de 45%. A pesquisa foi a campo em meio ao embate sobre a proibição das apostas online, assinada por medida provisória a nove dias da votação.
A pesquisa Datafolha divulgada em 24 de setembro de 2026 mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial e o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 36%, em empate técnico no limite da margem de erro de dois pontos percentuais. O instituto ouviu 2.002 eleitores de 16 anos ou mais, e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00304/2026. Na simulação de segundo turno, o presidente marcou 47% e o senador, 45%. Os dois também empataram na rejeição, com 45% cada um, contra 47% na rodada anterior, de 17 de setembro.
A cobertura de centro relatou os recortes do levantamento com detalhe. O presidente lidera entre eleitores com renda de até dois salários mínimos, por 46% a 32%, nas regiões metropolitanas, por 42% a 33%, entre mulheres, por 42% a 33%, e entre católicos, por 45% a 33%. O senador aparece à frente nas faixas de renda mais altas, com 40% entre dois e cinco salários mínimos e 43% acima de cinco, e entre evangélicos, com 47% contra 27%. No interior do país os dois têm 38%. Em pesquisa estadual do mesmo instituto no Rio de Janeiro, o candidato do PL tem 44% contra 38% no primeiro turno e 51% contra 42% no segundo, com margem de três pontos percentuais.
O levantamento chegou no meio do principal embate da reta final. Em 25 de setembro, o presidente assinou medida provisória que proíbe as apostas online no país, incluindo os cassinos virtuais, e enviou ao Congresso um projeto de lei com pena de prisão para quem explorar o setor. O cronograma divulgado pelo governo prevê saque voluntário dos saldos até as 23h59 de 5 de outubro, retirada de sites e aplicativos do ar em 6 de outubro e devolução dos valores pelos bancos entre 9 e 14 de outubro. O senador reagiu chamando a medida de estelionato eleitoral, disse ser contra os cassinos online e deixou em aberto o futuro das apostas esportivas.
Veículos de esquerda destacaram que o candidato do PL tenta reescrever a cronologia do setor. As apostas de quota fixa foram legalizadas em 2018, no governo de Michel Temer, atravessaram os quatro anos de Jair Bolsonaro sem regulamentação e só ganharam regras em 2023. Nessa leitura, a proibição é medida de proteção às famílias endividadas, e a estabilidade do presidente nas pesquisas mostra resistência depois de semanas de crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal e o Banco Master. Analistas ouvidos por essa cobertura sublinharam ainda a queda de dois pontos na avaliação negativa do governo, de 42% para 40%, enquanto a positiva ficou em 34%.
Veículos de direita enfatizaram o outro lado da mesma estabilidade: mesmo com a estrutura da Presidência e o reajuste de 15% no Bolsa Família, o presidente não amplia a vantagem, que caiu de dez pontos em junho para quatro pontos agora. Essa cobertura deu relevo ao avanço do senador entre os eleitores de menor renda, de 29% para 32%, à vantagem dele no Rio de Janeiro e ao argumento de que a medida provisória sobre as apostas vale por até quatro meses e pode perder validade depois da votação. A tese do chamado voto de vingança, um sentimento de punição ao sistema político, aparece nessa cobertura como explicação para a aproximação, ao lado da lembrança de que o setor foi regulamentado no governo atual e já rendeu mais de 20 bilhões de reais em arrecadação.
O que ainda não se sabe é se a proibição das apostas altera o quadro antes de 4 de outubro. Duas pesquisas com campo posterior ao anúncio, uma por telefone e outra domiciliar, estavam previstas para 28 de setembro, e nenhuma fonte do conjunto mediu o efeito da medida sobre a intenção de voto. Também não há resposta sobre o destino da medida provisória no Congresso, que precisa votá-la em até 120 dias sob pena de caducidade, nem sobre o peso eleitoral da informação de que o senador viajou em jato de um ex-banqueiro investigado, revelada depois do encerramento do campo do instituto.
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Nesta matéria: falácia identificada.