Lula edita medida provisória que proíbe bets a nove dias do primeiro turno
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, em 25 de setembro de 2026, a Medida Provisória nº 1.394, que encerra a operação das casas de apostas on-line no Brasil. O texto atinge tanto os jogos de cassino virtual, como o chamado jogo do tigrinho, quanto as apostas esportivas de quota fixa, tem efeito imediato a partir da publicação no Diário Oficial da União e precisa do aval do Congresso Nacional em até 120 dias. O anúncio ocorreu a nove dias do primeiro turno das eleições, depois de semanas de discussão interna em que o governo chegou a considerar uma medida mais branda, restrita aos cassinos on-line e à publicidade do setor.
Veículos de esquerda trataram a proibição como resposta tardia, porém necessária, a um dano social já medido: as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões com apostas em 2025, e o dinheiro saiu sobretudo dos mais pobres.
Veículos de direita enfatizaram a contradição de o governo proibir um mercado que ele próprio ajudou a criar: o marco legal das apostas foi sancionado em dezembro de 2023, e a bancada governista orientou voto contra a emenda do Senado que excluía os cassinos on-line do texto.
25 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
A nove dias do primeiro turno, o governo federal editou uma medida provisória que encerra a operação das apostas on-line no Brasil, três anos depois de o próprio Executivo sancionar o marco legal do setor. A seguir, o que cada lado da cobertura enfatiza sobre o custo social, o impacto fiscal e o cálculo eleitoral da decisão.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, na noite de sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a Medida Provisória nº 1.394, que encerra a operação das casas de apostas on-line no Brasil, as chamadas bets. O texto alcança tanto os jogos de cassino virtual, entre eles o chamado jogo do tigrinho, quanto as apostas esportivas de quota fixa. Tem efeito imediato a partir da publicação no Diário Oficial da União e precisa do aval do Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade. O anúncio foi feito no escritório do Ministério da Fazenda em São Paulo, a nove dias do primeiro turno das eleições.
A decisão encerrou semanas de discussão interna. Na quarta-feira, 23, o presidente reuniu ministros da Fazenda, da Casa Civil, do Planejamento, da Justiça e da Secretaria de Comunicação, além do presidente do Banco Central, sem chegar a uma conclusão. Naquela altura, o cenário considerado mais provável era uma medida mais branda, restrita aos cassinos on-line e ao endurecimento das regras de publicidade, preservando as apostas ligadas a eventos esportivos. Ainda naquela noite, em ato de campanha com artistas na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro, o presidente endureceu o discurso: disse que os clubes de futebol precisam aprender a viver sem as apostas e afirmou que essa não era uma guerra, e sim uma decisão.
Os números do setor aparecem em praticamente toda a cobertura e são o ponto em que ela converge. O mercado regulado começou a funcionar em 2025, com 85 empresas autorizadas depois de pagarem outorga de R$ 30 milhões cada, o que rendeu R$ 2,5 bilhões aos cofres federais. Em 2025 as famílias brasileiras tiveram perda líquida estimada em R$ 62,5 bilhões com apostas, segundo estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda em parceria com o Centro Internacional Celso Furtado, valor que corresponde à diferença entre o dinheiro enviado às plataformas e os prêmios recebidos. No futebol, as casas de apostas responderam por R$ 1,03 bilhão dos R$ 3,069 bilhões arrecadados em patrocínio pelos vinte clubes da Série A no mesmo ano. Clubes e federações divulgaram manifesto contra mudanças abruptas, alertando para risco à principal fonte de receita do esporte.
A partir daí, a cobertura se separa. Veículos de esquerda destacaram a dimensão de saúde pública e de endividamento, apresentando a proibição como reparação de um dano já medido: pesquisa com 1.912 estudantes de 191 escolas mostrou que 20,4% dos alunos dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio já haviam apostado on-line, percentual que chega a 49,7% entre os concluintes do ensino médio, e a desaceleração das transações depois da proibição de apostas a beneficiários do Bolsa Família é lida como indício do peso das famílias de baixa renda no mercado. Nessa chave, a pressão dos clubes é tratada como defesa de um modelo de financiamento sustentado pela renda do torcedor pobre.
A cobertura de centro relatou o processo decisório e o cálculo político embutido nele. Registrou a divisão entre a ala partidária, que defendia um período de transição, e a ala ligada à campanha, que sustentou o encerramento imediato e prevaleceu. Anotou também a avaliação, feita por auxiliares sob reserva, de que a medida poderia aproximar o presidente de eleitoras mulheres e do eleitorado evangélico, e que levantamentos internos identificaram mulheres do Sudeste como as mais afetadas pelo endividamento com apostas. O mesmo campo informou que o governo estuda acionar a Justiça para cobrar das empresas o ressarcimento de pessoas endividadas e prepara projeto de lei com penas de reclusão de 2 a 6 anos para quem explorar, divulgar, hospedar ou usar dados pessoais para captar apostadores.
Veículos de direita enfatizaram a contradição institucional. Lembraram que o marco legal das apostas foi sancionado em dezembro de 2023, que a bancada governista orientou voto contra a emenda do Senado que excluía os cassinos on-line do texto e que o Ministério da Fazenda chegou a tentar elevar a tributação do setor de 12% para 18%. Nessa leitura, o custo da reversão recai sobre o contribuinte e sobre a segurança jurídica: as empresas podem acionar a União para recuperar outorgas e investimentos, a arrecadação federal perde uma base que gerou R$ 9,95 bilhões em tributos em 2025, e há risco de migração das apostas para plataformas ilegais.
Planalto avalia ação judicial para obrigar plataformas a ressarcir pessoas que se endividaram com apostas; Lula também prepara medida para proibir as bets.

O texto tem efeito imediato a partir da sua publicação no Diário Oficial da União

Em campanha no Recife, ao lado de João Campos, presidente afirmou que votar em

Candidato chama iniciativa de ‘populista, hipócrita e eleitoreira’; senador também minimiza uso de jatinho ligado a Vorcaro

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Candidato do PL afirma que o petista é o “pai do Tigrinho” e que tenta “enganar o povo” com proibição das plataformas. Leia no Poder360.

Petista deixará para Congresso responsabilidade de criminalizar empresas de apostas e operadores; pena varia de 2 a 6 anos de reclusão, a depender da ação. Leia no Poder360.

Lula promete acabar com as bets após sancionar o marco regulatíório das apostas em 2023. Leia na Gazeta do Povo.

Governo deve anunciar MP com proibição imediata das apostas online; segundo Larissa Rodrigues, presidente optou por cálculo eleitoral da decisão

Há discussões sobre devolução dos valores pagos para ter autorização a operar ou reequilíbrio dos contratos, caso a proibição seja parcial

Governo prepara anúncio sobre fim das bets após Lula afirmar que pretende “cortar o mal pela raiz” e combater o impacto sobre famílias.

Setor movimentou R$ 351 bilhões em transações via Pix e retirou R$ 62,5 bilhões da renda das famílias em 2025, segundo estudo

Bets podem ser proibidas por MP de Lula, enquanto governo avalia medidas para ressarcir pessoas endividadas com apostas

"Amanhã eu vou ter anúncios importantes. Vou acabar com as bets nesse país, antes que elas acabem com o Brasil", afirmou o presidente e candidato à reeleição, durante comício em Maceió

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Em novo Desenrola, Executivo prevê compra de dívidas antigas de famílias. Cerco a apostas ainda não está definido. Anúncio será feito em evento em São Paulo nesta sexta-feira

Analista de Política da CNN Caio Junqueira aponta improviso na decisão e questiona timing político da medida, anunciada véspera de campanha associar rival às apostas

Lula afirma que pretende acabar com as bets no Brasil e diz que clubes de futebol precisarão buscar outras formas de financiamento

A ofensiva do presidente contra as bets ganhou força na reta final da campanha eleitoral

Presidente afirmou, em evento com artistas no Rio, que não pretende manter o modelo de apostas e rejeitou argumento de que o futebol depende do setor


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria se decidido nesta quarta-feira (23) pela proibição total das bets, segundo apuração do SBT. A Fórum checou a

Em evento com artistas, Lula promete acabar com as bets no país UOL Notícias
Presidente se reuniu nesta quarta com ministros para para discutir medidas para restrição das bets. Clubes afirmam que restrições podem ser o “fim do futebol brasileiro”.

Nesta matéria: falácia identificada.