Quaest: 62% apoiam fim das bets e 59% aprovam piso de R$ 691 no Bolsa Família
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Pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro, encomendada pela Globo, mostrou que 62% dos eleitores apoiam a restrição às bets, 59% aprovam o reajuste do Bolsa Família e 58% defendem canetas emagrecedoras gratuitas no Sistema Único de Saúde. O levantamento registrou Lula com 39% no primeiro turno contra 34% de Flávio Bolsonaro, empate de 42% no segundo turno e aprovação do governo em 46%, contra 49% de desaprovação. Parte das entrevistas ocorreu antes do anúncio da proibição das bets.
Para a cobertura de esquerda, a Quaest confirma que as medidas recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva têm amplo respaldo popular: o fim das bets, o reajuste do Bolsa Família e a oferta de canetas emagrecedoras no SUS são aprovados pela maioria, sobretudo por mulheres, jovens e famílias de baixa renda.
Veículos de direita leem as mesmas medidas como oportunismo eleitoral às vésperas do primeiro turno. Um levantamento de redes sociais indica que o apoio ao fim das bets não se converteu automaticamente em apoio a Lula, e uma coluna de opinião classifica o reajuste do Bolsa Família e a medida provisória contra as apostas como populismo que troca o compromisso fiscal pela busca da reeleição, com críticas ao endividamento público e à falta de exigência de busca de emprego no programa.
7 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: falácia identificada.
A pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro mediu a reação dos eleitores às medidas do governo Lula na reta final da campanha. A restrição às bets tem 62% de apoio e o reajuste do Bolsa Família, 59%, enquanto a disputa com Flávio Bolsonaro segue empatada em 42% no segundo turno.
A maioria dos eleitores brasileiros aprova as medidas anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reta final da campanha. Segundo pesquisa Quaest divulgada em 28 de setembro, encomendada pela Globo, 62% apoiam a restrição às apostas on-line, as chamadas bets, 59% aprovam o reajuste do Bolsa Família e 58% defendem a oferta gratuita de canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde, o SUS, para tratar obesidade.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 24 e 27 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais. Como a proibição das bets foi anunciada por medida provisória na sexta-feira, 25, parte das entrevistas ocorreu antes da iniciativa. O reajuste do Bolsa Família, de 15%, elevou o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691, com pagamento nos novos valores a partir de outubro.
Na corrida presidencial, Lula passou de 37% para 39% no primeiro turno, e Flávio Bolsonaro, do PL, foi de 33% para 34%. No segundo turno, os dois aparecem empatados com 42%. A aprovação do governo subiu de 44% para 46%, ainda abaixo dos 49% que desaprovam. Entre as mulheres, Lula lidera a simulação de segundo turno por 46% a 37%; entre beneficiários do Bolsa Família, por 59% a 27%. O diretor da Quaest, Felipe Nunes, avaliou que o avanço nesses grupos pode estar associado às medidas.
A cobertura de centro concentrou-se nos números e nos recortes. Relatou que as mulheres aprovam mais as três medidas do que os homens, que o Nordeste lidera o apoio ao reajuste do Bolsa Família, com 72%, e que o Sudeste é a região mais favorável à restrição das bets, com 66%. Também registrou que a controvérsia sobre Nossa Senhora Aparecida acompanhou um avanço de Lula entre católicos.
Veículos de esquerda destacaram que Lula acertou ao adotar as medidas. Enfatizaram o apoio entre jovens e famílias de baixa renda, lembraram que as bets foram liberadas no governo Michel Temer e ficaram sem regulação no governo Jair Bolsonaro, e apresentaram o reajuste do benefício como reposição de perdas inflacionárias prevista em lei.
Veículos de direita enfatizaram o caráter eleitoral das iniciativas. Um levantamento da empresa AP Exata, com 180 mil menções nas redes sociais, indicou que 68,2% das publicações sobre a proibição não citaram Lula e que 7% criticaram o presidente ou o momento da medida, lembrando que o próprio governo havia regulamentado o setor. Uma coluna de opinião classificou o reajuste e a medida provisória como populismo às vésperas do pleito, criticou o endividamento público e defendeu regras mais rígidas para o Bolsa Família.
Ainda não se sabe quanto do movimento captado pela Quaest se deve à proibição das bets, já que a coleta foi feita em parte antes do anúncio. Também falta medir se o apoio às medidas vai se traduzir em votos no primeiro turno, diante de uma disputa empatada no segundo turno e de rejeições acima de 50% para os dois principais candidatos.
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