AtlasIntel: 60,5% apoiam impeachment imediato de Toffoli e 49,8% o de Moraes
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Pesquisa AtlasIntel divulgada em 22 de setembro mostra que 60,5% dos entrevistados defendem o impeachment imediato do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeitas de ligação com o caso Banco Master. Para Alexandre de Moraes, o índice é de 49,8%. O levantamento ouviu 1.852 pessoas entre 17 e 21 de setembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
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A pesquisa AtlasIntel expõe a desconfiança da população em relação ao Supremo Tribunal Federal: seis em cada dez entrevistados querem o impeachment imediato de Dias Toffoli diante das suspeitas de ligação com o caso Banco Master, e quase metade pede o mesmo para Alexandre de Moraes. Por esse prisma, os números reforçam a cobrança por prestação de contas dos ministros da Corte.
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As coberturas publicadas até agora trazem os mesmos números da pesquisa AtlasIntel: 60,5% pelo impeachment imediato de Dias Toffoli e 49,8% pelo de Alexandre de Moraes, ambos no contexto das investigações do caso Banco Master.
Levantamento do AtlasIntel feito entre 17 e 21 de setembro mediu o apoio ao impeachment de dois ministros do Supremo Tribunal Federal. Dias Toffoli tem 60,5% de defensores do afastamento imediato, e Alexandre de Moraes, 49,8%, em meio às investigações do caso Banco Master.
Uma pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada nesta terça-feira, 22 de setembro, indica que 60,5% dos brasileiros entrevistados defendem o impeachment imediato do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, o STF, por suspeitas de ligação com o caso Banco Master. Sobre o colega de Corte Alexandre de Moraes, 49,8% disseram o mesmo.
Os números detalhados convergem em toda a cobertura. No caso de Toffoli, outros 26,1% afirmaram que ele deveria sofrer impeachment apenas se o envolvimento com o caso fosse comprovado. Só 6,5% disseram que o ministro não deveria ser afastado, e 6,8% não souberam responder. Para Moraes, 31,9% condicionaram o impeachment à comprovação de envolvimento, 15,1% rejeitaram a medida e 3,2% não souberam responder. A pesquisa ouviu 1.852 brasileiros entre 17 e 21 de setembro, por meio de recrutamento digital. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
A cobertura de centro relatou os resultados em formato de agência, com as respostas sobre os dois ministros apresentadas lado a lado e a metodologia ao final. Um dos textos, porém, informa 1.836 entrevistados no subtítulo e 1.852 no corpo, sem explicar a diferença. Um veículo de direita reproduziu os mesmos percentuais, com ênfase no pedido de impeachment imediato de Toffoli diante das suspeitas, mas acrescentou uma ressalva: as porcentagens registram a opinião dos entrevistados e não representam uma conclusão sobre eventual responsabilidade dos ministros. Até o momento, nenhum veículo de esquerda publicou reportagem sobre a pesquisa, o que deixa sem cobertura desse lado a discussão sobre o peso de levantamentos de opinião diante de investigações ainda em andamento.
A diferença entre os dois ministros aparece nos próprios dados. Toffoli concentra apoio mais amplo ao afastamento imediato e rejeição menor à medida. Moraes tem uma parcela maior de entrevistados que só apoiaria o impeachment com comprovação, e uma rejeição ao afastamento mais de duas vezes superior à de Toffoli.
O que ainda não se sabe é relevante para interpretar os números. Nenhuma das reportagens ouviu Toffoli ou Moraes. Os textos também não detalham quais são as suspeitas que ligam cada ministro ao caso Banco Master, nem trazem a redação exata das perguntas feitas aos entrevistados. Também não está esclarecida a diferença entre as duas amostras informadas.
Uma pesquisa AtlasIntel/Estadão divulgada nesta terça-feira (22) mediu a opinião dos brasileiros sobre a possibilidade de impeachment dos ministros Dias

Levantamento ouviu 1.836 pessoas entre os dias 17 e 21 de setembro; margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos
