Áudios ligam Sindicato dos Rodoviários a adesivos do PT em ônibus de Salvador
1 veículo de centro · 1 veículo de direita
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A cobertura de centro relatou que áudios vazados em 30 de outubro trazem supostas orientações do Sindicato dos Rodoviários de Salvador para colar adesivos do PT nos ônibus no segundo turno, em 25 de outubro. O texto registra que tanto a colagem quanto a redução da frota são investigadas, ouve o sindicato, que nega e fala em narrativa distorcida, e confronta a versão do secretário de Mobilidade, Pablo Souza, com a resolução do Tribunal Superior Eleitoral e com o próprio texto da Secretaria de Mobilidade, que prometia 100% da frota de dias úteis.
Veículos de direita apresentaram a gravação como plano de sindicalista para pôr adesivos de propaganda eleitoral nos ônibus, com integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) responsáveis pelas garagens.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
A cobertura de centro e a de direita concordam que a gravação é atribuída a Fábio Primo, do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, que ela orienta colar adesivos só nos ônibus que circulariam em 25 de outubro e que a Secretaria Municipal de Mobilidade atribui aos adesivos problemas na operação.
Áudios vazados em 30 de outubro atribuem a Fábio Primo, do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, ordens para colar adesivos do PT nos ônibus no segundo turno. O sindicato nega, a prefeitura culpa os adesivos e a redução da frota a 850 de 1,7 mil ônibus é investigada pela Justiça Eleitoral.
Áudios que circularam nas redes sociais em 30 de outubro trazem supostas orientações para colar adesivos de propaganda eleitoral nos ônibus de Salvador no domingo do segundo turno, 25 de outubro. A voz é atribuída a Fábio Primo, dirigente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador. Nas gravações, ele diz que não havia material para todos os carros e orienta colar os adesivos só nos ônibus que efetivamente sairiam das garagens.
O caso se soma à crise do transporte no dia da votação. Parte da frota ficou retida nas garagens, com a justificativa de que a propaganda nos veículos configurava crime eleitoral. Tanto a colagem quanto a redução do serviço são investigadas.
A cobertura de centro e a de direita convergem nos pontos básicos: a autoria atribuída a Primo, a ordem de adesivar apenas os carros que circulariam e a posição da Secretaria Municipal de Mobilidade, a Semob, de que os adesivos interferiram na operação. A cobertura de centro relatou ainda que a Procuradoria Geral do Estado apresentou queixa-crime ao Ministério Público Federal, e que o áudio foi anexado ao processo. Segundo o processo no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, juízes vistoriaram três garagens e encontraram frota menor que a dos dias úteis. O Procon contou mais de 950 ônibus parados.
O secretário de Mobilidade, Pablo Souza, afirmou que a prefeitura repetiu a estratégia do primeiro turno, com 850 dos 1,7 mil ônibus nas ruas, e que o Tribunal Superior Eleitoral não exigiu a frota inteira. A cobertura de centro confrontou essa fala com a resolução 23.751 do tribunal, que pede frequência compatível com a dos dias úteis, e com um texto da própria Semob que prometia 100% da frota de dias úteis no segundo turno. Na Câmara Municipal, vereadores de oposição pediram uma Comissão Especial de Inquérito e tinham 10 das 14 assinaturas necessárias.
As diferenças estão no enquadramento. Veículos de direita deram o título de plano de sindicalista do PT, embora o corpo do texto cite apenas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, a CTB, e o sindicato. Esses veículos ligaram a mobilização aos problemas no transporte e trouxeram a versão da Semob e da prefeitura, sem registrar a resposta do sindicato nem a redução da frota a cerca de metade. A cobertura de centro tratou as orientações como supostas e ouviu o sindicato, que chamou de inadmissível construir uma narrativa que o responsabilize e desvie o foco das circunstâncias da retenção. Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a noite de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, não havia conclusão das investigações. Também não estava confirmado se os adesivos foram o motivo da retenção dos ônibus ou se a frota reduzida seguiu a operação de um domingo comum, como disse o sindicato. O Partido dos Trabalhadores não aparecia com posicionamento nos textos.
Uma gravação atribuída a Fábio Primo, presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, indica que integrantes da Central dos Trabalhadores

Coletivos acabaram retidos nas garagens sob justificativa de crime eleitoral. Diminuição da frota também foi considerada contravenção. Situações são investigadas.
