Ricardo Nunes vira alvo de comissão de impeachment na Câmara de São Paulo
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →Pela leitura de esquerda, a comissão é o primeiro passo para responsabilizar Ricardo Nunes por condutas que teriam prejudicado o direito de voto de quem depende do transporte público e constrangido servidores a fazer campanha. A cobertura liga o caso ao apoio do prefeito a Flávio Bolsonaro e à reação bolsonarista depois da vitória de Lula.
Por um enquadramento de direita, o ponto central é institucional: a instalação da comissão não equivale a impeachment, as acusações ainda são alegações de vereadores de oposição e o rito exige parecer, votação qualificada e direito de defesa. A cobertura destaca que a denúncia parte do PSOL e vem acompanhada de pressão de rua.
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A Câmara Municipal de São Paulo instalou uma comissão especial para analisar o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes, do MDB. A denúncia do PSOL cita ônibus retidos nas garagens no segundo turno e suposta pressão sobre servidores. Avançar exige 33 dos 55 votos.
A Câmara Municipal de São Paulo instalou na quarta-feira, 28 de outubro, uma Comissão Especial para analisar o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes, do MDB. O colegiado tem sete vereadores e prazo de até dez dias para emitir um parecer sobre a admissibilidade da denúncia. A primeira reunião foi marcada para quinta-feira, 29.
O pedido foi protocolado em 25 de outubro, dia do segundo turno, pelas vereadoras Amanda Paschoal e Silvia da Bancada Feminista e pelo vereador Celso Giannazi, todos do PSOL. A acusação principal é de descumprimento de uma ordem da Justiça Eleitoral que exigia a circulação de toda a frota de ônibus municipais no dia da votação. Segundo a denúncia, cerca de 30% dos veículos ficaram nas garagens, o que teria prejudicado o deslocamento de eleitores. O texto também aponta suposta pressão sobre servidores comissionados da Prefeitura de São Paulo para que participassem de atos de campanha, sob ameaça de exoneração.
A comissão é formada por Luana Alves, do PSOL, Rubinho Nunes, do União Brasil, Hélio Rodrigues, do PT, Kenji Ito, do Podemos, Major Palumbo, do PP, Sandra Tadeu, do PL, e Sandra Santana, do MDB. As duas coberturas concordam que a instalação é uma etapa preliminar e não significa abertura de processo. Para que a denúncia chegue à fase de Comissão Processante, são necessários três quintos dos 55 vereadores, ou seja, 33 votos. Se a admissibilidade for rejeitada, o pedido é arquivado.
As diferenças estão no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram as falas da vereadora Amanda Paschoal, que relacionou o caso ao apoio do prefeito à candidatura de Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula na disputa presidencial. Ela afirmou que o bolsonarismo, nas palavras dela impregnado pelo golpismo, não desistiu, e que Nunes fez parte disso. Essa cobertura também tratou o caso como questão de direito ao voto de quem depende do transporte público.
A cobertura de centro relatou o caso de forma procedimental, com a base legal citada na denúncia, o artigo 73 da Lei Orgânica do Município e o Decreto-Lei 201, de 1967, além da composição partidária da comissão. Entre os veículos de direita, o texto disponível manteve esse mesmo tom, tratou as acusações como supostas e ressaltou que o impeachment não foi aprovado. Registrou ainda a aposta da autora do pedido na pressão popular, com atos convocados para a frente da Prefeitura, a Praça Roosevelt e o Largo da Batata.
Ainda não se sabe qual é a resposta da Prefeitura e do prefeito às acusações, que não apareceu na cobertura analisada. Também não há confirmação independente do número de ônibus que deixou de circular, nem provas públicas sobre a suposta pressão aos servidores. O rumo do caso depende do parecer da comissão e de uma votação que exige maioria qualificada.
Pedido apresentado por vereadores do PSOL na Câmara acusa prefeito de descumprir ordem judicial sobre circulação de ônibus e pressionar servidores durante campanha

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, nesta quarta-feira (28), a instalação de uma Comissão Especial para analisar o pedido
