Operação Luctus mira 21 alvos por venda de dados de mortos a funerárias em São Paulo
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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Veículos de esquerda publicaram um relato factual da operação, abrindo o texto com a informação de que a Operação Luctus cumpre 21 mandados contra policiais, funcionários e empresários do setor funerário, e destacando já no início que a Velar SP nega envolvimento. O texto não acrescentou avaliação própria às informações da Secretaria de Segurança Pública.
A cobertura de centro relatou, com base na Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, que a segunda fase da Operação Luctus, deflagrada na quinta-feira, cumpriu mandados de busca e apreensão em 21 alvos suspeitos de obter registros de óbitos de forma irregular e repassá-los a empresas funerárias.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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A cobertura de esquerda e a de centro concordam que a segunda fase da Operação Luctus mirou 21 alvos, entre eles um policial civil, um funcionário da prefeitura e empresários do setor funerário, e que a concessionária Velar SP nega envolvimento.
A Corregedoria da Polícia Civil, a prefeitura de São Paulo e a Controladoria-Geral do Município deflagraram em 29 de outubro a segunda fase da Operação Luctus, contra 21 alvos suspeitos de repassar registros de óbitos a funerárias. A concessionária Velar SP, citada no caso, nega envolvimento.
A Corregedoria-Geral da Polícia Civil de São Paulo, a prefeitura da capital paulista e a Controladoria-Geral do Município investigam uma suposta organização criminosa que obtinha de forma irregular registros de óbitos e os repassava a empresas do setor funerário. Na quinta-feira, 29 de outubro, foi deflagrada a segunda fase da chamada Operação Luctus.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra 21 alvos, entre eles um policial civil, um funcionário da prefeitura e empresários do setor. Integrantes da Corregedoria do Município acompanharam as diligências. O grupo é investigado por crimes contra a administração pública, corrupção, acesso indevido a informações sigilosas, lavagem de capitais e delitos correlatos. A secretaria informou que a investigação começou a pedido da própria prefeitura e que a nova fase pretende, além de responsabilizar os envolvidos, identificar vulnerabilidades no sistema e aperfeiçoar os mecanismos de controle interno, governança e integridade.
Uma das empresas citadas é a concessionária Velar SP, um dos quatro grupos que administram os 22 cemitérios da capital. A empresa responde por seis deles, entre os quais Vila Alpina, Itaquera e Freguesia do Ó. Em nota, a Velar afirmou ter tomado conhecimento da operação pela imprensa, disse não ter tido acesso aos autos nem à decisão judicial que fundamentou as buscas, declarou repudiar práticas ilícitas e afirmou que já havia se colocado à disposição das autoridades.
A cobertura de centro relatou o caso a partir das declarações oficiais da Secretaria de Segurança Pública, reproduzindo entre aspas o trecho sobre os alvos e a íntegra da nota da concessionária. Veículos de esquerda publicaram relato igualmente factual, com as mesmas informações, e deram destaque à negativa da Velar SP já no resumo de abertura. O lead desse texto menciona policiais no plural, enquanto o corpo cita um policial civil entre os alvos. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Não há divergência de substância entre os dois textos: ambos se apoiam na mesma fonte oficial e na mesma nota da empresa. A diferença está na ordem dos destaques, não nos fatos relatados.
Até o fim da tarde de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, nenhum dos textos havia informado os nomes dos investigados, a posição da defesa do policial civil e do funcionário da prefeitura, o valor que teria circulado no esquema nem como os dados de óbitos eram obtidos. As matérias também não detalharam o que foi apurado na primeira fase da operação.
Grupo algo da Operação Luctus é investigado por crimes contra a administração pública, corrupção, acesso indevido a informações sigilosas, lavagem de capitais e delitos correlatos

