
Augusto Cury nega uso de robôs após saltar para 11% na pesquisa BTG/Nexus
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O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, negou em 31 de agosto ter usado robôs ou contratos com influenciadores para ampliar artificialmente seu engajamento nas redes sociais. A declaração foi dada durante agenda no Sebrae, em Curitiba, no mesmo dia em que a pesquisa BTG/Nexus mostrou o escritor com 11% das intenções de voto no primeiro turno, avanço de nove pontos percentuais sobre o levantamento anterior, quando marcava 2%. Cury disse que a campanha investiu cerca de R$ 50 mil nas redes, respondeu 'eles que investiguem' às suspeitas atribuídas a partidos e afirmou que o crescimento decorre do desempenho no primeiro debate presidencial. Ele relatou ganho de mais de 2 milhões de seguidores em uma semana e disse não querer ser enquadrado em ideologia.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, negou em 31 de agosto ter usado robôs ou contratos com influenciadores para ampliar artificialmente seu engajamento nas redes sociais. A declaração foi dada durante agenda no Sebrae, em Curitiba, no mesmo dia em que a pesquisa BTG/Nexus mostrou o escritor com 11% das intenções de voto no primeiro turno, avanço de nove pontos percentuais sobre o levantamento anterior, quando marcava 2%.
Direita
Pelo prisma da direita, o caso mostra um candidato de fora do sistema partidário sendo hostilizado justamente por crescer barato e rápido. Augusto Cury afirma ter gasto cerca de R$ 50 mil em redes sociais enquanto adversários teriam aplicado dezenas de milhões de reais, e ainda assim saltou para 11% das intenções de voto no primeiro turno depois de um debate televisionado.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
O texto encadeia citações longas do candidato ('revolução silenciosa', 'não estou atrás de poder') e a resposta 'eles que investiguem' sem enquadramento valorativo do repórter, e contextualiza o salto com o número da pesquisa. Não há vocabulário de justiça social nem de livre iniciativa; a narrativa é de cobertura de agenda, com paridade entre a acusação atribuída a partidos e a negativa do acusado. O peso maior recai sobre a autonarrativa do candidato, o que é escolha de espaço, não de ideologia.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto curto e descritivo, organizado em torno da negativa e dos números. A única marca de enquadramento está na linha de contexto que registra o candidato como distante dos líderes, o que relativiza o salto sem aderir a vocabulário de mercado, ordem ou responsabilidade individual. Apesar do viés editorial do veículo, o artigo em si não editorializa à direita: mantém-se em registro de agência, o que sustenta CENTER pelo conteúdo.
Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência, afirmou que não usou robôs nem contratou influenciadores para ampliar seu alcance nas redes sociais. A resposta veio no mesmo dia em que a pesquisa BTG/Nexus mostrou o escritor com 11% das intenções de voto no primeiro turno, nove pontos acima do levantamento anterior.
O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, negou na segunda-feira, 31 de agosto, ter usado robôs ou contratos com influenciadores para inflar artificialmente o próprio engajamento nas redes sociais. A declaração foi dada durante agenda no Sebrae, em Curitiba, horas depois da divulgação da pesquisa BTG/Nexus que mostrou o escritor com 11% das intenções de voto no primeiro turno, avanço de nove pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, quando ele marcava 2%. Questionado sobre suspeitas atribuídas a partidos, Cury respondeu que "eles que investiguem" e afirmou que a campanha aplicou cerca de R$ 50 mil em redes sociais nas últimas semanas.
A cobertura de centro relatou a agenda em Curitiba com falas mais longas do candidato, que disse ter recebido o resultado "com muita humildade" e atribuiu o salto ao desempenho no primeiro debate presidencial. Nessa versão, o crescimento é descrito por ele como uma "revolução totalmente silenciosa" e espontânea, sustentada por milhões de pessoas "cansadas desta polarização insana", com ganho de mais de 2 milhões de seguidores em uma semana. Também aparece a comparação feita pelo próprio Cury entre os R$ 50 mil que diz ter investido e as "dezenas de milhões de reais" que atribui aos adversários, além da recusa em ser enquadrado em um partido ou ideologia: ele afirma querer unir "o melhor da direita e o melhor da esquerda".
Veículos de direita registraram a mesma negativa em tom mais seco e ancoraram o número no cenário geral da disputa, lembrando que o escritor segue distante dos líderes das intenções de voto. Nessa cobertura, o peso recai sobre a resposta objetiva à acusação, sobre o valor declarado de gasto e sobre o ganho de seguidores como fato ainda a ser verificado, e não sobre a narrativa de campanha construída pelo candidato.
Veículos de esquerda não publicaram material próprio sobre o episódio até o momento. Com isso, o ângulo que costuma organizar essa leitura, o da fiscalização do financiamento digital de campanhas e da responsabilidade das plataformas por impulsionamento não declarado, ficou de fora do noticiário disponível sobre o caso.
Os relatos existentes convergem no essencial: a negativa do uso de robôs, o valor de R$ 50 mil, os 11% no primeiro turno, o avanço de nove pontos e o ganho de cerca de 2 milhões de seguidores em uma semana. Divergem, porém, nos percentuais atribuídos aos líderes da corrida. Uma cobertura registra Lula com 37% e Flávio Bolsonaro com 31%; a outra apresenta 39% e 33% para os mesmos nomes, sem que a diferença entre os cenários seja explicada ao leitor.
Ainda não se sabe quais partidos formalizaram as suspeitas, se houve representação apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral e que evidência técnica sustentaria a hipótese de engajamento artificial. Também não há, nas reportagens disponíveis, auditoria independente do crescimento de seguidores, detalhamento de onde os R$ 50 mil foram aplicados, nem a metodologia e a margem de erro do levantamento citado.
As coberturas registram os mesmos fatos centrais: Augusto Cury negou uso de robôs e contratos com influenciadores, declarou investimento de cerca de R$ 50 mil em redes sociais, marcou 11% no primeiro turno na pesquisa BTG/Nexus após nove pontos de avanço e afirmou ter ganhado mais de 2 milhões de seguidores em uma semana, atribuindo o salto ao primeiro debate presidencial.

Candidato do Avante fala em

Em evento no Sebrae, candidato à Presidência pelo Avante afirma ter investido R$ 50 mil em redes sociais e justifica crescimento de apoio: ‘Milhões de pessoas que estão cansadas desta polarização insana’
Perspectivas omitidas
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