
Pesquisa Nexus com Lula à frente é questionada por R$ 296,5 milhões em contratos
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O instituto Nexus, contratado pelo banco BTG Pactual, divulgou em 31 de agosto de 2026 uma pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08900/2026, com 2.005 entrevistas por telefone entre 28 e 30 de agosto, margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento aponta 46% de avaliação negativa para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, 37% de avaliação positiva e 18% de avaliação regular, além de 51% de desaprovação ao trabalho do presidente. No mesmo dia, parte da cobertura passou a questionar o instituto a partir dos contratos da FSB, holding de comunicação que o controla, com o governo federal.
Esquerda
Pelo prisma da esquerda, o ataque ao instituto Nexus é uma tentativa de desqualificar um dado desfavorável sem contestar a metodologia: a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral, tem ficha técnica pública e nenhuma das críticas aponta erro amostral.
Centro
005 entrevistas por telefone entre 28 e 30 de agosto, margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento aponta 46% de avaliação negativa para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, 37% de avaliação positiva e 18% de avaliação regular, além de 51% de desaprovação ao trabalho do presidente.
Direita
Pelo prisma da direita, o Estado não deveria ser cliente de quem mede a popularidade do próprio Estado. A FSB, holding de comunicação que controla o instituto Nexus, recebeu mais de R$ 296,5 milhões em contratos com o governo federal desde 2023, dos quais R$ 85,8 milhões saíram da Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O enquadramento parte da relação entre financiamento de campanha e contrato público e cobra o poder econômico que financia candidatura, marca típica de esquerda. A escolha do recorte reforça a leitura: o texto compara ciclos de governo em valores nominais para sustentar a tese de crescimento dos pagamentos na gestão atual e só depois reproduz o argumento do governo sobre inflação de 18,3%. A apuração em si é sólida, com ordens bancárias, raiz de CNPJ e prestação de contas eleitoral. Nota: o artigo cobre um evento distinto do núcleo desta story, os pagamentos do governo de São Paulo à União Química, e não a pesquisa do instituto Nexus.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
Veículos com viés ao centro
O texto se limita a reportar percentuais e metodologia: 46% de avaliação negativa (7% ruim e 39% péssima), 37% positiva, 18% regular, 51% de desaprovação, 2.005 entrevistados entre 28 e 30 de agosto, margem de dois pontos e registro BR-08900/2026. Não há vocabulário valorativo nem enquadramento ideológico, e a comparação com a rodada de 24 de agosto é apresentada sem juízo. Cobertura factual de centro, independentemente do veículo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O título promete os valores recebidos pela empresa dona do instituto e o corpo migra para uma sequência de assuntos independentes: decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre a campanha de Renan Santos, negociação comercial com os Estados Unidos, superávit primário de 0,1% do PIB, plataforma de previsão e pesquisa de outro instituto. Daí a marcação de descompasso entre título e corpo. O enquadramento é de direita clássico: cobra gasto público, questiona a legitimidade de órgão de controle eleitoral e trata contrato federal como prova de captura do aparelho de Estado. Os R$ 296,5 milhões e as parcelas por ministério vêm do Portal da Transparência e são verificáveis.
O instituto Nexus divulgou em 31 de agosto de 2026 pesquisa com 46% de avaliação negativa do governo Lula, 37% de avaliação positiva e Lula à frente no primeiro turno. No mesmo dia, os R$ 296,5 milhões em contratos federais da FSB, holding que controla o instituto, entraram na disputa sobre a credibilidade do levantamento.
O instituto Nexus, contratado pelo banco BTG Pactual, divulgou em 31 de agosto de 2026 uma nova rodada de pesquisa eleitoral registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08900/2026. O levantamento ouviu 2.005 eleitores por telefone entre 28 e 30 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Na avaliação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, 46% consideram a gestão ruim ou péssima, 37% a classificam como ótima ou boa e 18% dizem que ela é regular. Perguntados sobre o trabalho do presidente na Presidência da República, 51% desaprovam e 46% aprovam.
A cobertura de centro relatou esses números de forma direta e comparou com a rodada anterior, de 24 de agosto: a avaliação negativa subiu de 43% para 46%, a positiva passou de 35% para 37% e a parcela que vê a gestão como regular caiu de 22% para 18%. É a maior reprovação registrada na série do instituto, iniciada em março, quando o índice estava em 44%. A mesma cobertura registrou que, nos cenários de primeiro turno medidos pelo levantamento, Lula aparece à frente, seguido por Flávio Bolsonaro.
Veículos de direita deslocaram o foco dos números para quem os produz. Segundo esse enquadramento, a FSB, holding de comunicação que controla o Nexus, recebeu mais de R$ 296,5 milhões em contratos com o governo federal desde 2023, conforme registros do Portal da Transparência. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência responde por R$ 85,8 milhões desse total, o Ministério da Saúde por mais de R$ 38 milhões e o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social por R$ 31,7 milhões. A conclusão sugerida é de conflito de interesse: o grupo que mede a popularidade do governo também vende serviços a ele. Essa mesma cobertura emenda outras críticas ao Palácio do Planalto, como a previsão de superávit primário de 0,1% do PIB para 2027 e a reprovação de 52,9% apontada pelo instituto AtlasIntel, sem separar o que é contrato de pesquisa e o que é contrato de publicidade dentro da cifra que apresenta.
Os lados convergem em um ponto: todos os valores citados vêm de bases públicas, e nenhuma das reportagens aponta ilegalidade formal nos pagamentos ou irregularidade no registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral. Veículos de esquerda não trataram dos contratos da FSB. A cobertura de esquerda no mesmo período percorreu o caminho inverso e mirou o governo de São Paulo: a farmacêutica União Química, presidida por Fernando de Castro Marques, recebeu R$ 85,5 milhões do Estado desde 2023, e o empresário doou R$ 500 mil à campanha de reeleição de Tarcísio de Freitas em 25 de agosto, o equivalente a cerca de 4,9% da arrecadação declarada. O governo paulista respondeu que a alta nominal de 5,5% sobre o ciclo anterior é inferior à inflação de 18,3% do período, que as contratações seguem as normas de licitação e que a legislação eleitoral não proíbe doações de pessoas físicas.
O desenho que emerge do conjunto é simétrico. Cada lado apresenta um contrato público do adversário como indício de promiscuidade entre dinheiro do Estado e campanha, e nenhum dos dois demonstra o elo que sustentaria a acusação. O que existe, nos dois casos, é coincidência temporal entre pagamento e interesse eleitoral, apurada em registros oficiais.
Ainda não se sabe qual é a composição exata dos R$ 296,5 milhões pagos à FSB, quanto foi destinado a pesquisa e quanto a publicidade, nem se contratos semelhantes existiam em governos anteriores. A holding não se manifestou até o fechamento das reportagens. Também não há, em nenhuma das coberturas, demonstração de vínculo entre contrato público e resultado divulgado, e nem o instituto Nexus nem a União Química apresentaram versão própria sobre os números levantados.
Todos os lados trabalham com registros oficiais: ordens bancárias estaduais, Portal da Transparência e protocolo de pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral. Nenhuma cobertura aponta ilegalidade formal nos pagamentos nem irregularidade no registro do levantamento, e nenhuma contesta a metodologia da pesquisa divulgada.

Os dados da série histórica mostram que a avaliação negativa é a maior registrada no levantamento desde o início da série, em março

Farmacêutica de empresário que doou R$ 500 mil a Tarcísio recebeu R$ 85,5 milhões do governo de SP desde 2023.

A FSB, holding que reúne diversas empresas de comunicação, entre elas o instituto de pesquisas Nexus, recebeu mais de R$
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Falácias identificadas
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