Augusto Cury sobe nas pesquisas e propõe mandato de 8 anos no STF
7 veículos de centro · 7 veículos de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
14 fontes políticas
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Como decidimos →O candidato à Presidência Augusto Cury, do Avante, defendeu o fim da vitaliciedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal e a criação de mandatos de oito anos, em declarações feitas em Belo Horizonte e em São Paulo entre 2 e 3 de setembro de 2026. Ele também detalhou critérios próprios para futuras indicações à Corte, como idade mínima de 50 anos, ausência de filiação partidária nos cinco anos anteriores e preferência por carreiras jurídicas, requisitos que não constam da Constituição. As falas ocorreram enquanto quatro institutos apontaram crescimento do candidato nas intenções de voto, e às vésperas de um ato de campanha marcado para 7 de setembro em Copacabana.
No enquadramento à direita, a proposta de mandato de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal é resposta legítima a uma Corte que acumulou poder sem prestação de contas, e ganha urgência com as mensagens do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, endereçadas ao ministro Alexandre de Moraes.
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Augusto Cury, candidato à Presidência pelo Avante, propôs acabar com a vitaliciedade dos ministros do Supremo Tribunal Federal e criar mandatos de oito anos, além de novos critérios para indicações à Corte. As declarações vieram na semana em que quatro institutos apontaram salto do candidato nas intenções de voto e às vésperas de um ato de campanha em Copacabana.
O escritor e psiquiatra Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, concentrou a atenção da cobertura política na primeira semana de setembro de 2026 ao combinar um salto nas pesquisas de intenção de voto com um pacote de propostas para o Supremo Tribunal Federal. Em visita à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais, em Belo Horizonte, no dia 2 de setembro, ele defendeu o fim da vitaliciedade dos ministros e a criação de mandatos de oito anos. Hoje os magistrados ficam no cargo até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos.
No dia seguinte, após reunião com o vice-presidente da Assembleia de Deus, em São Paulo, o candidato detalhou os critérios que adotaria em indicações à Corte. Disse que gostaria de escolher duas mulheres para as próximas vagas, que exigiria idade mínima de 50 anos e ausência de filiação partidária nos cinco anos anteriores, e que privilegiaria carreiras jurídicas. Nada disso consta da Constituição, que pede mais de 35 e menos de 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada. Na mesma ocasião, ao comentar mensagens do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, encontradas pela Polícia Federal e endereçadas ao ministro Alexandre de Moraes, Cury afirmou que o ministro tem que provar que não deve.
A cobertura de centro concentrou-se na aritmética eleitoral e no desenho institucional. Relatou que quatro levantamentos divulgados entre 31 de agosto e 3 de setembro mostraram o candidato entre 8% e 11% das intenções de voto, ante 2% a 4% nas rodadas anteriores: BTG/Nexus registrou 11%, Quaest e PoderData/Aya apontaram 10% e Datafolha, 8%. Também registrou que ele declarou R$ 242.281.162,52 em bens ao Tribunal Superior Eleitoral, o maior valor individual entre os 13 concorrentes, e explicou que idade mínima e quarentena partidária valeriam como critério pessoal de indicação, mas só se tornariam obrigatórias para futuros presidentes por meio de emenda constitucional.
Veículos de esquerda destacaram o componente cultural do fenômeno. Descreveram um desempenho fraco em sabatina televisiva sobre segurança, educação, saúde e economia que, em vez de custar votos, teria virado ativo num ambiente de desgaste das instituições. Nessa leitura, a ponte do candidato com o eleitorado evangélico é orgânica e dispensa o aval de grandes lideranças religiosas, e o messianismo cordial que ele projeta seria pacificante na estética e desorganizador na prática, porque pretende governar um Estado complexo com afeto e motivação individual.
Veículos de direita enfatizaram o mérito da reforma do Judiciário e a agenda de valores. Trataram o fim da vitaliciedade como resposta a uma Corte sem renovação e sem prestação de contas, deram relevo à defesa de renúncia ou impeachment em caso de infração séria de magistrado e ao argumento de que o contribuinte é o patrão. Também apresentaram o ato marcado para 7 de setembro em Copacabana, com pauta de fé, família, educação e princípios, como teste de mobilização em reduto tradicional de manifestações bolsonaristas, no mesmo dia em que o senador Flávio Bolsonaro participa de manifestação na Avenida Paulista.
Os três blocos convergem em dois pontos: o candidato cresceu de forma acentuada em poucas semanas e a composição do Supremo virou tema de campanha. O próximo presidente terá diante de si uma vaga aberta desde a saída antecipada de Luís Roberto Barroso, cuja indicação seguinte foi rejeitada pelo Senado, mais as aposentadorias compulsórias de Luiz Fux em 2028, Cármen Lúcia em 2029 e Gilmar Mendes em 2030. A divergência está no significado disso: a cobertura crítica vê pressão sobre a independência judicial, enquanto a cobertura favorável vê responsabilização de um poder que teria escapado ao controle.
O que ainda não se sabe é considerável. Nenhuma cobertura detalhou como a proposta de mandato de oito anos seria aprovada no Congresso, se valeria para ministros já empossados nem qual seria a regra de transição. Não há resposta do ministro Alexandre de Moraes às declarações, nem esclarecimento sobre o teor e o estágio da apuração das mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro. As suspeitas de engajamento artificial na campanha digital do candidato foram publicadas sem prova apresentada e sem resposta da campanha.
Um período determinado preserva a independência necessária e favorece a renovação periódica da Corte

Presidente do Solidariedade declara apoio ao escritor depois de o candidato chegar a 10% das intenções de voto. Leia no Poder360.

Candidato do Avante declara que o Supremo “às vezes parece que legisla”. Leia no Poder360.

Candidato do Avante aparece em terceiro lugar nos cinco levantamentos e alcança até 11% das intenções de voto após avançar em diferentes institutos

Seu partido, o Avante, ajudou com "apenas" R$ 50 mil

Sete institutos divulgaram pesquisas em que Augusto Cury cresceu, inclusive passando de 10%. Leia na Gazeta do Povo.

A declaração foi feita em carreata em Araçatuba, no interior de São Paulo

Psiquiatra é o candidato com mais valor em bens declarado ao TSE


Candidato do Avante saltou de 2% para 10% na pesquisa Quaest, tornando-se o terceiro colocado, mas ainda está bem distante de Flávio Bolsonaro, o segundo, que aparece com 30%

Candidato do Avante afirmou que o presidente precisa “descansar” e que quer debate sobre indicadores que “doem a alma”. Leia no Poder360.

Candidato do Avante fará caminhada em Copacabana no 7 de Setembro, com trio elétrico e palco no Posto 5. Leia na Gazeta do Povo.

Candidato do Avante diz que quer indicar duas mulheres, adotar quarentena partidária de cinco anos e priorizar magistrados; próximo presidente poderá fazer até quatro indicações à Corte

Candidato também afirmou que ministro que incorrer em graves violações deve perder o cargo

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