Bancada de 121 deputados do PL desafia reeleição de Hugo Motta e Davi Alcolumbre
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A eleição de 4 de outubro mudou a composição do Congresso Nacional e tornou mais difícil a reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) na presidência da Câmara e de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) no Senado, em fevereiro de 2027. O PL terá 121 deputados e 28 senadores. Na Câmara, o Centrão ainda soma 234 cadeiras e pode sustentar Motta; no Senado, a direita bolsonarista se aproxima dos 41 votos necessários e Alcolumbre perdeu aliados no Amapá.
A cobertura de esquerda trata o crescimento do PL como ofensiva da oposição bolsonarista sobre o comando do Legislativo, que ameaça presidentes que dialogaram com o governo Lula. O risco, nesse enquadramento, alcança pautas de interesse dos trabalhadores, como a PEC do fim da escala 6x1, que aliados de Alcolumbre querem priorizar antes da troca de legislatura.
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3 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
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A eleição de 4 de outubro deixou o Congresso mais à direita. Com 121 deputados e 28 senadores do PL, Hugo Motta e Davi Alcolumbre chegam enfraquecidos à disputa pelo comando da Câmara e do Senado, depois de terem se aproximado de Lula. Na Câmara, o Centrão ainda pode sustentar Motta; no Senado, a direita se aproxima dos 41 votos necessários.
A eleição de 4 de outubro redesenhou o Congresso Nacional e complicou o plano de Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, e de Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, de continuar no comando da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. A escolha das novas mesas diretoras acontece em fevereiro de 2027, quando os eleitos tomam posse. O Partido Liberal, de Flávio Bolsonaro, elegeu 121 deputados, a maior bancada de um partido desde a Constituição de 1988, e chegará a 28 senadores.
Os dois presidentes se aproximaram do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos meses que antecederam o pleito. Motta declarou apoio à reeleição do petista e esperava, com isso, fortalecer a candidatura do pai, Nabor Wanderley, ao Senado pela Paraíba. Nabor terminou em terceiro lugar, com 20,91% dos votos. O próprio Motta foi reeleito deputado, mas caiu de 158.171 votos em 2022 para 124.334, uma queda de 21,4%. Alcolumbre, que está no meio do mandato, viu seu aliado Clécio Luís perder o governo do Amapá e os nomes que apoiava ficarem fora do Senado.
A cobertura de centro mostrou que os cenários nas duas Casas são diferentes. Na Câmara, um candidato precisa de 257 dos 513 votos. Os partidos do Centrão somam 234 deputados e apoiaram Motta em 2025; com a federação liderada pelo Partido dos Trabalhadores, que elegeu 88, ele poderia passar de 300 votos. No Senado, são necessários 41 votos, e a bancada do PL pode ser reforçada por senadores do Novo, do Progressistas e do Republicanos mais ligados à direita, numa votação secreta. Rogério Marinho, líder da oposição e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, e Tereza Cristina, líder do Progressistas, são citados como possíveis candidatos. Na Câmara, o líder do PL, Sóstenes Cavalcante, confirmou que nunca escondeu a vontade de disputar o cargo.
As ênfases variam. Veículos de esquerda destacaram a ofensiva do PL sobre o Legislativo, reproduziram a avaliação anônima de um deputado do partido de que, com Flávio eleito, a chance de reeleição de Motta é zero, e lembraram que aliados de Alcolumbre querem priorizar a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de seis dias de trabalho por um de folga. Parte da cobertura de centro descreveu a proximidade com Lula e com o Supremo Tribunal Federal como um ônus que agora cobra a conta, citando a crítica da direita à hesitação de Alcolumbre em abrir processos contra ministros da corte. Até o momento, veículos de direita não publicaram cobertura própria do tema; a leitura conservadora aparece nas críticas atribuídas à oposição.
Ainda não se sabe quem serão os candidatos oficiais do PL nas duas Casas, nem como o resultado do segundo turno presidencial vai afetar as alianças. Também não está claro se o PT apoiará Motta para evitar uma Câmara presidida por um bolsonarista.
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