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A Polícia Federal deflagrou em 23 de junho de 2026 a operação Miragem contra o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, para apurar suposta manipulação de demonstrações financeiras apontada por relatórios do Banco Central. No mesmo período, o TJDFT condenou o banco a indenizar um cliente vítima de estelionatários em empréstimos consignados.
A Polícia Federal deflagrou na manhã de 23 de junho de 2026 a operação Miragem, voltada ao Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Record. A ação mobilizou mais de 50 policiais federais e o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão judicial também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e o bloqueio e sequestro de bens e valores de até 670 milhões de reais. Edir Macedo, que reside no exterior, está entre os alvos do bloqueio, mas não teve mandado de busca solicitado neste momento.
A cobertura de centro relatou que as investigações, apoiadas em relatórios do Banco Central, apontam que os investigados teriam manipulado registros contábeis e informações regulatórias para ocultar a real situação financeira do banco, aparentar solvência perante os órgãos de fiscalização e viabilizar operações tidas como irregulares. Segundo o balanço do quarto trimestre de 2025, o Digimais registrou índice de Basileia de 7,98%, abaixo do mínimo regulatório de 11%. O próprio banco informou ter feito um aporte de 250 milhões de reais para elevar o indicador a 13,49%.
Veículos de direita enfatizaram o detalhamento técnico da suposta fraude: parte da investigação envolve um fundo de investimento em direitos creditórios chamado EXP1, administrado pela gestora Yards Asset Management. O Digimais teria subscrito cotas do fundo no valor de 659 milhões de reais mediante a cessão de uma carteira de 54.216 cédulas de crédito bancário de crédito consignado. Um relatório citado no processo apontou que 22.184 dessas cédulas, ou 41% da carteira, não tinham documentação comprobatória de lastro. A suspeita é que a operação tenha servido para retirar ativos problemáticos do balanço e melhorar artificialmente os indicadores exigidos pelo Banco Central. Há ainda um litígio cruzado: a Yards acionou o banco e o Digimais acionou a gestora, cada lado acusando o outro.
Em uma frente separada, mas que ajuda a compor o quadro, veículos de esquerda destacaram a dimensão do impacto sobre o consumidor comum. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios condenou o Digimais, junto a uma empresa privada, a pagar 5 mil reais a um morador do DF que foi enganado por estelionatários e contratou três empréstimos consignados que não desejava. O caso, segundo essa leitura, expõe a vulnerabilidade dos clientes diante de falhas de controle de uma instituição ligada a um poderoso grupo religioso e de mídia, e reforça o argumento por fiscalização rigorosa do sistema financeiro.
O que ainda não se sabe é o desfecho da apuração: o banco nega irregularidades e classificou acusações anteriores como inverídicas, mas não se manifestou formalmente sobre a operação até o fechamento das reportagens. Também permanecem em aberto a destinação dos recursos do FIDC, o resultado dos processos judiciais cruzados entre banco e gestora, e os efeitos sobre as negociações de venda do Digimais, que já chegou a ser cortejado pelo BTG Pactual.
Todos os lados reconhecem que a Polícia Federal investiga o Banco Digimais, de Edir Macedo, por suposta manipulação contábil apontada em relatórios do Banco Central, e que a operação Miragem mobilizou mandados de busca e bloqueio de bens.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Cobertura de contexto factual: histórico do banco, controle por Edir Macedo, citações dos relatórios do Banco Central e da PF. Busca posicionamento do banco. Tom neutro e atribuição cuidadosa, típico de centro.
Perspectivas omitidas
Texto relata a decisão do TJDFT de forma direta, atribuindo os fatos ao processo e ao juiz. Vocabulário neutro, sem enquadramento valorativo, caracterizando cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de publicado em veículo de perfil à direita, o artigo é predominantemente factual e técnico: detalha o FIDC, índice de Basileia, valores e os processos cruzados entre banco e gestora, com atribuição rigorosa às fontes. O conteúdo em si é de centro.

Companhia enfrenta processo na Justiça após enviar carteira de crédito sem a documentação comprobatória

Fundada em 1981 com o nome de Banco Renner, a instituição passou por reestruturação em 2020 para atuar como banco digital. Leia no Poder360.

Decisão do juiz do TJDFT entendeu que o banco Digimais formalizou empréstimos intermediados por estelionatários
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