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O Ministério Público da Bolívia expediu nesta quarta-feira um novo mandado de prisão contra o ex-presidente Evo Morales, acusado de terrorismo e insurreição armada por supostamente liderar os protestos e bloqueios de rodovias que paralisaram o país por mais de 50 dias entre maio e junho de 2026. Morales, refugiado na região de Chapare, negou as acusações e classificou a medida como perseguição política.
O Ministério Público da Bolívia expediu nesta quarta-feira um novo mandado de prisão contra o ex-presidente Evo Morales, que governou o país de 2006 a 2019. O procurador-geral Roger Mariaca confirmou que a ordem foi emitida no âmbito de uma investigação sobre os bloqueios de rodovias que paralisaram a Bolívia por mais de 50 dias, entre maio e junho de 2026. As acusações são graves: levante armado contra a segurança e a soberania do Estado, terrorismo, associação criminosa, instigação pública ao crime e atentado contra a segurança dos serviços públicos e dos meios de transporte.
A cobertura de centro relatou os fatos com paridade de fontes, reproduzindo tanto o teor do mandado quanto a resposta do ex-presidente. Morales, que permanece na região de Chapare, sua principal base política, rejeitou as acusações e afirmou que o governo tenta responsabilizá-lo pelas mobilizações para encobrir a verdadeira crise que o país enfrenta. Em suas redes sociais, ele classificou a medida como perseguição política e disse que continuará lutando ao lado do povo.
Os três lados convergem em pontos centrais. Todos registram que os protestos foram protagonizados por trabalhadores, camponeses, mineiros e professores, insatisfeitos com a escassez de combustíveis, alimentos e medicamentos e com a disparada de preços. Também há consenso de que o presidente Rodrigo Paz, eleito após duas décadas de governos socialistas, declarou estado de emergência e autorizou o uso das Forças Armadas para remover os bloqueios, e de que esta é a segunda ordem de prisão contra Morales, que já responde a um processo por suposto tráfico de pessoas, o qual ele nega.
As ênfases divergem. Veículos de esquerda destacaram a crise econômica e social como origem legítima dos protestos, deram relevo ao rótulo de narcoterroristas atribuído a manifestantes e ao apoio externo recebido pelo governo, e trataram o enquadramento penal como criminalização da mobilização popular e guerra judicial contra uma liderança de esquerda. Veículos de direita enfatizaram a lista detalhada de crimes imputados, a dimensão econômica do estrangulamento provocado pelos bloqueios e o fato de Morales estar foragido, protegido por produtores de coca que impedem a ação policial, cobrando responsabilização de quem tentou desestabilizar o governo eleito. A cobertura de centro reconstruiu ainda a cadeia econômica do conflito, iniciado com o corte abrupto de subsídios aos combustíveis após conversas de Paz com o Fundo Monetário Internacional.
O que ainda não se sabe é se e quando o mandado será efetivamente cumprido, dada a proteção de que Morales dispõe em Chapare, qual será a resposta formal da Procuradoria diante dos pedidos de esclarecimento e como o novo governo conduzirá os próximos passos do processo.
Todos os lados registram que o Ministério Público emitiu novo mandado de prisão contra Evo Morales, que os protestos paralisaram a Bolívia por cerca de 53 dias em meio a grave crise econômica, e que Morales nega as acusações e as chama de perseguição política.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Enfatiza a crise economica como causa dos protestos, destaca camponeses e trabalhadores, o rotulo de narcoterroristas e o apoio dos EUA, e da relevo a tese de perseguicao politica. Enquadramento simpatico ao ex-presidente e critico ao governo Paz.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto expositivo que atribui as acusacoes a Procuradoria e reproduz na integra a defesa de Morales, com paridade de fontes. Vocabulario neutro, sem enquadramento valorativo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Detalha exaustivamente os tipos penais (levante armado, terrorismo, associacao criminosa) e o teor do mandado, com tag editorial Esquerda associando Morales ao campo derrotado. Enquadramento centrado na responsabilizacao e na ordem institucional.
Perspectivas omitidas

Documento emitido pela Procuradoria-Geral do país acusa o ex-presidente de terrorismo e insurreição por supostamente incitar manifestações

Cerco a Evo Morales aumenta após nova ordem de prisão relacionada aos protestos de maio e junho na Bolívia.

Medida integra investigação sobre bloqueios que pararam o país por 53 dias

O Ministério Público da Bolívia determinou nesta quarta (29) a prisão do ex-presidente Evo Morales, investigado por supostamente liderar os recentes protestos contra o governo que paralisaram o país por mais de 50 dias. "Hoje [...] foi expedido um mandado de prisão" contra Evo, no âmbito de uma investigação sobre dezenas de bloqueios de rodovias durante as manifestações contra o governo realizadas em maio e em junho, informou o procurador-geral do Estado, Roger Mariaca. De acordo com a denúncia,
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Reconstroi a cadeia de causa economica (corte de subsidios, acordo com o FMI, escassez) que originou os protestos, cita procurador e as duas partes com paridade. Vocabulario descritivo e neutro.



