A reação de Alckmin aos ataques de Milei a Lula e Moraes
6 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
7 fontes políticas
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Como decidimos →Durante a convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, o presidente argentino Javier Milei ofendeu Lula, chamando-o de ladrão e presidiário, e o ministro do STF Alexandre de Moraes, a quem chamou de lixo careca. O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou as falas como lamentáveis e grosseiras. O Itamaraty convocou o embaixador argentino e chamou o embaixador brasileiro para consultas, abrindo uma crise diplomática. Do lado argentino, o chanceler descartou ruptura.
Pela leitura à direita, as falas de Milei ocorreram no contexto de uma convenção partidária e expressam alinhamento ideológico com Flávio Bolsonaro contra o que o argentino chama de risco Lula. Milei mirou o modelo econômico do governo petista, cobrando o ajuste fiscal que diz não ter sido feito, e questionou a atuação de Moraes.
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Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Todas as coberturas confirmam que Milei ofendeu Lula e Moraes na convenção do PL, que Brasil e Argentina são grandes parceiros comerciais e que, apesar da crise e da convocação de embaixadores, nenhum dos dois governos pretende romper relações.
O vice-presidente Geraldo Alckmin classificou como lamentáveis e grosseiros os ataques do presidente da Argentina, Javier Milei, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. As ofensas foram feitas no último sábado, em São Paulo, durante a convenção do Partido Liberal que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência. Na ocasião, Milei chamou Lula de ladrão e presidiário e classificou Moraes, relator da trama golpista, de lixo careca por não autorizar sua visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe.
O episódio abriu uma crise diplomática descrita pelo Itamaraty como inédita na relação bilateral. O Ministério das Relações Exteriores convocou o embaixador argentino no Brasil e determinou o retorno do embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas, medida reservada a momentos de desgaste. Alckmin ressaltou que Milei prestou um desserviço ao próprio país, já que o Brasil é o maior parceiro comercial da Argentina, e afirmou que o Mercosul segue fortalecido.
A cobertura de centro relatou que a reação dividiu o governo. Enquanto os ministros Dario Durigan, da Fazenda, e Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral, revidaram chamando Milei de palhaço e caricatura patética, o Planalto pregou cautela. O próprio Lula preferiu a ironia, perguntando quem é esse cara, e orientou seus auxiliares a evitar a escalada para preservar os canais institucionais e os interesses econômicos.
Veículos de esquerda enfatizaram a gravidade de um chefe de Estado estrangeiro usar território brasileiro para atacar o presidente, o Judiciário e as instituições democráticas, e destacaram a solidariedade da oposição argentina, que classificou as falas como irresponsabilidade contra o principal parceiro comercial do país. Veículos de direita enfatizaram o alinhamento ideológico entre Milei, Flávio Bolsonaro e o campo conservador contra o que chamam de risco Lula, ressaltaram as críticas de Milei ao ajuste fiscal brasileiro e apontaram que a reação dos ministros petistas foi pouco diplomática. O governador Ronaldo Caiado, embora tenha criticado o escândalo provocado por Milei, cobrou do governo brasileiro uma postura mais diplomática.
Do lado argentino, o chanceler Pablo Quirno afirmou que não há nenhuma chance de ruptura e que Buenos Aires não levaria a disputa ao nível institucional, tratando o caso como diferença política e ideológica. O chefe de gabinete de Milei pediu que não se fizesse tanto drama.
O que ainda não se sabe é se o embaixador brasileiro retornará rapidamente a Buenos Aires, qual será o efeito concreto sobre o comércio bilateral e o Mercosul, e se Lula fará uma manifestação oficial além da resposta conduzida pelo Itamaraty.

O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, afirmou nesta quarta-feira (29) que não há nenhuma chance de ruptura diplomática com o Brasil devido à crise provocada pelos ataques do presidente Javier Milei a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no fim de semana. "Do nosso lado, não há nenhuma chance de romper relações. Não estamos levando isso para o nível institucional", afirmou o chanceler argentino à rádio Mitre ao ser questionado sobre as declarações do vice-presidente Geraldo Alc


Vice-presidente caracterizou como “lamentáveis” as declarações de Milei; Brasil é o maior parceiro comercial da Argentina. Leia no Poder360.

Vice-presidente comentou declarações do presidente argentino durante convenção de Flávio Bolsonaro

Até o momento não houve orientação específica do Planalto sobre a reação a ser adotada por integrantes do governo

Depois da reação de ministros aos insultos do presidente argentino, governo orienta que seus integrantes não revidem com críticas ofensivas. Intenção é preservar os canais institucionais entre as nações. Chefe de Estado do país vizinho volta a atacar Lula
