
Romeu Zema quer depositar R$ 1.000 num fundo para cada bebê nascido no país
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O candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, propôs abrir uma poupança com depósito inicial de R$ 1.000 em nome de cada criança nascida no Brasil. A medida, batizada de Programa Sócios do Brasil, integra o plano de governo do ex-governador de Minas Gerais e teria custo estimado de R$ 2,5 bilhões por ano para a União. Segundo o candidato, o dinheiro ficaria aplicado em fundos de ações por 18 anos e só poderia ser sacado quando o beneficiário atingisse a maioridade. Zema afirmou que o programa seria financiado com recursos obtidos no combate à corrupção, mas não indicou qual fundo bancaria os depósitos nem como o aporte entraria no Orçamento da União.
Esquerda
000 hoje e cobra o preço depois: o benefício só se realiza daqui a 18 anos, enquanto famílias endividadas precisam de renda agora. A proposta é universal e não distingue o filho de quem vive de salário mínimo do filho de quem já tem patrimônio, o que dilui o efeito redistributivo em vez de concentrá-lo em quem mais precisa.
Centro
000 em nome de cada criança nascida no Brasil. A medida, batizada de Programa Sócios do Brasil, integra o plano de governo do ex-governador de Minas Gerais e teria custo estimado de R$ 2,5 bilhões por ano para a União.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
O corpo é majoritariamente factual e reproduz as falas do candidato entre aspas, creditando parte da apuração a terceiros. O único movimento de enquadramento é o parágrafo final, que sublinha que o candidato 'não detalhou qual fundo financiaria os depósitos nem como o governo incluiria o aporte de R$ 2,5 bilhões por ano no Orçamento', ressalva também presente na cobertura de centro. O rótulo 'Bolsa-bebê' no título aproxima a medida de programas sociais e é o sinal editorial mais forte, insuficiente para caracterizar enquadramento de esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto curto e descritivo, sem vocabulário valorativo. Apresenta o aporte, o custo estimado, o prazo de 18 anos e a fonte alegada de recursos, todos atribuídos ao candidato ou ao plano de governo, e oferece o documento na íntegra ao leitor. A única inflexão é o fecho com 'porém', que registra a ausência de explicação orçamentária sem adjetivar a proposta.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O candidato à Presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, quer depositar R$ 1.000 em nome de cada criança nascida no Brasil, com o dinheiro aplicado em fundos de ações por 18 anos e saque liberado na maioridade. O programa custaria R$ 2,5 bilhões por ano à União e seria pago, segundo o candidato, com recursos do combate à corrupção ainda não detalhados.
O candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema, propôs abrir uma poupança com depósito inicial de R$ 1.000 em nome de cada criança nascida no Brasil. A medida integra o plano de governo do ex-governador de Minas Gerais e recebeu o nome de Programa Sócios do Brasil. Pelo desenho apresentado, o valor ficaria aplicado em fundos de ações durante 18 anos e só poderia ser sacado quando o beneficiário atingisse a maioridade. O custo estimado pelo próprio candidato é de R$ 2,5 bilhões por ano para os cofres da União.
A proposta foi apresentada em entrevista a um programa dominical de televisão, com trecho divulgado no dia 6 de setembro de 2026. Nela, Zema disse que a intenção é estimular os brasileiros a formar uma reserva financeira. "O que eu quero é que cada brasileiro tenha essa poupança para ele ver que um dinheiro que fica ali aplicado anos numa renda ligada às ações da empresa pode crescer muito", afirmou. O candidato associou a medida ao endividamento das famílias e sustentou que o programa funcionaria como educação financeira. "A maioria dos brasileiros não tem nenhum tipo de poupança. Às vezes é o contrário, infelizmente, são dívidas. Vai ser um aprendizado financeiro na prática", declarou. Sobre o financiamento, disse que usaria recursos obtidos com o combate à corrupção: "Um por cento da corrupção que a gente enxugar, já dá pra fazer isso aí".
Os dois relatos disponíveis convergem nos números e no mecanismo. Veículos de esquerda destacaram o valor de R$ 1.000 por criança, o custo anual de R$ 2,5 bilhões e o prazo de 18 anos de aplicação, e fecharam o texto registrando que o candidato não apontou qual fundo faria os depósitos nem como o aporte entraria no Orçamento da União. A cobertura de centro relatou os mesmos parâmetros, informou que o dinheiro ficaria em fundos de ações e ofereceu ao leitor o documento do plano de governo na íntegra, acrescentando que o candidato ainda não explicou como o aporte seria estruturado no Orçamento. Veículos de direita não publicaram cobertura própria da proposta até o momento, de modo que a leitura favorável ao programa aparece apenas na fala do candidato reproduzida pelas duas matérias.
A divergência de enquadramento é mais de ênfase do que de fato. O texto de esquerda aproxima a medida do vocabulário dos programas sociais ao chamá-la de bolsa-bebê e sublinha a contradição entre o discurso de contenção de gastos e a criação de uma despesa permanente sem fonte definida. O texto de centro é mais seco, trata a proposta como item de plano de governo em ano eleitoral e concentra a checagem na lacuna orçamentária. Nenhuma das duas coberturas ouviu economistas, adversários ou especialistas em finanças públicas sobre a viabilidade do programa, e nenhuma calculou quanto o benefício universal custaria diante do número de nascimentos anuais no país.
O que ainda não se sabe é o essencial da conta. Não há definição de qual fundo de combate à corrupção seria a origem do dinheiro, nem estimativa pública de quanto esses fundos arrecadam hoje, o que impede verificar se 1% do que se economizasse com corrupção cobriria os R$ 2,5 bilhões anuais. Também não está detalhado como o aporte entraria na peça orçamentária, se o benefício seria universal ou teria corte de renda, quem administraria os fundos de ações, que regra valeria em caso de perda no mercado ao longo dos 18 anos e se a proposta exigiria lei aprovada pelo Congresso. Sem esses pontos, o programa segue como promessa de campanha sem desenho fiscal apresentado.
As coberturas convergem nos parâmetros da proposta: aporte inicial de R$ 1.000 por criança nascida no Brasil, dinheiro aplicado por 18 anos, saque na maioridade e custo estimado de R$ 2,5 bilhões por ano para a União. Ambas registram, sem divergência, que Romeu Zema não apontou a fonte orçamentária do programa.

Romeu Zema propõe depositar R$ 1 mil para cada criança nascida no Brasil; plano custaria R$ 2,5 bilhões anuais à União.

Medida prevista no plano de governo do candidato teria impacto estimado de R$ 2,5 bilhões por ano para a União
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