Davi Alcolumbre adia PEC do fim da escala 6x1 para depois das eleições
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O plenário do Senado encerrou a última semana de votações antes do primeiro turno sem apreciar a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1. Em 3 de setembro de 2026, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que o texto será pautado depois das eleições, sem dizer se antes ou depois do segundo turno. A proposta havia passado na Comissão de Constituição e Justiça no dia anterior, com rejeição das 36 emendas, e falta apenas a votação em plenário para seguir à promulgação.
O Senado não votou a proposta que acaba com a escala 6x1 e Davi Alcolumbre deixou o tema para depois das eleições, expondo uma pauta apresentada como bandeira de campanha da reeleição presidencial. Críticos da medida sustentam que reduzir a jornada de 44 para 40 horas sem redução de remuneração transfere custo às empresas e cobram que a mudança seja discutida pelo mérito econômico, e não no calendário que melhor sirva à disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
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Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
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Toda a cobertura converge em três pontos: a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a PEC do fim da escala 6x1 em 2 de setembro de 2026, o plenário não votou o texto antes da pausa eleitoral, e Davi Alcolumbre declarou publicamente que a votação ficará para depois das eleições. Todas as versões também registram que falta apenas a etapa do plenário para a proposta seguir à promulgação.
A proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1 passou na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e parou a um passo da promulgação. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, disse que a votação em plenário só acontece depois das eleições. Governo e oposição divergem sobre quem travou a pauta e sobre o efeito de reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais.
O plenário do Senado encerrou a última semana de votações antes do primeiro turno das eleições sem apreciar a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1. Na quinta-feira, 3 de setembro de 2026, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou da mesa diretora que o texto será pautado depois das eleições, sem esclarecer se antes ou depois do segundo turno. A fala foi dirigida ao senador Paulo Paim (PT-RS), que deixa o Senado após 23 anos de mandato e apresentou uma proposta sobre o mesmo tema em 2019.
A matéria havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e ficou meses travada no Senado. Foi destravada depois de uma reaproximação entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Davi Alcolumbre, afastados desde a rejeição pelo Senado do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal. Na quarta-feira, 2 de setembro, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou o texto sob relatoria do senador Omar Aziz (PSD-AM), que rejeitou as 36 emendas apresentadas, com o objetivo de acelerar a tramitação. Pela redação em análise, a jornada normal passa a ter no máximo 8 horas diárias e 40 horas semanais, admitida compensação por acordo ou convenção coletiva, e são criados dois dias de repouso semanal remunerado, um deles preferencialmente aos domingos. A regra atual admite 44 horas semanais, seis dias de trabalho e um único dia de descanso.
A cobertura de centro relatou que a cúpula do Congresso evitou tratar o episódio como derrota do governo e sustentou que a aprovação depois do primeiro turno renderia mais dividendos ao presidente, candidato à reeleição, num eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Essa mesma cobertura registrou que o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), evitaram criticar o presidente do Senado, e que parte dos parlamentares avalia que votar com os novos senadores já definidos reduziria a pressão popular sobre a Casa. Uma coluna de bastidores acrescentou que o Partido dos Trabalhadores decidiu não aumentar a pressão sobre o Senado e concentrar o ataque no bolsonarismo, abandonando o discurso anterior de que o Congresso seria adversário da população.
O veículo de direita presente no conjunto reproduziu integralmente o texto de agência, sem enquadramento editorial próprio, e o publicou sob a editoria de eleições, ao lado de pesquisas de intenção de voto. Já veículos de esquerda não aparecem na cobertura reunida sobre o episódio, de modo que o ângulo sindical e da representação direta dos trabalhadores ficou sem voz própria no material disponível.
O confronto entre os atores políticos aparece em todas as versões. Lula afirmou em rede social que a oposição, capitaneada pelo coordenador da campanha de seu adversário, atuou para impedir o avanço da pauta, e comparou quem resiste à medida aos grupos que se opuseram ao fim da escravidão, às férias e ao décimo terceiro salário. O senador Rogério Marinho (PL-RN), que votou contra na comissão e apresentou uma proposta alternativa, respondeu que o presidente engana a população e que reduzir a jornada sem reduzir a remuneração produzirá preços mais altos, fechamento de empresas, desemprego e um empurrão para a informalidade. Segundo a cobertura, senadores ligados a Flávio Bolsonaro optaram por esvaziar o plenário em vez de votar contra o texto, para não pagar custo eleitoral por uma medida de forte apelo popular.
Ainda não se sabe a data da votação, nem se ela ocorrerá entre o primeiro e o segundo turno, como Davi Alcolumbre teria dito reservadamente a aliados, ou apenas depois do encerramento do pleito. Também não há acordo fechado entre os líderes partidários sobre esse calendário, não está claro se a proposta chegará ao plenário com o mesmo texto aprovado na comissão e não há informação sobre quantos votos o governo reuniria numa sessão de votação.
Presidente do Senado não especificou se votação será após o primeiro ou o segundo turno

A estratégia do PT após Alcolumbre adiar a votação da 6x1 para depois das eleições

Proposta é considerada uma das principais bandeiras campanhas do petista

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