
Davi Alcolumbre adia PEC do fim da escala 6x1 no Senado para após eleições
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O plenário do Senado Federal encerrou a última semana de votações antes do primeiro turno sem apreciar a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1. O texto, já aprovado pela Câmara dos Deputados e liberado pela Comissão de Constituição e Justiça, está a uma etapa da promulgação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou em plenário que a proposta será votada depois das eleições, e a cúpula do Congresso Nacional sustenta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode obter mais ganho político com a aprovação em eventual segundo turno.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O plenário do Senado Federal encerrou a última semana de votações antes do primeiro turno sem apreciar a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1. O texto, já aprovado pela Câmara dos Deputados e liberado pela Comissão de Constituição e Justiça, está a uma etapa da promulgação.
Direita
A leitura de direita destaca que mudar a jornada de trabalho por emenda constitucional retira do acordo entre empresa e empregado uma decisão que hoje pode ser negociada, e o faz em plena campanha, sob pressão popular e sem debate sobre o custo para quem contrata.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de apuração política: descreve a manobra de esvaziamento do plenário, a fala de Davi Alcolumbre em resposta a Paulo Paim e o histórico de afastamento entre Lula e o presidente do Senado sem adjetivar nenhum dos lados. O conteúdo da PEC é apresentado em termos técnicos (40 horas semanais, dois dias de repouso) e a estratégia da oposição é atribuída a fatos observáveis, não a juízo do redator. O gancho 'entenda por que medida não avançou' puxa engajamento, mas o corpo entrega a explicação prometida.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
O corpo é o mesmo despacho de agência, com subtítulos internos acrescentados ('Acordo ainda precisa ser fechado', 'Oposição', 'Proposta'). Não há adjetivação ideológica, escolha lexical carregada nem ênfase editorial própria: o veículo tem perfil de direita, mas o artigo específico é relato factual, e a regra de julgar pelo corpo e não pelo publisher leva a CENTER. Confiança abaixo de 0.9 porque a ausência de texto próprio deixa pouco material para aferir enquadramento.
A proposta que reduz a jornada semanal e garante dois dias de descanso ficou a um passo da promulgação, mas o plenário do Senado encerrou a semana de votações sem apreciá-la. O adiamento para depois do primeiro turno das eleições nasce de um cálculo político, e a regra atual de seis dias de trabalho por um de descanso segue valendo até a votação.
O plenário do Senado Federal encerrou a última semana de votações antes do primeiro turno das eleições sem apreciar a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1, a jornada de seis dias de trabalho para um de descanso. A medida, já aprovada pela Câmara dos Deputados e liberada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, ficou a uma única etapa da promulgação e agora deve ser apreciada apenas depois do pleito.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou em plenário, ao responder ao senador Paulo Paim, que a Casa votará o fim da escala 6x1 após as eleições. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, não conseguiu costurar acordo com o Congresso Nacional para levar o texto ao plenário ainda na semana de esforço concentrado. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, evitaram criticar publicamente o presidente do Senado depois do impasse.
Os relatos convergem sobre o conteúdo da proposta. Pela PEC, a duração do trabalho normal passa a ter limite de oito horas diárias e quarenta horas semanais, permitida a compensação de horários e a redução da jornada mediante acordo ou convenção coletiva. O repouso semanal remunerado sobe de um para dois dias, um deles preferencialmente aos domingos. Hoje, o limite é de quarenta e quatro horas semanais, distribuídas em seis dias de trabalho.
Também há convergência sobre a mecânica política. Senadores ligados ao senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência, atuaram para que os parlamentares não comparecessem à sessão, em vez de votar contra o texto, estratégia atribuída ao desgaste eleitoral de se opor a uma medida de forte apelo popular. O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha, apresentou uma PEC alternativa e tentou redirecionar o debate. Na Comissão de Constituição e Justiça, o relator Omar Aziz rejeitou as trinta e seis emendas apresentadas, com o objetivo declarado de acelerar a conclusão da votação.
A cobertura de centro relatou o episódio como impasse de calendário e cálculo eleitoral, registrando que a cúpula do Congresso sustenta que Lula pode faturar mais politicamente se a aprovação vier depois do primeiro turno, em um provável segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Veículos de direita reproduziram integralmente esse mesmo relato de agência, sem acrescentar enquadramento próprio, crítica ao custo da medida para empregadores ou reação de entidades empresariais. Até o fechamento, veículos de esquerda não haviam publicado versão própria do caso, de modo que o argumento de proteção ao trabalhador aparece apenas nas falas de parlamentares governistas citadas pelas matérias disponíveis, e não como enquadramento editorial de nenhum lado.
O pano de fundo é a relação entre o Palácio do Planalto e o Senado. O texto ficou meses travado durante o afastamento entre Lula e Davi Alcolumbre, que remonta à rejeição pelo Senado da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal. A reaproximação recente, atribuída pela cobertura a interesses eleitorais, destravou a tramitação na comissão e transferiu o relatório para o senador governista Omar Aziz. O presidente da Câmara, Hugo Motta, cujo pai, Nabor Wanderley, é candidato ao Senado na Paraíba, declarou apoio a Lula na disputa presidencial; Alcolumbre não fez o mesmo gesto, embora tenha se aproximado do governo.
O que ainda não se sabe é quando a votação vai ocorrer. Não há data marcada, e o acordo para pautar o texto depois do primeiro turno ainda precisa ser fechado entre os parlamentares. Parte do Congresso avalia que, com os senadores já eleitos, a pressão popular diminui e a aprovação fica mais difícil. Tampouco está detalhado, na cobertura disponível, como funcionará a regra de transição da nova jornada nem qual será o prazo de adaptação para as empresas.
Toda a cobertura converge em três pontos: a PEC foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e falta apenas o plenário do Senado para a promulgação; Davi Alcolumbre comprometeu-se publicamente a pautar o texto depois das eleições; e senadores ligados a Flávio Bolsonaro optaram por esvaziar a sessão em vez de votar contra a medida.

Proposta é considerada uma das principais bandeiras campanhas do petista

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