Ibovespa cai 1,42% e dólar sobe na véspera do Copom com cautela fiscal
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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A cobertura de centro relatou nova queda da bolsa, alta do dólar e dos juros futuros na terça-feira, 3 de novembro, véspera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Um texto atribuiu a pressão a especulações sobre nomes para o Ministério da Fazenda e o Banco Central e à piora das expectativas de inflação; o outro reproduz, com crédito, o boletim de uma agência pública. Os números do dólar diferem entre os dois textos.
Com base em Notícias ao Minuto Brasil e Valor Econômico
O único texto de esquerda é um boletim de agência pública, factual, que ligou a queda da bolsa e a alta do dólar às incertezas sobre a política fiscal após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à espera pelo Copom. Registrou a fala do ministro Dario Durigan contra as propostas do economista André Lara Resende e a piora das projeções do boletim Focus.
Com base em Agência Brasil
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O Ibovespa caiu 1,42% em 3 de novembro e fechou no menor patamar desde janeiro, enquanto o dólar chegou a superar R$ 5,50 durante o pregão. A cobertura ligou o movimento à incerteza fiscal, à piora das expectativas de inflação e às especulações sobre a Fazenda e o Banco Central, na véspera da decisão do Copom.
O mercado financeiro brasileiro fechou a terça-feira, 3 de novembro, com nova queda da bolsa e alta do dólar e dos juros futuros. O Ibovespa recuou 1,42% e terminou o dia em cerca de 165,5 mil pontos, o menor patamar desde janeiro. Foi o primeiro pregão de novembro, depois do feriado de Finados, e a véspera da decisão do Comitê de Política Monetária, o Copom, do Banco Central, sobre a taxa básica de juros, a Selic.
Os textos analisados convergem nos números da bolsa e no pano de fundo: incerteza sobre a condução das contas públicas e expectativa de inflação em alta. Durante o pregão, o dólar chegou a superar R$ 5,50. Os números de fechamento da moeda, porém, não coincidem entre as fontes: um texto de centro registra alta de 0,79%, a R$ 5,487, maior nível do ano, enquanto o boletim de agência publicado pelo veículo de esquerda e reproduzido por um veículo de centro registra alta de 0,74%, a R$ 5,486. Esse mesmo boletim diz, no primeiro parágrafo, que a moeda avançou cerca de 1%. Parte da cobertura de centro é, portanto, reprodução expressamente creditada do texto da agência, e a repetição dos seus números não equivale a uma segunda apuração.
O veículo de esquerda, com um boletim factual, situou a queda como a sexta seguida desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de outubro, e lembrou que o índice estava acima de 205 mil pontos antes do resultado das urnas. O texto listou como fatores as dúvidas fiscais, a espera pela Selic, a repercussão das ideias do economista André Lara Resende sobre mudanças no regime monetário e as eleições legislativas nos Estados Unidos. Registrou que o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou pela manhã que as propostas de Lara Resende têm deficiências e não estão em discussão no governo, e que defendeu um ajuste fiscal gradual. Informou ainda que o boletim Focus elevou a projeção de inflação para 2027 de 4,34% para 4,76%, acima do teto da meta de 4,5%, e que a Selic estava em 13,75% ao ano.
A cobertura de centro trouxe um elemento que o boletim de agência não registrou: as especulações sobre nomes para o Ministério da Fazenda e para o Banco Central, citadas como fator de pressão ao lado da piora das expectativas de inflação. Segundo esse texto, os juros futuros subiram em todos os prazos, com o contrato para janeiro de 2029 passando de 14,96% para 15,13%, e Durigan disse que as indicações para a diretoria do Banco Central serão feitas com rigor técnico.
Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a manhã de 4 de novembro, quando saiu o texto mais recente analisado, a decisão do Copom ainda não havia sido anunciada, e nenhum dos textos informava quais nomes o governo indicaria para a Fazenda e para a diretoria do Banco Central.
Ibovespa cai 1,42% e registra sexta queda consecutiva após eleição. Expectativas para a decisão do Copom sobre a taxa Selic mantiveram os investidores cautelosos.

Expectativas de inflação em alta e incertezas sobre futuras indicações para a Fazenda e o BC pressionaram os ativos na véspera da decisão do Copom
