Copom do Banco Central decide juros com Selic em 13,75% após reeleição de Lula
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A cobertura de centro apresentou a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central como uma decisão tomada em meio a um embate entre o governo reeleito de Luiz Inácio Lula da Silva e o mercado financeiro. Relatou que a aposta de corte da Selic de 13,75% para 13,5% virou expectativa de manutenção, com a bolsa em queda de 18% na semana pós-eleição, e registrou a reação de integrantes do PT e a negativa do ministro da Fazenda, Dario Durigan, sobre tabelamento de juros.
Com base em CNN Brasil
Veículos de direita trataram a decisão do Copom pelos números do mercado e pela desconfiança fiscal. A matéria descreveu uma desconfiança generalizada sobre a capacidade do presidente reeleito de ajustar as contas públicas, detalhou a alta do dólar e a inflação acima do teto da meta, e reuniu projeções de analistas, a maioria por pausa em 13,75% e uma parte por corte para 13,5%.
Com base em InfoMoney
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A cobertura de centro e a de direita convergem em que o mercado trocou a aposta de corte de 0,25 ponto percentual pela manutenção da Selic em 13,75% depois da eleição, e ambas citam Roberto Simioni, da Blue3 Investimentos, pedindo cautela ao Banco Central diante da incerteza fiscal.
O Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiria a Selic na noite de 4 de novembro, a primeira reunião após a reeleição de Lula. A aposta de corte para 13,5% virou expectativa de manutenção em 13,75%, em meio à alta do dólar, à inflação acima do teto da meta e ao embate entre governo e mercado sobre a política fiscal.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgaria na noite de quarta-feira, 4 de novembro, a primeira decisão sobre a taxa básica de juros, a Selic, depois da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva para um quarto mandato. A taxa estava em 13,75% ao ano. Até o fim de outubro, a expectativa majoritária do mercado era de um novo corte de 0,25 ponto percentual, para 13,5%.
O resultado das urnas mudou essa aposta. As duas matérias analisadas, publicadas na madrugada e no início da manhã de 4 de novembro, antes do anúncio, relatam que grande parte do mercado passou a projetar a manutenção da Selic em 13,75%. A cobertura de centro informou que mais de 70% das posições em opções de Copom negociadas na B3, a bolsa brasileira, apostavam na manutenção, e que a bolsa caiu 18% na semana seguinte à eleição. Os dois textos citam Roberto Simioni, economista-chefe da Blue3 Investimentos, que pede cautela ao Banco Central diante da incerteza fiscal.
A cobertura de centro deu peso ao embate entre governo e mercado. Relatou rumores de um encontro de Lula com o economista André Lara Resende, que defendeu em artigo a redução de juros como caminho para conter a dívida, e a reação nas redes. A deputada federal Gleisi Hoffmann, do Partido dos Trabalhadores, escreveu que o mercado financeiro tem o DNA do autoritarismo. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que o encontro estivesse sendo organizado e afirmou na terça-feira, 3, que tabelamento de juros ou queima de reservas cambiais não estavam sobre a mesa. O texto também registrou o documento de José Sérgio Gabrielli, coordenador do programa de governo de Lula, que celebrou o fim do pensamento único, e a avaliação do consultor Claudio Frischtak, que chamou de péssima a ideia de reduzir os juros na marra.
Veículos de direita concentraram a matéria nos números e nas projeções de analistas de mercado. O texto relatou que o dólar subiu de R$ 4,96, na sexta-feira anterior ao segundo turno, para cerca de R$ 5,40 até a terça-feira, 3, e que o IPCA, o índice oficial de inflação, acumulava alta de 4,58% em doze meses, acima do teto da meta de 4,5%. A matéria descreveu uma desconfiança generalizada do mercado sobre a capacidade do presidente reeleito de ajustar as contas públicas. Os economistas ouvidos se dividiram: a maioria previa pausa, mas Leandro Padulla, do ASA, e Rafaela Vitoria, do Inter, ainda esperavam corte para 13,5%. Um gestor citado afirmou que a independência do Banco Central, sob o comando de Gabriel Galípolo, é a principal proteção contra a deterioração dos ativos domésticos. No trecho lido, o texto não trouxe a voz do governo nem a negativa do ministro da Fazenda sobre o tabelamento de juros.
Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a manhã de 4 de novembro, quando saíram as matérias analisadas, a decisão do Copom ainda não havia sido anunciada. Segundo a cobertura de centro, o governo também não havia apontado o tratamento que daria às contas públicas no novo mandato nem quem comandaria a equipe econômica. O corpo da matéria de direita chegou truncado, e a análise se limita ao trecho efetivamente lido.
Agentes econômicos passaram a projetar Selic e inflação maiores nos próximos anos com incertezas fiscais sobre Lula 4 e elevação do prêmio de risco

A primeira reunião do Banco Central após as eleições ocorre sob estresse. A desconfiança fiscal e o avanço da inflação invertem expectativas.
