Flávio Bolsonaro prepara pré-candidatura a 2030 para barrar Tarcísio e Michelle
1 veículo de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
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A cobertura de centro relatou que o senador Flávio Bolsonaro, do PL, deve se declarar já nos próximos dias candidato a presidente em 2030, com a intenção de impedir que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se firme como o nome da direita e de evitar a ascensão de Michelle Bolsonaro. O texto liga o plano à carta em que o ex-candidato derrotado trocou 'presidente eleito' por 'líder' e registra ataques a Tarcísio nas redes.
Veículos de direita relataram que aliados de Flávio Bolsonaro articulam lançar até o fim do ano a pré-candidatura dele a 2030 para barrar uma eventual chapa Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro, ideia atribuída principalmente a Eduardo Bolsonaro.
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Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
A cobertura de centro e a de direita relatam que aliados de Flávio Bolsonaro querem lançar cedo a candidatura dele a 2030 para barrar Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro, e que Tarcísio virou alvo de ataques nas redes após sinalizar que pode concorrer.
O senador Flávio Bolsonaro prepara o lançamento de uma pré-candidatura à Presidência em 2030 para impedir que Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro se firmem como nomes da direita. A cobertura de centro e a de direita relatam o plano; nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
O senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), prepara o lançamento de uma pré-candidatura à Presidência da República em 2030. Segundo aliados, o objetivo é barrar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e Michelle Bolsonaro, também do PL, na disputa pela liderança da direita. O anúncio pode sair nos próximos dias ou até o fim deste ano, e a articulação envolve o irmão do senador, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, e aliados dessa ala da família nos Estados Unidos.
O movimento vem depois da derrota de Flávio nas eleições deste ano. A cobertura de centro registrou que o ex-candidato deixou o Brasil, divulgou uma carta em que se autodeclarava "presidente eleito do Brasil" e depois trocou a expressão por "líder". Segundo um aliado próximo ouvido nessa cobertura, a alteração serviu para mostrar que não haverá outra liderança na direita que não seja Flávio.
Os dois relatos convergem no ponto central. Aliados de Flávio querem impedir que Tarcísio se firme como o nome da direita para a sucessão do presidente Lula, e o governador passou a ser alvo de ataques nas redes sociais depois de sinalizar, nesta semana, que pode disputar a Presidência em 2030. A cobertura de centro citou o influenciador digital Kim Paim, que divulgou críticas de que Tarcísio teria feito corpo mole no primeiro turno.
As diferenças estão no que cada lado acrescentou. A cobertura de centro concentrou-se na estratégia da família Bolsonaro e no uso da carta como recado político. Veículos de direita relataram que a ideia partiu principalmente de Eduardo Bolsonaro e que uma chapa formada por Tarcísio e Michelle é apontada como imbatível por integrantes do Centrão e vista com entusiasmo pelo dirigente partidário Valdemar Costa Neto. Esses veículos acrescentaram que Flávio é alvo de duas investigações no Supremo Tribunal Federal, uma ligada ao financiamento do filme Dark Horse e outra sobre suposta sociedade com o empresário Willer Tomaz. Segundo interlocutores dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, ele dificilmente escapará de condenação em ao menos um dos casos, o que o deixaria inelegível. A mesma cobertura relatou que aliados de Tarcísio o aconselham a se distanciar aos poucos do bolsonarismo e a fazer um mandato forte em São Paulo antes de buscar a candidatura, e que Valdemar começou a tentar convencer Jair Bolsonaro a endossar esse plano. O texto de direita não mencionou a saída de Flávio do país.
Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
O que ainda não se sabe: até a manhã de 30 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, Flávio não havia anunciado formalmente a pré-candidatura, e a data do lançamento seguia em discussão. As matérias também não registravam posição pública de Jair Bolsonaro sobre o plano de Valdemar nem resposta de Tarcísio aos ataques. O andamento das investigações no Supremo, que pode definir se o senador terá condições legais de concorrer, seguia sem desfecho.
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