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A defesa de Jair Bolsonaro informou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que o ex-presidente não autorizou o uso de sua imagem e voz em um vídeo feito com inteligência artificial exibido na convenção do PL que oficializou a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. A manifestação atendeu a uma determinação de Moraes, que dera 48 horas para esclarecimentos e alertou que uma eventual autorização poderia configurar descumprimento de medidas cautelares.
A defesa de Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal que o ex-presidente não autorizou o uso de sua imagem e de sua voz em um vídeo produzido com inteligência artificial e exibido na convenção do Partido Liberal que oficializou a candidatura presidencial de seu filho Flávio Bolsonaro. A manifestação atendeu a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, que dera 48 horas para os advogados esclarecerem se houve aval do ex-presidente para a produção do material.
A cobertura de centro relatou o teor da petição entregue à Corte. Nela, os advogados afirmam que o cliente não autorizou a utilização de sua imagem e voz e sustentam a impossibilidade de qualquer autorização prévia, já que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar com o direito de visitas suspenso por trinta dias e com o próprio Flávio impedido de visitá-lo. A defesa acrescenta que o ex-presidente não se opõe à produção desse tipo de conteúdo por familiares e lembra que seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública na atividade político-partidária, prática que descreve como notória e jamais contestada.
Os três relatos convergem em pontos centrais: o vídeo com avatar gerado por IA foi transmitido no evento que lançou a candidatura de Flávio, Moraes cobrou explicações formais e a defesa negou autorização expressa. Há consenso também de que a decisão do ministro coloca a defesa diante de dois caminhos, ambos com risco: admitir a autorização poderia configurar novo descumprimento das medidas cautelares, enquanto negá-la abre espaço para investigar o uso do material como deep fake com finalidade eleitoral.
A partir desse ponto, as coberturas divergem na ênfase. Veículos de direita destacaram o argumento da defesa de que a decisão de Moraes parte de uma premissa que a própria Justiça tornou impossível, uma vez que o ex-presidente está proibido de falar com dirigentes partidários e não teria como autorizar a gravação; nesse enquadramento, o episódio aparece como mais um cerco judicial à atividade política da família. Veículos de esquerda enfatizaram a reação do Judiciário: segundo a apuração, ministros do STF sinalizaram que podem agir caso a Justiça Eleitoral não puna o vídeo, classificado como deepfake e visto como possível hipótese de abuso de poder, com risco de abrir um libera geral para conteúdos sintéticos na campanha. A cobertura de centro manteve o foco no conteúdo da petição e na sequência processual, sem aderir a nenhuma das leituras.
O que ainda não se sabe é como o Tribunal Superior Eleitoral vai enquadrar o vídeo: se o classificará como deepfake vedado por resolução ou se manterá o entendimento de que o uso de inteligência artificial é lícito quando não prejudica alguém. Também permanece em aberto se Moraes considerará a resposta da defesa suficiente ou se haverá desdobramento sobre as medidas cautelares, além de eventual investigação sobre quem produziu e decidiu exibir o material.
Todos os lados confirmam que um vídeo com avatar de Bolsonaro feito por IA foi exibido na convenção que lançou a candidatura de Flávio, que Moraes cobrou explicações formais e que a defesa negou autorização expressa.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O enquadramento enfatiza a disposição do STF de intervir, o risco de um libera geral e a hipótese de abuso de poder com possível cassação de chapa, alinhado à leitura de controle institucional sobre a estratégia bolsonarista; tom crítico ao lado investigado.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Reportagem descritiva que reproduz a petição da defesa e o contexto da determinação de Moraes sem vocabulário valorativo; apresenta os fatos com neutralidade.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O texto centraliza o argumento da defesa de que Moraes parte de premissa que a própria Justiça tornou impossível, dando destaque à versão do ex-presidente e ao enquadramento de cerceamento; framing alinhado ao lado direito.
Perspectivas omitidas

O ministro Alexandre de Moraes cobrou explicações dos advogados do ex-presidente sobre gravação veiculada em convenção que oficializou a candidatura de Flávio

Ministros do STF avaliam intervir se o TSE não punir vídeo de Bolsonaro feito com IA e exibido na convenção de Flávio.

Material com voz e rosto geradas por IA foi exibido durante oficialização de candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-SP) à Presidência
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