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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro protocolou em 28 de julho uma nova petição no Supremo Tribunal Federal contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pedindo ao ministro Nunes Marques que investigue os crimes de ameaça e incitação ao crime. O documento cita discurso feito na convenção do PDT, em 20 de julho, quando o presidente afirmou que “antigamente, traidor era enforcado” e disse haver “vários traidores” que pedem punições dos Estados Unidos ao Brasil. A peça é complemento de notícia-crime apresentada em 11 de junho, depois de fala semelhante em Catalão, em Goiás. No mesmo dia, em processo paralelo relatado por Alexandre de Moraes, o senador optou por não depor à Polícia Federal no inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente e enviou esclarecimentos por escrito; o ministro determinou o retorno dos autos à Procuradoria-Geral da República, que tem quinze dias para se manifestar.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, protocolou nesta terça-feira, 28 de julho, uma nova petição no Supremo Tribunal Federal contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento foi enviado ao ministro Kassio Nunes Marques, relator de uma notícia-crime apresentada em junho, e pede que a Corte investigue o presidente pelos crimes de ameaça e incitação ao crime.
O gatilho da nova manifestação é um discurso feito em 20 de julho, na convenção do PDT, em Brasília. Na ocasião, o presidente afirmou que “antigamente, traidor era enforcado, porque trair a pátria é algo muito grave” e disse, sem citar nomes, que “temos hoje vários traidores que vão aos Estados Unidos pedir para impor punição ao Brasil”. Para os advogados do senador, a frase repete o discurso de 2 de junho, em Catalão, no interior de Goiás, quando o presidente chamou os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro de traidores e vendilhões da pátria e citou o enforcamento do delator de Tiradentes. A defesa sustenta que a reiteração demonstra dolo inequívoco e pede que os dois episódios sejam apurados em conjunto.
No mesmo dia, em um processo paralelo, o senador decidiu não comparecer ao depoimento marcado pela Polícia Federal no inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente, e enviou esclarecimentos por escrito. A investigação, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, trata de uma publicação de 3 de janeiro na qual o senador associou o presidente ao tráfico internacional de drogas, à lavagem de dinheiro e ao apoio a ditaduras. Diante da ausência, Moraes determinou o retorno dos autos à Procuradoria-Geral da República, que tem quinze dias para dizer se apresenta denúncia.
A cobertura de centro concentrou-se na cronologia processual e no contraditório: registrou as datas das falas, a identidade dos relatores de cada processo, a ausência de manifestação oficial do Palácio do Planalto e o erro histórico repetido pelo presidente, já que quem morreu enforcado na Inconfidência Mineira foi Tiradentes, e não Joaquim Silvério dos Reis, o delator que acabou recompensado pela Coroa portuguesa. Veículos de direita enfatizaram o risco à integridade física do senador e a fragilidade do inquérito por calúnia, reproduzindo os argumentos da defesa de que a apuração começou sem representação do ofendido, de que o presidente sequer foi ouvido e de que os pedidos de prova foram negados pela Polícia Federal, além de sustentar que a liberdade de expressão protege a crítica severa dirigida a autoridades. Veículos de esquerda deslocaram o foco para outro flanco da mesma disputa: a convenção que oficializou a candidatura do senador, em 25 de julho, exibiu um vídeo produzido com inteligência artificial no qual o ex-presidente pede apoio ao filho, o que levou um deputado governista a acionar a Procuradoria-Geral da República e a federação liderada pelo partido do presidente a recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, sob o argumento de que conteúdo sintético em propaganda eleitoral é vedado por resolução da Corte eleitoral.
A disputa chega ao Judiciário em plena montagem das campanhas. Levantamentos divulgados na véspera apontavam vantagem do presidente no cenário nacional de primeiro turno e ampla liderança do senador em recorte estadual no Paraná, o que ajuda a explicar por que cada lado tenta fixar a moldura do episódio: de um lado, incitação à violência contra um adversário; de outro, criminalização da crítica política e uso do aparato estatal contra a oposição.
Ainda não se sabe se o relator vai acolher o pedido e abrir inquérito contra o presidente, nem qual será a posição da Procuradoria-Geral da República sobre a denúncia contra o senador. Também não há resposta oficial da Presidência da República sobre a nova petição, e não há decisão conhecida do Tribunal Superior Eleitoral a respeito do vídeo gerado por inteligência artificial exibido na convenção.
12 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Classificada como esquerda, embora o veículo tenha viés editorial centro.
O texto é construído inteiramente a partir do enquadramento do deputado petista e das legendas da Federação Brasil da Esperança, com citação longa e sem contraponto do lado acusado. A ênfase em regulação estatal do conteúdo sintético para “proteger a democracia” e a ausência de manifestação da defesa caracterizam inclinação à esquerda, ainda que o relato dos fatos seja correto.
Perspectivas omitidas
Relato factual e equidistante: reproduz na íntegra o trecho contestado do discurso presidencial e os argumentos da defesa, situa a origem do episódio no encontro do senador com o presidente norte-americano e registra que a Secretaria de Comunicação da Presidência não respondeu. Vocabulário sem carga valorativa.
Perspectivas omitidas
Reproduz a tese da defesa entre aspas, deixando claro que a acusação é de terceiros, e acrescenta correção factual sobre quem foi enforcado em 1792, o que reduz a adesão ao enquadramento de qualquer lado. O título é afirmativo, mas o corpo atribui a alegação aos advogados.
Perspectivas omitidas
Texto técnico de divulgação de levantamento, com metodologia completa e sem adjetivação. O único desvio é de seleção: o recorte estadual mais favorável ao senador ganha manchete sem o contraponto do cenário nacional, em que o presidente aparece à frente segundo outro instituto citado na cobertura do cluster.
Perspectivas omitidas
Cobertura factual do adiamento e das providências determinadas pelo relator, com falas atribuídas ao ministro e ao procurador-geral. O bloco de contexto eleitoral apresenta números desfavoráveis ao senador, o que afasta alinhamento com qualquer lado.
Perspectivas omitidas
Versão espelhada da mesma reportagem: relato equilibrado, citação literal das duas falas presidenciais contestadas e dos trechos da petição, além do registro de que a Presidência não respondeu ao contato. Linguagem descritiva, sem termos valorativos.
Perspectivas omitidas
Descreve o pedido, identifica o relator, reproduz as falas contestadas e sinaliza o erro histórico do presidente ao citar o delator de Tiradentes como enforcado. As teses são sempre atribuídas aos advogados, sem que o texto as endosse.
Perspectivas omitidas
Cobertura descritiva que separa com clareza o que é pedido da defesa e o que é fato apurado, inclui o histórico desde o discurso em Goiás e aponta duas vezes o erro histórico do presidente. Não adota vocabulário valorativo em favor de nenhum dos lados.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
A estrutura é sóbria, mas a segunda metade do texto reproduz sem contraditório o encadeamento da defesa: o inquérito teria sido aberto sem representação do ofendido, o presidente sequer foi ouvido e provas foram negadas. O fecho apela à liberdade de expressão como escudo da crítica a agentes públicos, enquadramento típico da direita.
Perspectivas omitidas

Deputado petista argumenta que o uso desse tipo de material pode configurar propaganda eleitoral irregular.

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encaminhou nesta terça-feira (28) seu depoimento por escrito à

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Segundo o levantamento feito com eleitores do Estado, senador também aparece à frente no 1º turno. Leia no Poder360.

Pedido para adiamento foi feito pela defesa do candidato, que quer esclarecimentos por escrito

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Flávio Bolsonaro entrega defesa escrita à PF em inquérito sobre suposta calúnia contra Lula. Leia na Gazeta do Povo.

Defesa de Flávio afirma que Lula tenta "obter vantagem nas eleições", "naturalizando a ideia de que ao seu adversário caberia a morte".

Defesa do senador argumenta que declaração feita em convenção do PDT repete discurso já alvo de notícia-crime no STF

Senador e pré-candidato ao Planalto pede que Nunes Marques investigue declarações do presidente, alegando ameaça e incitação ao crime após discursos sobre adversários
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Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Sinais cruzados: o corpo reproduz longamente a argumentação jurídica da defesa, mas a linha de apoio descreve o senador como pressionado por rachas internas e recorrendo a discurso radical para blindar a pré-candidatura, o que é crítico ao mesmo lado. Sem alinhamento ideológico dominante, classifico como centro.
Perspectivas omitidas
Os intertítulos adotam a moldura da defesa, inclusive a afirmação de que a investigação foi esvaziada, e o texto encerra com a defesa da liberdade de expressão contra o alcance do tipo penal de calúnia. Ênfase em excesso do aparato investigativo e em liberdade individual caracteriza enquadramento de direita.
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas
O texto organiza a narrativa em torno do risco à vida do senador e da tese de estratégia eleitoral deliberada do presidente, ainda que atribua tudo à defesa. A ênfase em violência política, ordem e responsabilização do adversário, somada à ausência do contraditório, indica enquadramento de direita. A correção sobre quem foi enforcado em 1792 preserva o rigor factual.
Perspectivas omitidas



