Kátia Abreu critica peso de Janja na campanha de Lula e pede mais Alckmin
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Sob a ótica da direita, a reunião revela uma campanha petista em crise de comando logo após o primeiro turno, com militantes contestando a coordenação, a comunicação e a influência pessoal da primeira-dama sobre decisões que não passam pelo voto.
Em reunião da cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) para avaliar o primeiro turno, Kátia Abreu criticou o comando da campanha de Lula, a comunicação e o peso da primeira-dama Janja, e pediu 'menos Janja, mais Alckmin'. Edinho Silva, coordenador-geral da campanha, disse que a reunião alinhou a estratégia para o segundo turno.
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3 fontes políticas
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A cúpula do PT se reuniu em Brasília para avaliar o primeiro turno, e Kátia Abreu criticou o comando da campanha de Lula e o espaço de Janja, pedindo mais Alckmin. A cobertura de centro e a de direita relataram o episódio de formas distintas, e há pontos ainda incertos.
A reunião da cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT), convocada para avaliar o resultado do primeiro turno, virou palco de críticas à coordenação da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva e à atuação da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja. Segundo relatos de presentes, a ex-senadora e ex-ministra Kátia Abreu, filiada ao PT neste ano e coordenadora da campanha em Tocantins, fez a fala mais aplaudida do encontro, que reuniu cerca de cem pessoas na sede do partido, em Brasília.
A cobertura de centro relatou que Kátia Abreu disse que o comando da campanha é formado por 'paulistas sem voto', criticou a comunicação e afirmou considerar um erro a primeira-dama cantar música gospel nos comícios. Ela encerrou pedindo 'menos Janja, mais Alckmin', em referência ao vice-presidente Geraldo Alckmin. Outros dirigentes também criticaram o gesto de Janja, classificado como apropriação da fé. Houve queixa geral de que a comunicação deveria falar de futuro, e não do legado de Lula, e críticas ao presidente do PT e coordenador-geral da campanha, Edinho Silva, pela escolha das agendas nos estados. O próprio Edinho disse que a reunião serviu para alinhar a estratégia do segundo turno, centrada no confronto entre dois projetos de país, e afirmou ser favorável a que Alckmin participe mais da coordenação.
Depois da repercussão, Kátia Abreu deu entrevistas em que disse ter feito uma comparação política. Afirmou que Alckmin deveria aparecer mais, que a primeira-dama ocupa um espaço maior que o do vice, que não tem nada contra Janja e que não esperava que a fala viesse a público. Uma das coberturas acrescenta que Janja teria enviado mensagem dizendo que não vai aparecer menos na campanha do marido. O veículo que relatou isso não conseguiu confirmar o teor da mensagem nem obteve retorno da primeira-dama.
Veículos de direita enfatizaram também um segundo episódio: jovens lideranças do PT teriam criticado Janja após reunião com Lula no Palácio da Alvorada, na quarta-feira. Segundo relatos anônimos a uma coluna, Janja teria tentado evitar que o presidente participasse do encontro, o que a assessoria dela nega. Em nota, a assessoria disse que, independentemente do que falem, Janja seguirá na campanha, com respaldo de Lula. Essa cobertura destaca ainda o tempo da primeira-dama na propaganda eleitoral, cerca de 20 segundos no primeiro programa, semelhante ao reservado a Alckmin, e a frase atribuída aos jovens petistas, 'para o povo trabalhador, a proteção; para o bandido, a prisão', depois usada por Lula diante da bancada do partido.
Há diferenças de enfoque. A cobertura de centro trata o episódio como debate de estratégia no segundo turno e dá voz ao coordenador da campanha. Veículos de direita personalizam a crise em Janja e a descrevem como disputa de poder dentro do PT, apoiados em fontes anônimas. Até o momento, nenhum veículo de esquerda cobriu o caso nos textos reunidos, de modo que não há enquadramento desse campo para relatar.
O que ainda não se sabe: não há confirmação independente da mensagem atribuída a Janja nem de que ela tenha tentado impedir a reunião com os jovens, versão negada por sua assessoria. Também não está claro se haverá mudança formal na coordenação da campanha, nem qual será o papel de Alckmin no segundo turno.
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