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O Banco Central informou nesta sexta-feira que o Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 3,185 bilhões em maio de 2026, abaixo do rombo de US$ 4,159 bilhões esperado pelo mercado e ligeiramente menor que o déficit de maio de 2025. O déficit acumulado em 12 meses equivale a 2,60% do PIB. No mesmo mês, o investimento direto no país somou cerca de US$ 8 bilhões, e as reservas internacionais alcançaram US$ 371,1 bilhões.
O Banco Central informou nesta sexta-feira (26 de junho de 2026) que o Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 3,185 bilhões em maio. O resultado ficou bem abaixo do rombo de US$ 4,159 bilhões que o mercado esperava, segundo pesquisa da Reuters com especialistas, e foi ligeiramente menor que o déficit de US$ 3,3 bilhões apurado em maio de 2025. No acumulado em 12 meses, o déficit em conta corrente equivale a 2,60% do Produto Interno Bruto.
A conta corrente mede o saldo das transações do país com o exterior. Ela reúne a balança comercial de bens, os serviços contratados por brasileiros lá fora e a movimentação de renda, como remessas de juros, lucros e dividendos. Em maio, a balança comercial teve superávit de US$ 7 bilhões, acima dos US$ 6,4 bilhões de um ano antes. As exportações de bens somaram US$ 32 bilhões, alta de 6,4% na comparação anual, enquanto as importações chegaram a US$ 25,1 bilhões.
A cobertura de centro relatou os números de forma direta, com base no relatório oficial do Banco Central. O déficit em renda primária somou US$ 5,5 bilhões, no mesmo patamar de 2025, puxado por US$ 4,2 bilhões em remessas líquidas de lucros e dividendos para o exterior, valor 6,8% maior que o de maio do ano passado. As despesas líquidas com juros, por outro lado, caíram 18,1%, para US$ 1,4 bilhão. As reservas internacionais terminaram o mês em US$ 371,1 bilhões, aumento de US$ 4,2 bilhões em relação a abril.
Um ponto de destaque foi o financiamento desse déficit. Os investimentos diretos no país registraram ingressos líquidos de cerca de US$ 8 bilhões em maio, ante US$ 3,9 bilhões no mesmo mês de 2025. Acumulados em 12 meses, esses investimentos somam US$ 83,3 bilhões, equivalentes a 3,38% do PIB, valor que cobre com folga o déficit em conta corrente.
Veículos de direita enfatizaram que o resultado melhor que o esperado e o forte ingresso de capital estrangeiro sinalizam confiança dos investidores na economia brasileira, sustentada por um superávit comercial robusto e por reservas sólidas. Nessa leitura, o déficit é confortavelmente financiado, embora o patamar de 2,60% do PIB e as decisões fiscais difíceis pela frente cobrem disciplina do próximo governo.
Veículos de esquerda tenderiam a destacar o outro lado da mesma moeda: o volume expressivo de renda enviado ao exterior, com US$ 4,2 bilhões em remessas de lucros e dividendos de empresas estrangeiras em um único mês. Nessa perspectiva, o déficit reflete menos uma fragilidade pontual e mais a dependência estrutural de capital externo e a drenagem de recursos via multinacionais, ainda que o superávit comercial do agronegócio e da indústria exportadora ajude a equilibrar as contas.
O que ainda não se sabe é como esse quadro vai evoluir nos próximos meses diante das incertezas fiscais apontadas por instituições como a Instituição Fiscal Independente, e qual será o efeito de eventuais mudanças na política de juros sobre o fluxo de capital estrangeiro. Os dados de maio são uma fotografia favorável, mas não respondem sobre a sustentabilidade do financiamento ao longo do ciclo.
Esquerda, centro e direita reconhecem que o déficit em conta corrente veio menor que o esperado e que o forte ingresso de investimento direto (cerca de US$ 8 bilhões) financia esse déficit com folga, apoiado por superávit comercial e reservas sólidas.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Cobertura factual e detalhada: balança comercial, renda primária, reservas internacionais e investimento direto, todos atribuídos ao relatório do Banco Central. Linguagem neutra, sem enquadramento ideológico, com comparação interanual. CENTER claro.
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Texto factual baseado em release do BC e em pesquisa Reuters, comparando o resultado às expectativas de mercado. Publisher é de viés à direita, mas o artigo em si é reportagem econômica neutra, sem vocabulário ideológico, logo CENTER.

Segundo o BC, as reservas internacionais somaram US$ 371,1 bilhões no mês passado. Leia no Poder360.

No mês, os investimentos diretos no país alcançaram US$ 7,974 bilhões, contra US$ 5,75 bilhões projetados na pesquisa
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