Abstenção cai a 19,22% no segundo turno de 2026, menor taxa em 20 anos
2 veículos de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
4 fontes políticas
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Como decidimos →A cobertura de esquerda destaca a mobilização popular no segundo turno: eleitores viajaram longas distâncias para votar e a abstenção caiu ao menor nível em 20 anos, sinal de defesa do direito ao voto e da democracia.
O segundo turno da eleição presidencial de 2026, realizado em 25 de outubro, teve abstenção de 19,22%, a menor para um segundo turno em 20 anos, segundo a Justiça Eleitoral. Também caíram os votos brancos e nulos.
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Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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O segundo turno da eleição presidencial de 2026 registrou abstenção de 19,22%, a menor para uma votação de segundo turno em 20 anos, segundo a Justiça Eleitoral. Os votos brancos e nulos também recuaram, e Lula foi reeleito com 51,77% dos votos válidos.
O segundo turno da eleição presidencial de 2026, realizado no domingo, 25 de outubro, registrou a menor abstenção para uma votação de segundo turno em 20 anos. Segundo dados da Justiça Eleitoral, 19,22% dos 158.745.502 eleitores aptos deixaram de comparecer às urnas, contra 21,08% no primeiro turno, em 4 de outubro. Em números absolutos, as ausências caíram de 33.469.244 para 30.509.005, uma redução de mais de 2,9 milhões de pessoas.
A cobertura de centro relatou que a queda foi acompanhada por menos votos em branco e nulos. Os brancos passaram de 2.300.798, ou 1,84%, para 1.430.496, ou 1,12%. Os nulos recuaram de 3.674.249, ou 2,93%, para 2.723.305, ou 2,12%. O segundo turno só ficou acima, em participação, de 2006, quando a abstenção foi de 18,99%. A marca de 19,22% também fica abaixo dos 20,58% de 2022, de acordo com a cobertura de centro, que apresenta o índice de 19,21%, um centésimo abaixo do dado divulgado pela Justiça Eleitoral. Já o maior percentual de ausência foi o do eleitorado no exterior, com 58,37%, e, entre os estados, o do Acre, com 26,08%.
No resultado, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 64.168.778 votos, ou 51,77% dos válidos, contra 59.788.685, ou 48,23%, de Flávio Bolsonaro (PL). A cobertura de centro destacou que Lula somou 10.289.240 votos a mais do que no primeiro turno, quando teve 53.879.538, e que a diferença sobre o adversário subiu para 4,4 milhões, contra 2,1 milhões em 2022, na disputa com Jair Bolsonaro. Também registrou que reduzir o não comparecimento era meta prioritária da campanha governista.
Veículos de esquerda enfatizaram o lado humano da mobilização. Relataram vídeos nas redes sociais de eleitores que organizaram caravanas, viajaram de avião e percorreram centenas de quilômetros, como um trajeto de cerca de 630 quilômetros a partir de São Luís, no Maranhão, ou mais de 30 horas de deslocamento, com quase um dia de barco. Nesses relatos, a viagem aparece ligada à defesa da democracia e ao direito ao voto, e vários eleitores declaram apoio explícito a Lula. A mesma cobertura lembrou que, historicamente, a abstenção costuma subir do primeiro para o segundo turno, tendência que não se repetiu em 2026.
A cobertura de esquerda ressalvou, porém, que os números isolados não permitem saber em quem votaram os eleitores que compareceram a mais. Até o momento, nenhum veículo de direita publicou matéria específica sobre o tema, de modo que não há, nesta cobertura, a leitura da direita sobre a queda da abstenção nem sobre a mobilização relatada. O dado de participação, por si só, não mede preferência política.
O que ainda não se sabe é o motivo da queda. As matérias não apresentam estudo sobre as causas, nem comparam o perfil de quem voltou às urnas no segundo turno. Também não há dados sobre o efeito da mobilização nas redes sociais ou da estratégia de campanha na participação.
No primeiro turno 21,08% dos eleitores aptos a votar preferiram não ir às urnas no último dia 4. Já neste domingo, o percentual de ausentes caiu para 19,22% dos 158.745.502.
Vídeos mostram eleitores que percorreram centenas de quilômetros, viajaram de avião e até atravessaram fronteiras para participar da eleição; abstenção e votos brancos e nulos caíram em relação ao primeiro turno

Eleição de 2026 registra a menor taxa de abstenção em 2º turno dos últimos 20 anos RedeTV!
Soma de abstenções, brancos e nulos chega a 21,8% e bate recorde desde a eleição de 1998
