Eduardo Bolsonaro defende que Flávio deixe o país se perder a eleição
Relato de fonte única, atribuído a Jornal GGN. Esta cobertura não compara posições do espectro político.

Resumo da cobertura
Em entrevista a um podcast dos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro disse ser a favor de que o irmão, Flávio Bolsonaro, deixe o Brasil se perder o segundo turno, e questionou as urnas eletrônicas.
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Briefing
O que importa para você
- O segundo turno é no domingo, 25 de outubro, com Flávio Bolsonaro (47,03% no primeiro turno) e Lula (45,16%) separados por menos de dois pontos.
- A fala de Eduardo Bolsonaro reforça a desconfiança sobre as urnas, que o Tribunal Superior Eleitoral diz nunca terem tido fraude comprovada.
O que ainda está incerto
- Não há reação das campanhas nem da Justiça Eleitoral à fala.
- Não se sabe se Flávio Bolsonaro pretende deixar o país em caso de derrota.
- A frase atribuída a Lula no debate só aparece na versão de Eduardo.
Dois dias antes do segundo turno, Eduardo Bolsonaro afirmou em entrevista a um podcast dos Estados Unidos que defende que o irmão, Flávio Bolsonaro, deixe o Brasil caso perca a eleição. Ele também questionou a segurança das urnas, que o Tribunal Superior Eleitoral diz nunca terem tido fraude comprovada.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, relatando que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, do PL, defendeu que o irmão, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, deixe o Brasil caso perca a eleição. A declaração foi dada na sexta-feira, 23 de outubro, em entrevista ao vivo a um podcast dos Estados Unidos, dois dias antes do segundo turno, marcado para domingo, 25.
A fala veio depois de uma pergunta de um espectador, que quis saber se a família tinha algum plano para ajudar o ex-presidente Jair Bolsonaro caso Flávio não vencesse. Eduardo respondeu primeiro em tom de brincadeira: “Mandar os fuzileiros navais”, o que provocou risos no estúdio. O apresentador comentou, em tom sério, a possibilidade de uma intervenção norte-americana. Em seguida, Eduardo justificou a posição citando uma declaração que atribuiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, em debate: Lula teria dito que Flávio perderia, deixaria de ter imunidade parlamentar e seria investigado. Para Eduardo, aquilo era uma ameaça. Ele afirmou ser a favor de que o irmão saia do país, “com certeza”.
Na mesma entrevista, Eduardo questionou a confiabilidade das urnas eletrônicas. Disse que a ausência de contagem pública de cédulas de papel impede comprovar a integridade do resultado e admitiu que não pode provar fraude, mas afirmou que o sistema também não consegue provar que ela não houve. Criticou ainda o Supremo Tribunal Federal por ter derrubado dispositivos do voto impresso aprovados pelo Congresso. A matéria registra que o Tribunal Superior Eleitoral afirma que nunca foi comprovada fraude nas urnas desde 1996, e que o boletim de urna é afixado no local de votação e publicado na internet para conferência.
O contexto é este: no primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%. Eduardo mora nos Estados Unidos desde 2025, perdeu o mandato em dezembro daquele ano por excesso de faltas e foi condenado pela Primeira Turma do Supremo em junho de 2026, por unanimidade, por coação no curso do processo, a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto. A condenação se tornou definitiva em 3 de outubro. Em 7 de outubro, o ministro Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento da pena, expediu mandado de prisão e mandou cancelar os passaportes brasileiros dele.
Por ser cobertura de fonte única, não há registro de reação das campanhas de Flávio e de Lula nem da Justiça Eleitoral. Também não se sabe se a fala foi combinada com o senador, se ele pretende mesmo deixar o país em caso de derrota, nem como foi a frase de Lula no debate, que consta apenas na versão de Eduardo.
Fontes
Eduardo Bolsonaro afirmou em podcast que o irmão também deve fugir para os EUA e voltou a questionar a segurança das urnas eletrônicas
