Flávio Bolsonaro rejeita Eduardo no Itamaraty e evita prometer cargo a Jair
5 veículos de centro · 1 veículo de direita

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
6 fontes políticas
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Como decidimos →Em sabatina de TV na sexta-feira, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse que seu irmão Eduardo Bolsonaro não será chanceler e que um cargo para o pai, Jair Bolsonaro, 'não está no radar'. Também falou sobre a escala 6x1, economia, segurança e o caso Vorcaro.
Pelo prisma da direita, o candidato apresentou compromissos de responsabilidade fiscal, segurança e liberdade, afastou acusações de projeto de poder e defendeu a atuação política do irmão como perseguido fora do país.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Os veículos que cobriram o caso concordam que Flávio Bolsonaro negou Eduardo como chanceler e disse que um cargo para Jair 'não está no radar', e que ele manteve o reajuste do salário mínimo e o fim da escala 6x1.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse em sabatina de TV que Eduardo Bolsonaro não será seu chanceler e que um cargo para Jair Bolsonaro não está no radar. Ele também tratou de escala 6x1, ajuste fiscal e do caso Vorcaro.
O candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, afirmou na sexta-feira (16), em sabatina em emissora de TV no segundo turno, que seu irmão Eduardo Bolsonaro não será seu chanceler e que um cargo para o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, não está no radar. A entrevista aconteceu um dia depois da sabatina do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e antes de dois debates entre os candidatos.
A cobertura de centro relatou que Flávio disse que Jair 'nunca tratou de cargo' com ele e que a hipótese de nomeá-lo não está no radar, mas que o candidato tem o 'privilégio' de consultar um ex-presidente dentro de casa. Parte dessa cobertura registrou que Flávio não descartou de forma taxativa a participação do pai no governo. Sobre Eduardo, ex-deputado que vive nos Estados Unidos, foi condenado por coação no curso do processo e teve mandado de prisão emitido no dia 9, o candidato disse: 'Ele não vai ser meu chanceler'. Eduardo vinha sendo cogitado por aliados para o Itamaraty por sua proximidade com o governo de Donald Trump e por ter atuado por sanções a ministros do Supremo Tribunal Federal, entre eles Alexandre de Moraes.
Outros temas apareceram. Flávio disse que votou pelo fim da escala 6x1 porque ouviu trabalhadores nas ruas e que não tentará revertê-lo, apesar de antes ter chamado a medida de oportunista. Prometeu manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação e os pisos de saúde e educação, mas, segundo a cobertura de centro, não detalhou como entregaria o ajuste fiscal de R$ 200 bilhões prometido por assessores, citando corte de dez ministérios, gestão de estatais, imóveis públicos e receitas do petróleo da Margem Equatorial. Defendeu o fim da reeleição, disse que respeitará o resultado das urnas, prometeu ampliar a atuação das Forças Armadas contra o narcotráfico e classificar facções como narcoterroristas. Sobre o dinheiro pedido ao banqueiro Daniel Vorcaro para o filme 'Dark Horse', repetiu que era dinheiro privado e não explicou o destino dos recursos.
Veículos de direita enfatizaram as falas do candidato sobre Eduardo e o pai, incluindo a definição do irmão como 'perseguido político' que 'se sacrificou para defender a democracia', e deram menos espaço às perguntas que ele deixou sem resposta. A cobertura de centro, em contraste, destacou as esquivas, as inconsistências nas propostas fiscais e o desvio de perguntas, e acrescentou contexto sobre a investigação no Supremo envolvendo o filme. Até o momento, nenhum veículo de esquerda publicou cobertura deste episódio no conjunto analisado, de modo que não há enquadramento desse campo a relatar.
O que ainda não se sabe: qual papel Jair Bolsonaro teria em um eventual governo, se Eduardo receberia outra função, como seria feito o ajuste fiscal de R$ 200 bilhões sem mexer em salário mínimo, saúde e educação, e para onde foram os recursos enviados a um fundo no exterior.
Segundo o candidato à Presidência, ex-presidente nunca conversou sobre cargo político com ele

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