Flávio nega mudar Constituição para permitir candidatura do pai em 2030
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Como decidimos →Em sabatina na noite de 16 de outubro de 2026, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse que, se eleito, não apoiará mudança constitucional que permita a parentes do presidente disputar a sucessão. Ele reiterou que defende o fim da reeleição e que não concorrerá a um segundo mandato.
Flávio Bolsonaro apresenta o compromisso de um único mandato e do fim da reeleição como prova de desapego ao poder e respeito às regras constitucionais. Ele nega qualquer manobra para favorecer parentes e afirma que a direita tem outras lideranças.
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As fontes cobertas concordam que Flávio Bolsonaro disse que não mudará a regra constitucional, que parentes até o terceiro grau configuram reeleição e que Jair Bolsonaro está inelegível.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, disse em sabatina em 16 de outubro de 2026 que não vai alterar a Constituição para permitir que o pai, Jair Bolsonaro, ou os irmãos disputem a sucessão em 2030. Ele reiterou a defesa do fim da reeleição e o compromisso com um único mandato.
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou na sexta-feira, 16 de outubro de 2026, que não pretende alterar a Constituição para permitir que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ou os irmãos disputem a sucessão presidencial em 2030. A declaração foi dada em sabatina conduzida pela jornalista Renata Lo Prete em telejornal de rede nacional, a nove dias da data apontada pelos veículos para a votação, 25 de outubro.
Segundo a cobertura de centro, o candidato disse que a eleição de um parente não deixa de ser reeleição. Ele afirmou que, pela regra em vigor, parentes até o terceiro grau também são considerados reeleição, e que não apoiaria mudança que abrisse brechas para a sucessão familiar. A cobertura lembrou que o artigo 14, parágrafo 7º, da Constituição Federal torna cônjuges e parentes do presidente, em regra, inelegíveis para sucedê-lo, com exceção de quem já exerce mandato eletivo.
Flávio Bolsonaro também voltou a defender o fim da reeleição. Como senador, ele apresentou a Proposta de Emenda à Constituição número 4 de 2026, que proíbe a reeleição presidencial. A proposta não altera a duração do mandato, hoje de quatro anos, e o candidato disse que caberá ao Congresso decidir sobre eventual ampliação para cinco anos. Ele prometeu cumprir um único mandato mesmo que a reeleição siga valendo: "Estou aqui me comprometendo. Eu só preciso de um mandato". Acrescentou que isso mostra desapego ao poder e que não há projeto de poder de sua parte. Disse ainda que a direita tem outras lideranças capazes de dar continuidade ao seu projeto político.
O pano de fundo é a estratégia da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que explora a narrativa de que, se Flávio for eleito, o candidato da direita em 2030 seria Jair Bolsonaro. O ex-presidente está inelegível e foi condenado por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, estando preso desde agosto do ano passado.
A cobertura classificada como de direita enfatizou a resposta do candidato e registrou o contexto da disputa, incluindo a narrativa da campanha rival e os panelaços convocados pelas redes sociais durante a entrevista. Veículos de direita também destacaram que o candidato respondeu de forma monossilábica a perguntas sobre desvincular o reajuste do salário mínimo e alterar pisos de saúde. A cobertura de centro deu mais espaço ao enquadramento constitucional e à PEC, apresentando o compromisso como parte da defesa do fim da reeleição.
Até o momento, não há cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio no material analisado, de modo que o ângulo que a esquerda daria à declaração não está registrado nas fontes. A leitura da campanha de Lula, citada pelos outros veículos, é a de que a hipótese de volta de Jair Bolsonaro em 2030 deve ser tratada como risco.
O que ainda não se sabe é se o candidato assumirá o compromisso de forma mais formal, por exemplo em documento de campanha, e como o Congresso trataria a PEC 4 de 2026 numa eventual vitória. Também não ficou claro como se daria a eventual ampliação do mandato para cinco anos, que o candidato deixou a cargo dos parlamentares.
"É como está na regra que vale, parentes até o terceiro grau também são considerados uma reeleição", disse.

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