Kassio Nunes Marques restringe de novo canal Exército do Lula, de Janones, no TSE
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, suspendeu o canal de WhatsApp Exército do Lula, administrado pelo deputado André Janones, a pedido da campanha de Flávio Bolsonaro. O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal horas depois. Em nova decisão, Kassio impôs condições ao funcionamento e disse que Lula pode ser responsabilizado.
A cobertura de direita destaca que Kassio Nunes Marques voltou a restringir o canal Exército do Lula diante de indícios de coordenação com a campanha e de mensagens apagadas. Enfatiza a responsabilização de Lula e a necessidade de registro do canal na Justiça Eleitoral.
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Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, voltou a restringir o canal de WhatsApp Exército do Lula, de André Janones. Veja como a cobertura de centro e de direita relatou a disputa e o que a esquerda disse, no segundo turno.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou novamente restrições ao funcionamento do canal de WhatsApp Exército do Lula, administrado pelo deputado federal André Janones, do partido Rede de Minas Gerais. Na decisão, o ministro disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá ser responsabilizado pelo uso da ferramenta, caso sejam constatadas irregularidades. O episódio é o mais recente de uma disputa jurídica que marca o segundo turno da eleição presidencial.
A cobertura de centro relatou que o caso começou no domingo, dia 11. Atendendo a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro, do PL, Kassio suspendeu o canal, que tem milhões de seguidores. Horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal até que o plenário do tribunal analise o tema, com pedido de apreciação urgente. Cueva afirmou que a campanha de Flávio não apresentou provas suficientes, mas mandou Janones se abster de divulgar conteúdos cuja ilicitude já foi reconhecida. Ele também criticou a manobra de escolher o relator do pedido.
Na segunda-feira, dia 12, a área técnica do tribunal informou que não localizou, nas publicações examinadas, os conteúdos apontados pela campanha de Flávio. A equipe ressalvou que mensagens publicadas entre 25 e 29 de setembro haviam sido apagadas ou editadas, o que dificultou a verificação do histórico. O dossiê da campanha de Flávio contabilizou 499 mensagens excluídas, três delas já classificadas anteriormente pelo tribunal como notícias falsas. Com base nisso, Kassio fixou condições para o canal voltar a funcionar, como informar os endereços eletrônicos à Justiça Eleitoral. Ele afirmou ser incontroverso que Janones atua em coordenação com a campanha presidencial, o que tornaria obrigatório o registro do canal.
Há divergência de enquadramento. Veículos de direita enfatizaram o dossiê das mensagens apagadas, a coordenação com a campanha e a possibilidade de responsabilizar Lula. A campanha de Flávio disse que a decisão de Cueva revela complacência com a disseminação de fake news. Nenhum veículo de esquerda aparece entre os textos analisados. As posições desse campo surgem, porém, nas reações registradas pela cobertura de centro. A campanha de Lula falou em censura e disse que a mobilização não será intimidada. Lula chamou a decisão de absurda e disse estar desconfiado do comportamento da corte eleitoral.
A cobertura de centro lembrou também que Kassio foi criticado em junho por proibir a divulgação de uma pesquisa que apontava queda de Flávio. E registrou insatisfação de uma ala do tribunal com o atropelo de uma decisão do corregedor sobre o mesmo assunto.
O que ainda não se sabe: quando o plenário do tribunal julgará o caso e qual será o resultado. Também não está claro se o conteúdo dos 499 registros apagados incluía material falso, nem se o canal voltará ao ar nas condições fixadas por Kassio.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou novamente restrições ao funcionamento do canal de WhatsApp
