IBGE aciona Polícia Federal contra boato sobre a Pesquisa Nacional de Saúde
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

2 fontes políticas
Pelo prisma da proteção social, o boato do banco de DNA estatal ameaça uma pesquisa que orienta vacinação, prevenção e alimentação saudável da população. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reage acionando a Polícia Federal e a Advocacia-Geral da União para identificar os responsáveis, defendendo que a desinformação prejudica um instrumento coletivo de planejamento do Sistema de saúde.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou em 14 de setembro que vai acionar a Polícia Federal e a Advocacia-Geral da União (AGU) para investigar publicações falsas segundo as quais a Pesquisa Nacional de Saúde serviria para montar um banco de DNA estatal. O instituto afirma que o sangue e a urina coletados servem apenas para exames da pesquisa e serão descartados ao final.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística afirma que as coletas de sangue e urina da Pesquisa Nacional de Saúde servem só para exames e serão descartadas. O órgão vai pedir à Polícia Federal e à AGU que identifiquem quem espalhou o boato de um banco de DNA estatal, que atrapalha a coleta em todo o país.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, informou na segunda-feira, 14 de setembro, que vai acionar a Polícia Federal e a Advocacia-Geral da União, a AGU, para investigar a divulgação de informações falsas sobre a Pesquisa Nacional de Saúde. Publicações nas redes sociais afirmavam que o levantamento serviria para montar um banco de DNA estatal. O instituto repudia essa versão.
Em nota, o IBGE explicou que a pesquisa coleta sangue e urina para exames feitos exclusivamente para os objetivos do estudo, e que o material será descartado ao final. As amostras servem para medir, por exemplo, os níveis de glicose, colesterol e creatinina da população. Segundo o órgão, a desinformação circulou nos últimos dias e já afeta a operação de coleta em todo o país. Por isso, afirma a nota, os responsáveis precisam ser identificados.
A pesquisa é feita em parceria com o Ministério da Saúde e está na terceira edição. O levantamento começou em julho e pretende visitar 140 mil domicílios para reunir informações sobre hábitos de vida e acesso a serviços de saúde. Os agentes também medem peso, pressão arterial e altura de parte dos entrevistados até o fim de novembro. A coleta de sangue e urina, feita por profissionais qualificados, deve alcançar de 15 mil a 20 mil pessoas com 35 anos ou mais. O resultado, segundo o instituto, orienta ações de prevenção, serviços, campanhas de vacinação e a promoção de alimentação saudável.
A cobertura de centro relatou o caso em tom informativo, com base na nota oficial, e trouxe os detalhes da amostra e do calendário da coleta. Um veículo de esquerda reproduziu o mesmo conteúdo, com destaque para o combate às notícias falsas e para o impacto da desinformação sobre uma pesquisa de saúde pública. Até o momento, nenhum veículo de direita cobriu o anúncio do IBGE, e não há registro de uma leitura própria desse lado sobre o caso.
As duas coberturas convergem nos fatos centrais: o boato do banco de DNA, a garantia de descarte das amostras, a parceria com o Ministério da Saúde e a decisão de envolver órgãos federais. Nenhuma delas ouviu especialistas independentes em proteção de dados nem mostrou as publicações que deram origem ao boato.
Ainda não se sabe quem produziu ou impulsionou as postagens, nem se a Polícia Federal e a AGU abrirão de fato uma apuração. O IBGE também não informou quanto a desinformação reduziu a adesão das famílias à coleta, nem se o calendário previsto para terminar em novembro será alterado.
Publicações espalharam desinformação sobre a Pesquisa Nacional de Saúde

