
Influenciadora afirma que perfil foi derrubado após post sobre festa de Vorcaro, VEJA VÍDEO
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A influenciadora e contadora Ana Raquel dos Santos Ribeiro teve o perfil @anatrackid suspenso pelo Instagram em 10 de novembro de 2023, nove dias depois de publicar um vídeo sobre uma festa realizada em uma boate de São Paulo. A conta voltou ao ar em 28 de novembro, por decisão judicial que considerou genérica a justificativa da empresa e fixou indenização de R$ 3 mil. Documentos da investigação sobre o Banco Master, divulgados três anos depois, mostram o banqueiro Daniel Vorcaro enviando o link da publicação a um interlocutor com a instrução de derrubar o post. O material não comprova que o pedido tenha chegado à plataforma nem que a suspensão tenha decorrido dele.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
A influenciadora e contadora Ana Raquel dos Santos Ribeiro teve o perfil @anatrackid suspenso pelo Instagram em 10 de novembro de 2023, nove dias depois de publicar um vídeo sobre uma festa realizada em uma boate de São Paulo.
Direita
Uma produtora de conteúdo independente teve a conta derrubada sem que a plataforma apontasse a regra violada, e só recuperou o perfil recorrendo ao Judiciário. O caso reúne dois abusos: a moderação arbitrária de uma empresa que decide sozinha o que sai do ar e a tentativa, registrada em mensagens apreendidas pela Polícia Federal, de um banqueiro sob investigação mandar derrubar uma publicação inconveniente.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto factual e datado: reconstrói a cronologia de novembro de 2023, descreve a ação judicial, nomeia o juiz, informa o valor da indenização e reproduz o teor das mensagens atribuídas ao banqueiro. O trecho decisivo para o enquadramento neutro é a ressalva de que os documentos não comprovam pedido à plataforma nem nexo com a suspensão. Vocabulário sem carga valorativa e atribuição de cada informação à fonte.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Constrói a matéria a partir do relato da influenciadora em rede social e do encadeamento temporal entre a publicação e a queda da conta, sem o contraditório e sem a ressalva factual presente na cobertura mais detalhada. O enquadramento privilegia a arbitrariedade da plataforma, que retira conteúdo sem explicar a regra violada, e o poder de um empresário sobre o que circula na rede, ângulo caro à cobertura de direita sobre moderação de conteúdo. O chamariz de vídeo e o tom de revelação reforçam a leitura.
A suspensão do perfil de uma influenciadora de música eletrônica em novembro de 2023 voltou ao noticiário depois que documentos da investigação sobre o Banco Master mostraram o banqueiro Daniel Vorcaro mandando derrubar uma publicação sobre uma festa organizada por ele. Este resumo reúne o que a cobertura confirma, o que ela apenas sugere e o que segue sem resposta.
A influenciadora e contadora Ana Raquel dos Santos Ribeiro diz ter perdido o principal canal de trabalho em novembro de 2023, quando a conta @anatrackid, dedicada à cena de música eletrônica, foi suspensa pelo Instagram. Três anos depois, com a divulgação de documentos da investigação sobre o Banco Master, ela passou a relacionar o episódio a um pedido atribuído ao banqueiro Daniel Vorcaro para a retirada de uma publicação sobre uma festa organizada por ele em uma boate de São Paulo.
O perfil tinha cerca de 13 mil seguidores e alcance superior a 425 mil contas, e era a fonte de renda da influenciadora desde setembro de 2023, quando ela deixou o emprego de contadora. Em 1º de novembro daquele ano, publicou um vídeo sobre uma festa realizada na boate conhecida como Madame Satã. Ana afirma que não esteve no evento e que recebeu as imagens de um profissional que havia trabalhado no local. A conta foi suspensa em 10 de novembro, sem que a plataforma apontasse a publicação ou a regra supostamente violada, e voltou ao ar em 28 de novembro, depois de ação judicial contra a empresa responsável pela rede social no Brasil. O juiz do caso considerou genérica a justificativa da companhia, determinou a manutenção do perfil e fixou indenização de R$ 3 mil por danos morais.
A cobertura de centro foi a que reconstituiu o elo entre o episódio e a investigação federal. Segundo esse relato, o celular de Daniel Vorcaro foi apreendido pela Polícia Federal em novembro de 2025, na primeira fase da Operação Compliance Zero, e a análise do aparelho gerou um relatório de 126 páginas. Nele aparece uma mensagem de 3 de novembro de 2023 em que o banqueiro envia o link da publicação a um interlocutor e manda derrubar o conteúdo, acrescentando em seguida que o alvo era apenas o post, não o perfil. Essa mesma cobertura registra a ressalva de que os documentos não comprovam que o pedido tenha chegado à plataforma, nem que a suspensão tenha decorrido dele, nem que documentos oficiais tenham sido usados para isso neste caso.
Veículos de direita deram destaque ao relato da própria influenciadora, publicado por ela em rede social, e trataram a queda do perfil como desfecho do vídeo sobre a festa. O ângulo enfatizado é duplo: o poder de um empresário para tirar do ar o conteúdo de uma produtora independente e a opacidade da plataforma, que suspendeu a conta sem explicar o motivo e só a devolveu por ordem judicial. Essa cobertura, porém, deixou de fora a ação na Justiça, a indenização e a ressalva sobre a ausência de prova do nexo, apresentando como relação de causa e efeito o que os autos tratam como coincidência de datas.
Até o momento, nenhum veículo de esquerda publicou sobre o caso. O ângulo que costuma organizar essa leitura, o da vulnerabilidade de quem depende de uma plataforma privada para trabalhar e da falta de transparência das grandes empresas de tecnologia na moderação de conteúdo, não apareceu na cobertura disponível, assim como a discussão sobre a proporção entre os R$ 3 mil arbitrados e a renda interrompida.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há confirmação de que alguém tenha formalizado pedido de remoção junto à rede social, nem de que a suspensão tenha qualquer relação com a mensagem apreendida. Também não há, no material divulgado, manifestação do banqueiro, do interlocutor citado nas mensagens ou da empresa sobre o episódio. Segue sem esclarecimento por que a indisponibilização, descrita pela plataforma como temporária e destinada a análise, foi convertida em suspensão definitiva antes de a Justiça ser acionada.
As duas coberturas registram os mesmos fatos centrais: a influenciadora publicou em 1º de novembro de 2023 um vídeo sobre uma festa promovida por Daniel Vorcaro na boate conhecida como Madame Satã, não esteve no evento, obteve as imagens com alguém ligado à produção e teve a conta @anatrackid suspensa em 10 de novembro, sem explicação da plataforma. Ambas informam que o perfil está ativo de novo.


A influenciadora Ana Ribeiro afirmou que seu perfil no Instagram foi derrubado em 2023 após ela publicar, sem intenção, um
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



