Grupo pago por Daniel Vorcaro viu piora no caso Master após saída de Dias Toffoli
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Mensagens interceptadas pela Polícia Federal mostram que integrantes de “A Turma”, grupo que segundo a investigação era pago por Daniel Vorcaro, do Banco Master, avaliaram como piora a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal. O material foi tornado público depois que o tribunal retirou o sigilo de peças da investigação em 11 de setembro.
A Polícia Federal registrou que o grupo ligado a Daniel Vorcaro lamentou a saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Master, o que recoloca em foco a atuação do ministro, marcada por embates com a própria Polícia Federal e pela ligação de sua família com o resort Tayayá. O gabinete de Toffoli nega ter recebido valores do banqueiro.
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Veículos com viés à esquerda
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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As duas coberturas relatam que, em 27 de fevereiro de 2026, Bruno Correa Lopes escreveu que o caso piorava após a saída de Dias Toffoli da relatoria, trocada em 12 de fevereiro, e que Toffoli deixou o caso após revelações sobre o resort Tayayá.
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal mostram que integrantes de “A Turma”, grupo que seria pago por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, viram como piora a saída de Dias Toffoli da relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal. A comparação reúne como centro e direita relataram o episódio.
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal mostram que integrantes de “A Turma”, grupo que, segundo os investigadores, era pago pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, avaliaram como uma piora a saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso no Supremo Tribunal Federal. O diálogo consta do material enviado pela Polícia Federal ao tribunal, que retirou o sigilo de várias peças da investigação na sexta-feira, 11 de setembro.
A conversa ocorreu por WhatsApp em 27 de fevereiro de 2026. Bruno Correa Lopes, apontado como responsável pela compra de imóveis e pela intermediação de negócios da família Vorcaro, falava com Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como Manolo, também investigado na Operação Compliance Zero. Depois de comentar a venda de imóveis da família abaixo do valor, Bruno enviou uma reportagem sobre a comissão parlamentar que investiga o Instituto Nacional do Seguro Social e escreveu: “Está piorando muito rápido agora que saiu do Toffoli”. A troca de relator havia ocorrido em 12 de fevereiro, quando André Mendonça assumiu o caso por sorteio.
Segundo a Polícia Federal, o grupo tinha seis integrantes e recebia cerca de R$ 400 mil por mês, com dinheiro que saía de empresas ligadas a Vorcaro. A função seria intimidar pessoas, comprar servidores públicos e invadir sistemas oficiais em busca de informações reservadas. O líder apontado é o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Um dos integrantes, Felipe Mourão, conhecido como Sicário, morreu na sede da Polícia Federal em 6 de março, após ser detido. Vorcaro foi preso novamente em 4 de março, e o pai dele, Henrique Vorcaro, em 14 de maio.
A cobertura de centro deu mais espaço ao conteúdo das mensagens: a venda de uma casa de R$ 40 milhões por R$ 20 milhões, as acusações de Bruno contra o pai do banqueiro, a frase de Manolo de que a morte de Sicário foi “melhor para a gente” e até as férias de fim de ano do grupo. Esse relato também menciona a apuração da Polícia Federal que aponta fraude de R$ 17 bilhões em operações entre o Master e o Banco de Brasília, e informa que a defesa de Vorcaro não comentou.
Veículos de direita concentraram o relato no papel de Toffoli. Destacaram que a relatoria do ministro durou cerca de três meses e foi marcada por embates com a Polícia Federal, e que sua atuação sofreu críticas pela ligação com o resort Tayayá, que teve irmãos e um primo do ministro como acionistas. Segundo essa cobertura, um fundo de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, comprou parte da participação dos irmãos por R$ 6,6 milhões e depois aportou R$ 20 milhões no empreendimento. A mesma cobertura registrou a nota do gabinete de Toffoli, segundo a qual o ministro nunca recebeu valores de Vorcaro ou de Zettel e jamais teve amizade com o banqueiro.
Até o momento, nenhum veículo de esquerda cobriu o episódio, e a leitura desse campo sobre as mensagens segue sem registro.
Ainda não se sabe por que o grupo associava a saída de Toffoli ao agravamento da situação da família Vorcaro, já que a mensagem não explica o raciocínio. Também não houve manifestação dos advogados de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília, que está preso.

A investigação sobre “A Turma”, grupo que, segundo a Polícia Federal, seria pago por Daniel Vorcaro para obter informações sigilosas
