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Pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada em 13 de julho mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro por 47% a 44% em cenário simulado de segundo turno, diferença dentro da margem de erro. A rejeição ao senador está em 50%, estável frente ao levantamento anterior, enquanto a de Lula caiu para 46%.
A pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 13 de julho, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) num cenário simulado de segundo turno para a eleição presidencial de 2026, por 47% a 44%, diferença dentro da margem de erro de dois pontos percentuais do levantamento. O instituto Nexus ouviu 2.003 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de julho, com nível de confiança de 95%, e a pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-07981/2026.
A cobertura de centro relatou que a rejeição a Flávio Bolsonaro está em 50%, número estável frente aos 51% registrados no levantamento anterior, de 29 de junho. Entre os pré-candidatos testados, o senador aparece atrás apenas do deputado federal Aécio Neves, rejeitado por 61% dos entrevistados; a rejeição a Lula, por sua vez, é de 46%, queda de três pontos percentuais em relação à pesquisa anterior. Na pergunta sobre preferência para o próximo presidente, 36% dos entrevistados citam Lula, 32% um nome apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, e 27% preferem um candidato desvinculado de ambos os campos, parcela que cresceu seis pontos desde junho.
Veículos de esquerda destacaram um ângulo diferente do mesmo levantamento: o recorte por gênero, em que Lula abre 16 pontos de vantagem entre as mulheres, 53% a 37%, eleitorado que responde por 52,8% do total de votantes no país, segundo o TSE. Esses veículos também deram peso à pergunta sobre quem teria mais capacidade de garantir os direitos das mulheres, item em que Lula foi citado por 52% dos entrevistados contra 38% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, porém, o quadro se inverte, com o senador à frente por 51% a 40%, dado que essa cobertura menciona de forma mais discreta.
Ainda que nenhum veículo de direita tenha publicado cobertura própria sobre este levantamento até o fechamento desta reportagem, esse enquadramento provavelmente enfatizaria justamente a resiliência de Flávio Bolsonaro fora do recorte feminino: sua vantagem entre eleitores de renda mais alta, entre evangélicos, 55% a 36%, e nas regiões de interior, além do fato de que a distância no segundo turno geral segue dentro da margem de erro estatística e de que a rejeição a Lula, embora menor, também é expressiva.
O que ainda não se sabe é como esses números se comportam no primeiro turno frente a outros pré-candidatos além de Flávio Bolsonaro, nem qual a ponderação demográfica completa aplicada pelo instituto Nexus para chegar aos recortes de renda, religião e região divulgados junto com o levantamento.
Ambos os lados reconhecem que a disputa simulada de segundo turno (Lula 47% a Flávio Bolsonaro 44%) está tecnicamente dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, que a rejeição a Flávio Bolsonaro segue em torno de 50% e que a metodologia do levantamento (2.003 entrevistados, 10 a 12 de julho, registro no TSE) é a mesma citada em ambas as coberturas.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O artigo seleciona e amplia, já na manchete, o recorte de gênero mais favorável a Lula (16 pontos entre mulheres) e o quesito 'capacidade de garantir direitos das mulheres', construindo uma narrativa favorável ao presidente. Os números do levantamento são reproduzidos com fidelidade, sem distorção, mas a escolha do ângulo é editorialmente orientada.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
O texto trata a rejeição de Flávio Bolsonaro em paridade com a de outros pré-candidatos (Aécio Neves, Lula, Cabo Daciolo, Ronaldo Caiado, entre outros), sem privilegiar um enquadramento ideológico, e traz o número de registro da pesquisa no TSE e a comparação com o levantamento anterior — características de cobertura factual e comparativa.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

BTG/Nexus mostra Lula 16 pontos à frente de Flávio Bolsonaro entre mulheres; senador tem rejeição de 50% no levantamento.

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