Pesquisa Nexus: 53% avaliam economia como ruim ou péssima sob Lula
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Levantamento do instituto Nexus para o BTG, divulgado em 31 de agosto de 2026, mostra que 53% dos eleitores classificam a situação econômica do Brasil como ruim ou péssima, 27% como regular e 18% como ótima ou boa. Na rodada anterior, de 24 de agosto, a avaliação negativa era de 50%. Sobre os próximos seis meses, 39% esperam melhora da economia, 30% preveem piora e 22% acham que ficará igual. Na comparação entre gestões, 45% dizem que a economia está pior do que no governo Jair Bolsonaro e 39% dizem que está melhor sob Luiz Inácio Lula da Silva. Segurança pública lidera a lista de principais problemas do país, com 35%, seguida de saúde pública (30%), corrupção (19%) e educação (17%). Foram ouvidas 2.005 pessoas de 16 anos ou mais, por telefone, entre 28 e 30 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais e registro BR-08900/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
A leitura à direita trata o resultado como reprovação direta da gestão econômica do governo federal. Em uma semana, a avaliação negativa da economia subiu de 50% para 53%, e apenas 18% do eleitorado considera o cenário ótimo ou bom, uma minoria de menos de um quinto.
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2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
As duas coberturas disponíveis reproduzem exatamente os mesmos percentuais e a mesma metodologia: 53% avaliam a economia como ruim ou péssima, 18% como ótima ou boa, 27% como regular, com piora ante os 50% da rodada de 24 de agosto. Nenhuma delas contesta o levantamento nem sua amostra de 2.005 entrevistados.
A avaliação negativa da economia subiu de 50% para 53% em uma semana, segundo pesquisa do instituto Nexus registrada no Tribunal Superior Eleitoral. O levantamento ouviu 2.005 pessoas entre 28 e 30 de agosto e também mediu expectativas, comparação entre as gestões de Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro e a lista de principais problemas do país.
Pesquisa do instituto Nexus contratada pelo BTG e divulgada na segunda-feira, 31 de agosto de 2026, mostra que 53% dos eleitores brasileiros classificam a situação econômica do país como ruim ou péssima. Outros 27% a consideram regular e 18% dizem que ela está ótima ou boa. O levantamento ouviu 2.005 pessoas com 16 anos ou mais, por telefone, entre os dias 28 e 30 de agosto, tem margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-08900/2026.
O resultado indica piora em relação à rodada anterior da mesma série, divulgada em 24 de agosto, quando 50% avaliavam a economia como ruim ou péssima, 17% como ótima ou boa e 32% como regular. A variação de três pontos na avaliação negativa está no limite da margem de erro do levantamento, o que recomenda tratá-la como tendência a confirmar, e não como salto consolidado.
Quando o tema é o futuro, o quadro fica menos sombrio. Para os próximos seis meses, 39% dos entrevistados acreditam que a economia vai melhorar um pouco ou muito, contra 38% na rodada anterior, enquanto 30% esperam piora, ante 29% antes. Outros 22% acham que o cenário vai ficar igual e 9% não souberam ou não responderam. A expectativa sobre a própria vida é ainda mais favorável: 44% dizem que a situação financeira pessoal deve melhorar, 14% acham que deve piorar e 32% esperam que permaneça como está. Na comparação entre governos, 45% avaliam que a economia está pior do que na gestão de Jair Bolsonaro e 39% dizem que está melhor sob Luiz Inácio Lula da Silva. A pesquisa também mediu prioridades: segurança pública é o principal problema do país para 35% dos entrevistados, seguida de saúde pública, com 30%, corrupção, com 19%, e educação, com 17%.
Esses números são idênticos nas duas coberturas disponíveis, e é na ênfase que elas se separam. A cobertura de centro relatou o levantamento como série estatística, encadeando a rodada atual com a anterior, apresentando na mesma proporção as respostas negativas e as positivas e reportando a comparação entre gestões nos dois sentidos, sem qualificar nenhum dos dois governos. Veículos de direita enfatizaram a deterioração e a responsabilização do Executivo federal: destacaram que apenas 18% consideram o cenário ótimo ou bom e abriram o trecho comparativo pelo dado desfavorável ao governo atual, os 45% que veem economia pior do que no período anterior, antes de mencionar os 39% que veem melhora. Até o fechamento desta análise, veículos de esquerda não haviam publicado sobre o levantamento; pelos próprios dados da pesquisa, a leitura provável desse campo partiria do contraste entre o pessimismo com a economia em abstrato e o otimismo com o bolso individual, já que 44% esperam melhora na própria situação financeira e apenas 14% preveem piora, além de apontar que segurança, saúde e educação, as três maiores aflições citadas, dependem de investimento público contínuo.
O que a pesquisa não responde é tão relevante quanto o que ela mede. O levantamento capta percepção, não indicadores, e nenhuma das coberturas confrontou os percentuais com inflação, desemprego, renda ou preço de alimentos no período, de modo que a causa da piora permanece sem demonstração. Também não foram divulgados recortes por faixa de renda, escolaridade, região ou intenção de voto, que permitiriam saber onde exatamente a avaliação negativa se concentra. Não há, nas duas matérias, número de intenção de voto para 2026 associado a essa percepção econômica, nem indicação de quando sai a próxima rodada da série. Por fim, a diferença de seis pontos entre os que veem economia pior e os que a veem melhor do que na gestão anterior é maior que a margem de erro, mas foi apurada em uma única rodada, sem série comparativa que mostre se essa distância vem crescendo ou apenas oscilando.
Em comparação com o cenário político, 39% dos entrevistados também avaliaram que a situação está melhor no atual governo, enquanto 45% afirmaram ter visto piora em relação ao governo anterior

Pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (31), aponta que 53% dos eleitores avaliam a situação econômica do Brasil como ruim ou
