Ronaldo Caiado apoia Flávio Bolsonaro no segundo turno após ataques na campanha
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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, em ato em Goiânia na terça-feira, 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno.
Pelo prisma da esquerda, o gesto expõe a fragilidade das críticas feitas durante a campanha e a consolidação da direita em torno de Flávio Bolsonaro contra Lula.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD, anunciou apoio a Flávio Bolsonaro, do PL, para o segundo turno da eleição presidencial, em ato em Goiânia com Tarcísio de Freitas. A página reúne o que cada cobertura relatou, o contraste com os ataques da campanha e o que ainda não se sabe.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD, declarou apoio ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro, para o segundo turno da eleição presidencial. O anúncio ocorreu na terça-feira, 6 de outubro, em um ato em Goiânia, dois dias depois do primeiro turno, realizado no domingo, 4. Flávio terminou em primeiro lugar, com 47,05% dos votos válidos. Caiado ficou em quinto, com 2,18%, o equivalente a 2,6 milhões de eleitores.
A cobertura de centro relatou que o ato reuniu prefeitos goianos, o governador Daniel Vilela, do MDB, e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos. Caiado disse estar ali para cumprir a coerência de sua vida, que descreveu como derrotar o PT. Flávio afirmou que o apoio é mais do que político, é sentimental, disse concordar com Caiado em 115% e prometeu se inspirar na segurança pública de Goiás e de São Paulo. Quando o público gritou 'ministro' para Caiado, Flávio não confirmou espaço em um eventual governo. A mulher do ex-governador, Gracinha Caiado, eleita senadora no domingo, disse que a posição é de convicção, e não de medo, pressão ou conveniência. O deputado Gustavo Gayer, do PL, também eleito ao Senado por Goiás, afirmou que sua principal missão será pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
O gesto contrasta com o tom da campanha. A cobertura de centro lembrou que, em setembro, Caiado chamou Flávio de mentiroso. Cerca de três semanas antes do apoio, em entrevista coletiva em Aparecida de Goiás, ele disse que a população se apaixonava pelos 'dois maiores assaltantes que o Brasil conhece', em referência a Flávio e a Lula. Em julho, havia dito que, se Flávio fosse ao segundo turno, Lula estaria reeleito. Segundo o relato, a entrada de Marcos Carvalho, que antes trabalhara na campanha de Flávio, endureceu os ataques e contribuiu para a saída do marqueteiro Paulo Vasconcelos.
O Partido Social Democrático, presidido por Gilberto Kassab, decidiu não apoiar formalmente nenhum dos dois candidatos e liberou os filiados. Segundo uma nota de bastidor, o entorno de Caiado esperava que ele ficasse neutro, como Kassab, e foi surpreendido. Um integrante da campanha comentou que essa é a eleição mais esquisita que já viu.
A cobertura de veículo de esquerda tratou o episódio de forma mais enxuta, como item da agenda dos candidatos. Informou que Flávio viajaria a Goiânia para tratar do apoio, enquanto Lula concentraria os compromissos em Brasília, e lembrou que os dois disputam a Presidência em 25 de outubro. No conjunto analisado, nenhum veículo de direita cobriu o caso, de modo que o enquadramento dessa ala não pode ser descrito a partir de fontes.
O que ainda não se sabe: se Caiado ocupará algum cargo em um eventual governo Flávio, se outras lideranças do PSD seguirão o mesmo caminho, como a campanha de Lula reagirá e quanto do eleitorado de Caiado de fato migrará para um dos dois candidatos.
Ex-governador de Goiás teve 2,18% dos votos, sendo escolhido por 2,6 milhões de brasileiros

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