Câmara aprova por 461 a 4 teto de R$ 140 mil para o MEI e anistia de dívidas
2 veículos de esquerda · 4 veículos de centro · 4 veículos de direita

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A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, por 461 votos a 4, um projeto de lei complementar do governo que eleva o teto de faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O texto também amplia de um para dois o número de empregados e perdoa dívidas inscritas na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. A proposta segue para o Senado.
A aprovação por 461 a 4 atende a uma demanda de milhões de trabalhadores por conta própria, ao corrigir um teto congelado havia oito anos e ao aliviar dívidas que o próprio governo considera de difícil recuperação. O pacote Prospera MEI, do presidente Lula, é apresentado como proteção a quem empreende por necessidade e como estímulo à formalização e ao emprego.
A Câmara aprovou com ampla maioria um texto que corrige o teto do MEI, mas a votação a poucos dias do segundo turno levanta suspeita de eleitoralismo. A cobertura dessa linha pergunta pelo custo para o Orçamento, pelo perdão de dívidas sem contrapartida suficiente e pelo tratamento desigual às demais empresas do Simples Nacional.
10 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés ao centro
Apelo emocional nesta matéria: 5/100.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: falácia identificada.
A Câmara dos Deputados aprovou por 461 votos a 4 o projeto do governo que eleva o teto do MEI de R$ 81 mil para R$ 140 mil em 2028, permite dois empregados e perdoa dívidas na Dívida Ativa da União. A votação ocorreu perto do segundo turno, e o texto segue ao Senado.
A Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira, 14 de outubro de 2026, por 461 votos a favor e 4 contra, um projeto de lei complementar que amplia o teto de faturamento do Microempreendedor Individual, o MEI, e perdoa dívidas da categoria com a União. Os quatro votos contrários foram de Aécio Neves, Antonio Andrade, Kim Kataguiri e Sargento Portugal, segundo uma das coberturas. O texto, de iniciativa do Executivo, segue agora para o Senado.
O teto anual de receita bruta, hoje em R$ 81 mil e sem reajuste desde 2018, passa a R$ 110 mil em 2027 e a R$ 140 mil a partir de 2028. O projeto também eleva de um para dois o número de empregados que o MEI pode contratar, desde que recebam um salário mínimo ou o piso da categoria. Outra mudança sobe de R$ 80 mil para R$ 100 mil o limite das licitações exclusivas para micro e pequenas empresas.
O perdão atinge dívidas de MEIs inscritas na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026, incluindo tributos, juros, multas e encargos. Para manter o benefício, o empreendedor precisa pagar em dia nos seis meses seguintes à vigência da lei e desistir de ações judiciais sobre os débitos. O governo estima beneficiar cerca de 3,6 milhões de pessoas. O impacto fiscal estimado do novo teto é de R$ 1,57 bilhão em 2027, R$ 3,15 bilhões em 2028 e R$ 3,38 bilhões em 2029, e o do perdão fica em cerca de R$ 3 bilhões em três anos.
A cobertura de centro destacou que todos os partidos, exceto o Missão, orientaram o voto favorável e que o projeto tramitou em regime de urgência. Relatou ainda que um texto sobre o teto do MEI estava parado desde junho, porque se discutia incluir o Simples Nacional, cujo reajuste teria custo de cerca de R$ 50 bilhões. O governo recusou, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, prometeu tratar do Simples até o fim do ano.
Veículos de esquerda enfatizaram o caráter de correção de uma defasagem. Argumentaram que a medida recompõe o valor do teto de 2018 sem ampliação real do regime, que as dívidas perdoadas têm baixa chance de recuperação e que a mudança permite a pequenos negócios crescer e contratar. Destacaram a fala do relator, o deputado Rubens Pereira Júnior, do PT do Maranhão, de que o assunto não é da direita ou da esquerda.
Veículos de direita deram mais peso ao ambiente eleitoral. Enfatizaram que o projeto foi votado a poucos dias do segundo turno da disputa presidencial, em que Lula terminou o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, e que Motta demonstrou alinhamento ao presidente. A deputada Adriana Ventura, do Novo, considerou justa a correção, mas classificou a iniciativa de eleitoreira. Parlamentares do Novo e do Missão acusaram o governo de populismo, e deputados do PL evitaram críticas, diante do apelo popular das medidas.
O texto aprovado integra o pacote Prospera MEI, anunciado por Lula na terça-feira, 13. As demais medidas dependem de outros instrumentos, como o repasse de até R$ 5 mil para investimentos e a renegociação de dívidas bancárias.
O que ainda não se sabe é quando o Senado votará o texto. Uma das coberturas indicou votação já na quinta-feira, 15. Também não há estimativa única do impacto do perdão, e o relator admitiu que dívidas ainda não inscritas na Dívida Ativa poderiam elevar o custo em até R$ 2 bilhões.
O projeto prevê ainda o perdão de dívidas tributárias. As medidas integram o pacote Prospera MEI, anunciado pelo presidente Lula (PT) na véspera

O texto prevê o aumento gradual do teto de faturamento, dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14), por 461 votos a quatro, o projeto de lei que amplia o

Presidente da Casa colocou em votação texto com apelo eleitoral encaminhado por petista nesta semana

Todos os partidos, com exceção do Missão, orientaram o voto favorável à medida, que tem impacto fiscal estimado em R$ 8,1 bilhões entre 2027 e 2029; texto segue para o Senado

O novo limite do MEI chegará a R$ 140 mil em 2028, com perdão de dívidas para inadimplentes e permissão para contratar até dois funcionários.

Impacto do reajuste é estimado em cerca de R$ 8 bilhões; projeto do governo estava parado na Casa Baixa desde junho, devido a um impasse relacionado ao Simples Nacional

Câmara aprova aumento do teto de faturamento do MEI para R$ 140 mil, contratação de até dois funcionários e perdão de dívidas tributárias.

Proposta eleva teto do MEI para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028; impacto estimado é de R$ 1,57 bilhão em 2027. Leia no Poder360.

Projetos foram votados ao mesmo tempo em que Senado discutia fim da escala 6x1

Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: viés de centro.
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