
Crédito de R$ 30 bilhões a motoristas de aplicativo passa na Câmara e vai ao Senado
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A Câmara dos Deputados aprovou em 31 de agosto de 2026, em votação simbólica, a medida provisória 1.366 de 2026, que destina até R$ 30 bilhões em linhas de crédito para a compra de veículos novos por motoristas de aplicativo, taxistas, cooperativas de táxi e profissionais de transporte escolar. A medida integra o programa Move Brasil, editado pelo Executivo em 12 de junho, e agora depende do plenário do Senado Federal, que precisa votá-la até 9 de outubro, quando o texto perde a validade. Os recursos saem do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social, com garantia do Fundo de Garantia de Operações, e são operados por Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal ou instituições habilitadas por eles.
Esquerda
A aprovação amplia o acesso a crédito barato para uma categoria de mais de dois milhões de trabalhadores autônomos que, sem carteira assinada, é sistematicamente recusada pelos bancos tradicionais ou submetida a juros próximos de 28% ao ano.
Centro
366 de 2026, que destina até R$ 30 bilhões em linhas de crédito para a compra de veículos novos por motoristas de aplicativo, taxistas, cooperativas de táxi e profissionais de transporte escolar. A medida integra o programa Move Brasil, editado pelo Executivo em 12 de junho, e agora depende do plenário do Senado Federal, que precisa votá-la até 9 de outubro, quando o texto perde a validade.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
9 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O texto descreve a medida pela ótica do trabalhador autônomo que depende do veículo como ferramenta de trabalho e enfrenta dificuldade de financiamento, sem contraponto sobre custo fiscal ou uso eleitoral do crédito subsidiado. O enquadramento de proteção a categoria vulnerável e de facilitação de recursos públicos caracteriza leitura de esquerda, ainda que a redação seja sóbria.
Perspectivas omitidas
O texto reproduz o trâmite com correção, mas seleciona o enquadramento favorável ao Executivo: destaca a reconciliação do presidente com os presidentes das Casas, a ampliação de prazos e o fato de os R$ 30 bilhões entrarem como despesa financeira, sem afetar a meta de resultado primário. A ausência de qualquer questionamento sobre custo ou uso eleitoral, somada ao contexto editorial do restante da página, indica leitura de esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Registro operacional do que foi aprovado, com atribuições do Ministério da Fazenda, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, além do valor médio dos financiamentos. Sem adjetivação e sem tese própria sobre o mérito da política.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
A Câmara dos Deputados aprovou a medida provisória do programa Move Brasil que reserva até R$ 30 bilhões em crédito subsidiado para motoristas de aplicativo, taxistas, cooperativas de táxi e transporte escolar comprarem veículos novos. O texto agora depende do Senado Federal, que precisa votá-lo até 9 de outubro, e divide a cobertura entre política social e pacote eleitoral.
A Câmara dos Deputados aprovou na noite de segunda-feira, 31 de agosto de 2026, em votação simbólica, o projeto de lei de conversão da medida provisória 1.366 de 2026, que destina até R$ 30 bilhões em linhas de crédito para a compra de veículos novos por motoristas de aplicativo, taxistas, cooperativas de táxi e profissionais do transporte escolar. O texto segue agora para o plenário do Senado Federal e precisa ser votado até 9 de outubro, quando a medida perde a validade. A tramitação corre contra o calendário: com o primeiro turno das eleições marcado para 4 de outubro, a semana da votação tende a ser a última de trabalho intenso no Congresso.
A medida provisória foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 12 de junho, dentro do programa Move Brasil. O desenho financeiro é o mesmo em todas as coberturas: os recursos saem do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social, e o Fundo de Garantia de Operações cobre até 100% do valor de cada operação, com limite de metade da carteira garantida de cada instituição. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal operam as linhas, diretamente ou por meio de instituições habilitadas, que assumem o risco. O Conselho Monetário Nacional fixou taxa de 12,6% ao ano para homens e 11,5% para mulheres, ante uma média de mercado de 28% ao ano para financiamento de automóveis. Na semana anterior à votação, o governo elevou o teto do veículo financiável de R$ 150 mil para R$ 200 mil e o prazo máximo de pagamento de 72 para 84 meses, mantendo até seis meses de carência. A relatora, deputada Amanda Gentil, do Progressistas do Maranhão, preservou o núcleo do texto do Executivo, incluiu o transporte escolar entre os beneficiários e determinou que o comitê gestor envie ao Congresso relatórios de avaliação de impacto social, econômico e ambiental. Uma emenda da senadora Damares Alves, do Republicanos do Distrito Federal, permitiu financiar adaptações veiculares para motoristas com deficiência e táxis para cadeirantes, com limite de R$ 250 mil.
A cobertura de centro concentrou-se no trâmite e na engenharia da política: os órgãos responsáveis, os critérios de elegibilidade a serem definidos por ato conjunto dos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o limite de um veículo por beneficiário e as contrapartidas que podem ser exigidas das montadoras habilitadas. Um dos veículos de centro registrou que, até julho, o valor médio dos financiamentos concedidos ficou em cerca de R$ 102 mil.
As divergências aparecem no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram o alcance social da medida: os motoristas e entregadores somam mais de dois milhões de profissionais, a maioria sem carteira assinada e com acesso restrito ao crédito bancário, e a garantia pública é justamente o que permite ao banco oferecer juros e prazos que não ofereceria sozinho. Nessa leitura, o Estado corrige uma falha de mercado e financia a renovação do instrumento de trabalho de quem não tem colateral. Veículos de direita enfatizaram o cálculo eleitoral e o desempenho do programa. Para essa cobertura, a linha de crédito é braço de um pacote de bondades lançado em ano eleitoral, que inclui também caminhoneiros, agronegócio, indústria e exportadoras, e dirigido a uma categoria que se aproximou do bolsonarismo e que o presidente, candidato à reeleição, tenta atrair desde o início do mandato. Os mesmos veículos apontaram que, até meados de agosto, o banco de fomento havia liberado 11,3% dos R$ 30 bilhões, o equivalente a R$ 3,44 bilhões para 33,4 mil motoristas, dos quais 27 mil de aplicativos e 6 mil taxistas. Integrantes do governo atribuem a lentidão à baixa adesão dos grandes bancos privados, que estariam superdimensionando o risco, mas admitem demora na ativação do fundo garantidor e falha na comunicação com o público-alvo. A cobertura de direita registrou ainda que a relatora afirmou não haver repercussão direta em aumento ou redução de receita ou despesa pública, e que os R$ 30 bilhões são contabilizados como despesa financeira, fora da meta de resultado primário.
O que ainda não se sabe é quando o Senado Federal vai pautar o texto, e se haverá quórum para isso antes de 9 de outubro em plena campanha.
Todos os lados relatam os mesmos fatos centrais: a Câmara dos Deputados aprovou em votação simbólica a medida provisória que reserva até R$ 30 bilhões para financiamento de veículos de motoristas de aplicativo, taxistas, cooperativas e transporte escolar, com recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social e garantia do Fundo de Garantia de Operações. Esquerda, centro e direita também registram que o texto só vale de forma permanente se o Senado Federal aprová-lo até 9 de outubro.

Medida provisória oferece linhas de crédito com juros reduzidos e prazos ampliados para taxistas, motoristas de aplicativos e transporte escolar


A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (31) uma medida provisória que amplia o acesso a linhas de crédito para trabalhadores do transporte

Texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado; proposta é parte de um pacote de bondades em ano eleitoral

Medida provisória foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em junho deste ano como uma continuidade do programa Move Brasil. Texto segue para análise do Senado.

Texto vai para votação no plenário do Senado

Texto segue para o Senado; objetivo da proposta é incentivar renovação dos veículos por modelos mais sustentáveis. Leia no Poder360.

Para matéria ter vigência permanente, ela precisa ser aprovada também no Senado Federal até 9 de outubro

Programa permite financiar veículos de até R$ 200 mil, com prazo de pagamento de até 84 meses
Classificada como direita, embora o veículo tenha viés editorial centro.
Texto redistribuído de agência que mantém o enquadramento de pacote de bondades em ano eleitoral e a leitura de que a linha de crédito serve à disputa por uma categoria próxima ao bolsonarismo. O conteúdo é o mesmo de outra cobertura do cluster, e por isso recebe a mesma classificação editorial de direita.
Perspectivas omitidas
Classificada como direita, embora o veículo tenha viés editorial centro.
O texto qualifica a medida como parte de um pacote de bondades em ano eleitoral e liga a linha de crédito à tentativa do presidente de atrair uma categoria que se aproximou do bolsonarismo, enquadramento de accountability sobre gasto público e uso eleitoral do Estado. Traz também os dados que expõem a baixa execução do programa, com 11,3% dos R$ 30 bilhões liberados. É cobertura densa em evidência, mas com vocabulário e seleção de fatos característicos da leitura de direita.
Perspectivas omitidas



