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CCJ do Senado aprova fim da escala 6x1 e adia votação para após as eleições
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A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou em 2 de setembro de 2026, em votação simbólica, a Proposta de Emenda à Constituição 221/2019, que acaba com a escala 6x1, reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução de salário. O relator, senador Omar Aziz, manteve o texto vindo da Câmara dos Deputados e rejeitou todas as emendas, para evitar que a matéria voltasse à outra Casa. Quatro senadores registraram voto contrário. No mesmo dia, a base do governo desistiu de levar a proposta ao plenário por falta de segurança quanto aos 49 votos necessários, e a votação final deve ficar para depois do primeiro turno das eleições de outubro.
Esquerda
A aprovação do fim da escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça é apresentada como vitória de uma pauta construída de baixo para cima, que saiu de um movimento de trabalhadores de balcão e chegou à Constituição.
Centro
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou em 2 de setembro de 2026, em votação simbólica, a Proposta de Emenda à Constituição 221/2019, que acaba com a escala 6x1, reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e garante dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução de salário.
Direita
Do lado crítico à proposta, o que está em jogo é a decisão de escrever jornada e escala de trabalho dentro da Constituição, retirando das empresas e dos próprios trabalhadores a liberdade de negociar.
20 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
O eixo do texto é a narrativa do líder do governo, Randolfe Rodrigues, sobre uma ação coordenada da oposição, inclusive no título, que afirma a obstrução. O artigo registra que procurou Rogério Marinho e Flávio Bolsonaro sem retorno, e descreve com correção a PEC alternativa, o que reduz o desequilíbrio mas não o elimina.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou a proposta que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário. O texto seguiu sem alterações, com quatro votos contrários, e a votação decisiva no plenário, que exige 49 votos em dois turnos, ficou para depois do primeiro turno das eleições.
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou na quarta-feira, 2 de setembro de 2026, a Proposta de Emenda à Constituição 221/2019, que põe fim à escala 6x1 e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de repouso semanal remunerado e sem redução de salário. A votação foi simbólica, com 27 senadores presentes, e registrou quatro votos contrários, dos senadores Rogério Marinho, Jaime Bagattoli, Hamilton Mourão e Tereza Cristina. Relator da matéria, o senador Omar Aziz manteve integralmente o texto aprovado pela Câmara dos Deputados e rejeitou todas as emendas apresentadas, porque qualquer alteração obrigaria a proposta a voltar para nova análise dos deputados.
No mesmo dia, porém, a base do governo desistiu de levar a emenda ao plenário. O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues, afirmou que a contagem indicava entre 53 e 54 votos favoráveis, margem estreita demais diante do mínimo de 49 votos exigido em dois turnos, equivalente a três quintos dos 81 senadores. Diante da dúvida, o governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, avaliaram ser mais prudente não expor a proposta a uma derrota. Com isso, a votação decisiva deve ficar para o próximo esforço concentrado, previsto para a segunda semana de outubro, já depois do primeiro turno das eleições.
O conteúdo da proposta é o ponto em que toda a cobertura converge. O limite de oito horas diárias é preservado e a redução semanal ocorre em duas etapas: sessenta dias após a promulgação, a jornada máxima cai de 44 para 42 horas; cerca de um ano depois, chega a 40 horas. Um dos dois dias de folga deve ser preferencialmente aos domingos, e convenções coletivas podem ajustar a distribuição desde que a média mensal assegure os dois dias de repouso. O texto também prevê exceções: servidores públicos das três esferas e trabalhadores com diploma de nível superior que recebam ao menos 2,5 vezes o teto do Regime Geral de Previdência Social ficam fora das regras de duração e controle de jornada. Categorias com escala diferenciada, como embarcados em plataformas de petróleo, aviação e transporte de carga, dependerão de lei complementar posterior. Micro e pequenas empresas poderão ter transição própria, condicionada à manutenção do nível de emprego.
A divergência aparece no enquadramento. Veículos de esquerda destacaram a origem popular da pauta e a leitura de que o adiamento resultou de uma ação coordenada da oposição para esvaziar o plenário, além de tratarem o gesto do presidente do Senado como cálculo político para preservar trânsito com os dois lados às vésperas da disputa pelo comando da Casa em 2027. A cobertura de centro relatou o rito regimental com detalhe, ouviu a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, que admitiu que a proposta tem efeitos eleitorais porque está na boca do povo, e deu espaço equivalente às confederações empresariais que preveem aumento de custos, ao movimento Vida Além do Trabalho e aos senadores contrários. Veículos de direita enfatizaram o detalhamento das regras e da transição, o cumprimento do rito das cinco sessões de discussão e a existência de uma proposta alternativa, apresentada por Rogério Marinho e defendida pelo senador Flávio Bolsonaro, que mantém a escala atual e cria um regime de remuneração por hora trabalhada, com acordos individuais prevalecendo sobre os coletivos.
O que ainda não se sabe é quando a emenda será efetivamente votada no plenário, já que a inclusão na pauta depende do presidente do Senado, que não assumiu compromisso público com uma data. Também não está definido se o governo reunirá os 49 votos necessários nos dois turnos, nem como votarão senadores que evitaram declarar posição, entre eles o próprio Flávio Bolsonaro, ausente na hora da aprovação na comissão. Falta ainda o conteúdo da lei complementar que vai adequar as escalas diferenciadas, e nenhuma das fontes apresentou estimativa numérica do impacto sobre custos das empresas ou sobre o nível de emprego.
Todos os lados registram os mesmos fatos: a Comissão de Constituição e Justiça aprovou o texto de forma simbólica, com quatro votos contrários e sem alteração de mérito, e a votação no plenário não ocorreu na mesma semana. Também há convergência sobre o conteúdo da proposta, incluindo a transição em duas etapas e a exigência de 49 votos em dois turnos para a promulgação.

Centrais sindicais planejam mobilizações nos estados, ações nas redes sociais e protestos para tentar antecipar a análise da proposta

Presidente afirmou que proposta ficou pendente no Congresso e defendeu mais tempo de descanso para trabalhadores

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Texto deve ser analisado na quarta-feira por colegiado antes de seguir para o plenário da Casa



A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (2), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)

Relatório rejeita 36 emendas e mantém versão aprovada pela Câmara
Afirmação é resposta a apelo do senador gaúcho Paulo Paim (PT-RS), que anunciou aposentadoria e cumpre o último mandato parlamentar.

Previsão é que o novo esforço concentrado de votação legislativa ocorra na segunda semana de outubro.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1 no país não será votada pelo

Projeto segue para votação no plenário em dois turnos, cuja data ainda não foi definida. Proposta é uma das vitrines da campanha de Lula à reeleição.
CCJ do Senado aprovou nesta quarta-feira (02) a PEC que acaba com jornada 6x1. Projeto só deve ser votado após o 1º turno das eleições, em outubro.

CCJ aprova projeto que já passou pela Câmara e agora segue para votação no plenário em dois turnos, cuja data ainda não foi definida. Proposta é uma das vitrines da campanha de Lula à reeleição.

PEC reduz jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial

Se aprovada na comissão, fim da 6 X 1 segue para votação em 2 turnos no plenário e pode ser promulgada sem ir para a Câmara. Leia no Poder360.

Projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputado e aguarda análise pelos senadores

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Para preservar pontes com a oposição, Alcolumbre pode deixar a pauta a um passo de ser aprovada definitivamente

Em entrevista ao g1, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) diz que a PEC "está na boca do povo". Governo corre contra o tempo para garantir a aprovação na última semana de trabalho do Congresso antes das eleições.



