Câmara deve votar PL da Misoginia nesta semana
2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
- CNN BrasilMendonça deve enviar à PGR nesta semana pedido para investigar "Dark Horse"Manifestação da PGR é exigida pelo regimento da Corte; é ela quem argumenta se há elementos para pedir a abertura de inquérito ou arquivar o caso(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
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Briefing
O que importa para você
- Pena de 2 a 5 anos de reclusão e multa; crime inafiançável e imprescritível.
- Agravantes quando a vítima for criança, idosa ou pessoa com deficiência.
- Possibilidade de suspensão temporária de perfis em redes sociais usados para o crime.
- Acordo de líderes prevê votação no plenário até o início de julho.
Onde os lados divergem
- Esquerda vê o projeto como proteção necessária contra a violência de gênero e lê a resistência como defesa da liberdade de agredir.
- Direita vê risco de censura, de criminalização de opiniões e de interferência na liberdade religiosa e de expressão.
- A oposição quer adiar e rediscutir o texto; a base quer votá-lo até o início de julho.
Onde os lados concordam
Esquerda, centro e direita concordam que o projeto foi aprovado por unanimidade no Senado, que a relatora Tabata Amaral apresentou um substitutivo reformulando o conceito de misoginia e que o texto inclui medidas para crimes cometidos em redes sociais. Há consenso de que o projeto não tem apoio unânime na Câmara.
O que ainda está incerto
- Não há garantia de que a votação ocorra nesta semana, pois depende do acordo de líderes.
- Não está definido se será votado o substitutivo da relatora ou o texto original do Senado.
A Câmara dos Deputados deve votar nesta semana o chamado PL da Misoginia, projeto de lei que equipara o ódio e a aversão às mulheres ao crime de racismo. Pela proposta, a conduta passa a ser inafiançável e imprescritível, com pena de dois a cinco anos de reclusão e multa. O texto foi aprovado por unanimidade no Senado em março, é de autoria da senadora Ana Paula Lobato, e chegou ao plenário da Câmara após acordo dos líderes partidários para colocá-lo em votação até o início de julho. O presidente da Casa, Hugo Motta, marcou reunião de líderes para definir a pauta da semana.
A cobertura de centro relatou os detalhes técnicos do projeto com paridade entre os lados. A relatora na Câmara, deputada Tabata Amaral, apresentou um substitutivo que reformulou o conceito jurídico de misoginia: em vez de caracterizar a conduta como ódio ou aversão, a nova redação define o crime como a indução ou incitação à violência, à restrição do pleno exercício de direitos ou à ofensa à dignidade da mulher. O texto inclui a misoginia entre os crimes da Lei do Racismo, prevê agravantes quando a vítima for criança, idosa ou pessoa com deficiência, e estabelece medidas específicas para o ambiente digital, como a suspensão temporária de contas e perfis em redes sociais usados para a prática do crime.
É no enquadramento do debate parlamentar que as coberturas divergem. Veículos de esquerda destacaram que o projeto fecha uma lacuna legal e responde à escalada de ataques misóginos, sobretudo na internet. Nesse enquadramento, a fala da relatora Tabata Amaral ganha relevo: segundo ela, casos recentes reforçam a necessidade de a sociedade definir limites sobre o que é tolerável quando se propõe a proteger as mulheres. A resistência da oposição é apresentada, nessa leitura, como tentativa de preservar a liberdade de agredir sob o argumento da liberdade de expressão.
Veículos de direita enfatizaram o risco de o texto restringir a liberdade de expressão e a liberdade religiosa. Essa cobertura deu destaque às críticas do deputado Nikolas Ferreira, que classificou a proposta como uma aberração, e da deputada Júlia Zanatta, que falou em censura, autoritarismo e interferência nas relações humanas. O receio central, nessa leitura, é o de que conceitos amplos sejam usados para criminalizar opiniões culturais ou religiosas sobre o papel da mulher e para silenciar discordâncias, agravado pela previsão de suspensão de perfis e pela natureza imprescritível e inafiançável do crime.
Apesar das divergências, há pontos em que as coberturas convergem. Todos os veículos relatam que o projeto foi aprovado no Senado, que a relatoria na Câmara está com Tabata Amaral, que há um substitutivo reformulando o conceito de misoginia, e que existem medidas voltadas ao ambiente digital. Também há consenso de que o projeto não tem apoio unânime na Câmara e de que a oposição quer adiar ou rediscutir o texto.
O que ainda não se sabe é o desfecho da votação. Não há garantia de que o projeto seja efetivamente apreciado nesta semana, já que a pauta depende do acordo de líderes convocado por Hugo Motta, que inclui também outros temas prioritários, como a regulamentação da inteligência artificial e o aumento do teto de faturamento do microempreendedor individual. Tampouco está definido se a versão a ser votada será o substitutivo da relatora ou o texto original aprovado pelo Senado, ponto que concentra boa parte da disputa entre base e oposição.
Fontes

Projeto amplia limite atual de R$ 81.000 para uma faixa entre R$ 130 mil e R$ 140 mil; nº de funcionários subirá para 2. Leia no Poder360.

Manifestação da PGR é exigida pelo regimento da Corte; é ela quem argumenta se há elementos para pedir a abertura de inquérito ou arquivar o caso