Caminhoneiros ameaçam greve se Alcolumbre não pautar MP do frete
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A Medida Provisória do Frete (MP 1.343/2026), editada pelo governo federal em março e aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho, está parada no Senado e precisa ser votada até 16 de julho para não perder a validade. O texto endurece a fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário, cria um bloqueio digital contra pagamentos abaixo da tabela da ANTT e institui piso salarial de R$ 5 mil para motoristas celetistas de longa distância. Lideranças de caminhoneiros, com destaque para o presidente da Abrava, Wallace Landim, responsabilizam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela demora e iniciaram uma paralisação em portos do país na madrugada de 13 de julho, mais concentrada em Santos. Agronegócio, indústria e embarcadores criticam o endurecimento das regras. No fim da tarde de 13 de julho, parlamentares da base do governo e da oposição fecharam acordo com representantes da categoria para tentar votar a MP nesta terça-feira, 14 de julho.
Veículos de esquerda enquadram a crise como resultado da obstrução do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a uma medida que amplia direitos e proteção social para os caminhoneiros, incluindo piso salarial e mecanismos contra a exploração por embarcadores.
Veículos de direita dão mais peso às preocupações do agronegócio, da indústria e dos embarcadores, que veem no texto uma intervenção estatal capaz de elevar custos logísticos e pressionar a inflação de alimentos em plena safra.
12 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: viés de direita.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Apelo emocional nesta matéria: 20/100.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
Nesta matéria: viés de centro.
A Medida Provisória do Frete, editada pelo governo federal em março e aprovada pela Câmara dos Deputados em 17 de junho, virou o centro de uma nova crise entre caminhoneiros e o Congresso Nacional. O texto, que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário e institui um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas contratados pela CLT, precisa ser votado pelo plenário do Senado até 16 de julho, sob pena de perder a validade. Passadas mais de três semanas sem que a matéria fosse incluída na pauta, lideranças de caminhoneiros autônomos, capitaneadas pelo presidente da Abrava, Wallace Landim, o Chorão, intensificaram a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Na madrugada de segunda-feira, 13 de julho, caminhoneiros iniciaram uma paralisação em portos do país, com maior concentração em Santos, no litoral paulista, embora a Polícia Militar tenha informado que o trânsito seguiu liberado e o protesto ocorreu de forma pacífica. A cobertura de centro relatou de forma consistente a cronologia do impasse: a MP foi enviada pelo Executivo em março, aprovada na Câmara em junho, travou no Senado por semanas e o presidente Lula chegou a anunciar, sem sucesso, que o texto seria votado em 7 de julho. Diante da pressão da greve, parlamentares da base governista e da oposição, incluindo Randolfe Rodrigues, Teresa Leitão e Tereza Cristina, fecharam um acordo na tarde de 13 de julho para levar a matéria a votação nesta terça-feira, 14 de julho. Veículos de esquerda atribuíram diretamente a Alcolumbre a responsabilidade pela paralisação, enquadrando o episódio como mais um caso em que o presidente do Senado barra pautas de interesse do governo e dos trabalhadores, citando também o histórico do senador ao travar a PEC do fim da escala 6 por 1. Essa cobertura destacou o piso salarial e a proteção contra pagamentos abaixo da tabela da ANTT como conquistas que estariam em risco pela demora. Já veículos de direita deram mais espaço às preocupações do agronegócio, da indústria e dos embarcadores, que classificam o texto como intervenção excessiva do Estado e alertam para o aumento dos custos logísticos e o risco de pressão inflacionária sobre os alimentos em plena safra. Essa cobertura também explorou a disputa política de bastidores entre o presidente Lula e Alcolumbre, incluindo o atrito em torno da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, como possível motivo da demora na pauta. Os relatos convergem em pontos centrais: o prazo de 16 de julho, a autoria da MP pelo governo federal, a aprovação na Câmara com a inclusão de um dispositivo de anistia a caminhoneiros multados por bloqueios em 2022 e a existência de uma queda de braço entre caminhoneiros e o setor produtivo sobre o rigor das novas regras. O que ainda não se sabe é se o acordo fechado em 13 de julho será suficiente para garantir a votação e a aprovação do texto até quinta-feira, nem qual será o desenho final dos dispositivos sobre anistia e multas, que o presidente Lula sinalizou poder vetar. Também não está claro se a paralisação dos caminhoneiros vai se espalhar para outras regiões portuárias além de Santos.
Parlamentares da base e da oposição se reuniram com representantes do segmento e fecharam acordo para votar matéria nesta terça-feira

Categoria monitora risco de caducidade da Medida Provisória nº 1.343/2026, que expira na próxima quinta-feira (16); Porto de Santos é o principal foco de mobilização inicial

Presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores anunciou paralisação dos pontos de distribuição em Santos, no litoral de São Paulo, para pressionar votação da pauta no Senado

A decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Republicanos-AP), de travar a votação da Medida Provisória 1.343, que altera as regras do piso do frete

Objetivo é pressionar o presidente do Senado a pautar projeto que institui piso salarial nacional para motoristas de longa distância

Categoria atribui eventual fracasso da votação à condução do presidente da Casa, Davi Alcolumbre

"Estamos mais organizados do que em 2018", diz líder da categoria. Texto ainda não foi colocado em votação pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre

“O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome", afirmou representante da categoria sobre presidente do Senado. Leia no Poder360.

MP foi editada pelo governo federal em março deste ano para reforçar o cumprimento da política de pisos mínimos do frete rodoviário

A uma semana de perder a validade, a Medida Provisória do Frete volta a gerar tensão entre caminhoneiros e o Congresso Nacional. O texto endurece a fiscalização do piso mínimo do frete e altera regras do transporte rodoviário de cargas.

Proposta que altera regras para o transporte rodoviário de cargas está parada no Senado

Medida provisória perde a validade em 16 de julho e lideranças da categoria pressionam o Congresso para votar o texto

Nesta matéria: perspectiva omitida.