
Candidatas do RN sofrem ameaças de morte e estupro às vésperas das eleições
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Duas parlamentares do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte relataram ter recebido ameaças de morte e de violência sexual por e-mail em setembro de 2026. A vereadora de Natal Brisa Bracchi, candidata a deputada federal, recebeu duas mensagens em 1º de setembro, em endereços pessoais e institucionais; uma delas descrevia agressões, indicava data para o ataque e mencionava transmissão ao vivo, e a outra reunia dados pessoais dela e de familiares. Em 5 de setembro, a deputada federal Natália Bonavides, candidata à reeleição, informou ter recebido e-mail com ameaças de estupro e esquartejamento, acompanhado de CPFs e endereços de pessoas próximas. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte e a Polícia Federal investigam os casos, o Ministério Público Eleitoral encaminhou o episódio à Polícia Federal e o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte foi acionado pela Ouvidoria da Mulher. Não há confirmação de autoria nem de ligação entre os dois episódios.
Esquerda
As ameaças contra Brisa Bracchi e Natália Bonavides são lidas por veículos de esquerda como violência política de gênero, e não como crimes isolados: mensagens de conteúdo misógino e LGBTfóbico, com referência a grupos neonazistas e à Ku Klux Klan, chegaram justamente a duas mulheres de esquerda que disputam mandato.
Centro
Duas parlamentares do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte relataram ter recebido ameaças de morte e de violência sexual por e-mail em setembro de 2026. A vereadora de Natal Brisa Bracchi, candidata a deputada federal, recebeu duas mensagens em 1º de setembro, em endereços pessoais e institucionais; uma delas descrevia agressões, indicava data para o ataque e mencionava transmissão ao vivo, e a outra reunia dados pessoais dela e de familiares.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
3 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
O relato é sobretudo factual, mas o enquadramento é de esquerda: adota sem mediação a categoria 'violência política de gênero', destaca o conteúdo misógino e LGBTfóbico das mensagens e associa a assinatura a grupos neonazistas logo no corpo do texto. A única voz reproduzida é a do mandato da vereadora e a da governadora Fátima Bezerra, ambas do mesmo partido, o que reforça o ângulo de proteção a direitos de minorias.
Perspectivas omitidas
O enquadramento é explicitamente de esquerda: intertítulo afirmando que a violência 'se repete a cada eleição', vinculação direta dos ataques à extrema direita, leitura estrutural sobre mulheres em espaços de decisão numa política dominada por homens e assinatura de uma articulação feminista. O texto é factualmente ancorado, mas organiza os fatos para sustentar uma tese sobre desigualdade estrutural.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Registra os dois casos em sequência, separa o que é denúncia do que é fato apurado e diz de forma explícita que não há confirmação de ligação entre os episódios nem de autoria. As aspas são atribuídas às próprias parlamentares e à governadora, sem adjetivação do redator e sem vocabulário valorativo, o que caracteriza cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Duas parlamentares do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte receberam, na mesma semana de setembro de 2026, e-mails com ameaças de morte e de violência sexual acompanhados de dados pessoais de familiares. Polícia Federal, Polícia Civil, Ministério Público Eleitoral e o Tribunal Regional Eleitoral do estado foram acionados, e a autoria segue sem confirmação.
A Polícia Federal e a Polícia Civil do Rio Grande do Norte investigam ameaças de morte e de violência sexual enviadas por e-mail a duas parlamentares do Partido dos Trabalhadores no estado, em plena campanha eleitoral. A vereadora de Natal Brisa Bracchi, candidata a deputada federal, recebeu duas mensagens na terça-feira, 1º de setembro de 2026, em endereços pessoais e institucionais. Quatro dias depois, no sábado, 5 de setembro, a deputada federal Natália Bonavides, que disputa a reeleição, informou ter recebido um e-mail com ameaças de estupro e esquartejamento.
As mensagens enviadas à vereadora descreviam agressões em detalhe, indicavam uma data para o ataque e faziam referência a uma transmissão ao vivo. Uma delas tratava de estupro corretivo, ligado à orientação sexual da parlamentar, e trazia conteúdo misógino e LGBTfóbico. Um segundo e-mail reunia dados pessoais e sigilosos dela e de familiares. Na mensagem recebida pela deputada, o remetente se apresentou como integrante de uma autodenominada sociedade secreta e citou a Ku Klux Klan, organização supremacista criada nos Estados Unidos, além de anexar CPFs, endereços e informações de pessoas próximas à família.
As equipes das duas parlamentares preservaram os arquivos e os entregaram às autoridades. Além da Polícia Civil e da Polícia Federal, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte foi comunicado por meio da Ouvidoria da Mulher, o Ministério Público Eleitoral encaminhou o episódio à Polícia Federal e o Ministério das Mulheres foi informado. A governadora Fátima Bezerra determinou providências às forças de segurança estaduais e afirmou não haver espaço para violência política de gênero no estado. Brisa Bracchi e Natália Bonavides declararam que manterão mandato e campanha, com medidas adicionais de segurança.
Há pontos em que toda a cobertura converge. Ninguém contesta o teor das mensagens, a atuação simultânea dos órgãos de segurança e de Justiça Eleitoral, nem o fato de que os dois episódios ocorreram na mesma semana e atingiram parlamentares do mesmo partido. Também é consenso que a autoria segue sem confirmação. Um nome que aparece na assinatura de uma das mensagens coincide com o de um homem associado a grupos neonazistas e já preso por crimes violentos, mas nenhuma das coberturas afirma que ele tenha enviado os e-mails.
As diferenças estão na leitura do episódio. Veículos de esquerda enfatizaram a dimensão estrutural: tratam os ataques como violência política de gênero, destacam o caráter misógino e LGBTfóbico do conteúdo, ligam as mensagens à extrema direita organizada e recuperam um antecedente de 2024, quando a deputada recebeu por aplicativo de mensagens uma ameaça de morte durante a campanha à Prefeitura de Natal. Nessa chave, o alvo não é apenas a pessoa ameaçada, e sim a presença de mulheres em espaços de decisão. A cobertura de centro relatou os dois casos em sequência, com datas, órgãos acionados e falas literais das envolvidas, e marcou duas vezes o limite do que se sabe: não há confirmação de autoria e não há confirmação de ligação entre os episódios. Veículos de direita não publicaram matéria própria sobre o caso até o momento, de modo que o ângulo de ordem pública e responsabilização criminal individual, que costuma organizar essa cobertura, não apareceu no noticiário reunido aqui.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há identificação do autor ou dos autores das mensagens, nem confirmação de que os dois episódios tenham a mesma origem. Também não foi informado em que estágio está cada investigação, se houve pedido formal de proteção às parlamentares e quais medidas de segurança foram efetivamente concedidas. Não está esclarecido como os dados pessoais e sigilosos de familiares chegaram a quem escreveu os e-mails, um ponto que pode indicar vazamento de base de dados e que nenhuma das coberturas explica.
Toda a cobertura registra os mesmos fatos: as mensagens descreviam crimes em detalhe, expunham CPFs e endereços de familiares e chegaram a duas parlamentares do Partido dos Trabalhadores na mesma semana. Há acordo também em que Polícia Federal, Polícia Civil do Rio Grande do Norte, Ministério Público Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte foram acionados, e em que a autoria ainda não está confirmada.

PF apura ameaças de morte e estupro corretivo enviadas à vereadora de Natal Brisa Bracchi, candidata do PT à Câmara dos Deputados.

Candidatas do PT à Câmara pelo Rio Grande do Norte, deputada federal e vereadora de Natal também tiveram dados pessoais e de familiares expostos nas mensagens.

Na mesma semana, Brisa Bracchi e Natália Bonavides foram alvo de ataques que combinaram violência de gênero, exposição de familiares e referências à extrema direita
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