Campanha de Augusto Cury promete retificar ao TSE declaração de R$ 242,3 milhões
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Na leitura de direita, o episódio é uma falha de preenchimento em uma declaração de 56 itens, e não a demonstração de patrimônio ilícito. A campanha do Avante reconheceu as ausências no mesmo dia em que vieram a público, atribuiu o problema a ruído entre contadores e anunciou a retificação junto ao Tribunal Superior Eleitoral dentro do prazo legal. As três empresas na Flórida estariam inativas ou sem rendimentos, e nenhuma acusação de origem ilícita foi apresentada. Empreender, abrir empresas dentro e fora do país e acumular patrimônio antes da política não é falta: o que a lei cobra é a informação correta ao órgão eleitoral, e o candidato se comprometeu a prestá-la.
O caso expõe, para a leitura de esquerda, a distância entre o discurso de renovação de um candidato de fora da política tradicional e a opacidade do seu próprio patrimônio. O maior declarante de bens da disputa presidencial deixou de informar à Justiça Eleitoral empresas abertas em paraíso societário no exterior, e a explicação oferecida foi a de que os valores seriam inexpressivos.
O escritor Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, deixou ao menos cinco empresas de fora da declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral: três registradas na Flórida, nos Estados Unidos, e duas no Brasil.
8 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todos os lados registram os mesmos fatos: cinco empresas ficaram fora da declaração de bens entregue por Augusto Cury à Justiça Eleitoral, sendo três na Flórida e duas no Brasil; o patrimônio declarado é de R$ 242,3 milhões, o maior entre os presidenciáveis; e a campanha admitiu as ausências, afirmou que o patrimônio é lícito e prometeu retificar os dados no TSE.
Candidato do Avante à Presidência da República, o escritor Augusto Cury declarou R$ 242,3 milhões à Justiça Eleitoral, o maior patrimônio da disputa, mas deixou de fora três empresas na Flórida e duas no Brasil. A campanha admitiu as ausências e prometeu retificação, enquanto o registro da candidatura aguarda julgamento no Tribunal Superior Eleitoral.
A campanha do escritor Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, admitiu no sábado, 5 de setembro de 2026, que a declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral está incompleta, e anunciou que vai retificar os dados no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. Cury é o presidenciável com o maior patrimônio informado nesta eleição, R$ 242,3 milhões, mas ao menos cinco empresas das quais é sócio ficaram de fora da relação apresentada: três registradas na Flórida, nos Estados Unidos, e duas no Brasil.
As companhias norte-americanas ausentes são a Cury Academia Comportamental, a Contemplare Investments e a Free Mind Publish, abertas entre 2021 e 2024 e que recolheram as taxas necessárias para permanecer ativas em 2026. Nos registros da Divisão de Corporações da Secretaria de Estado da Flórida, equivalente a uma junta comercial, o escritor aparece como membro autorizado das três, e em uma delas é o único. No Brasil, não constam da declaração a Contemplare, registrada em Dumont, no interior de São Paulo, em 2022, e transferida para Ribeirão Preto em julho deste ano, e a Academia de Pensar e Brincar, da qual Cury é sócio-administrador ao lado da mulher e de duas filhas.
A cobertura de centro, responsável pela apuração original e pelo desdobramento com a resposta oficial, detalhou também o que consta do documento. São 56 itens, com destaque para R$ 121 milhões em empréstimo a receber da Filadélfia Nature, empresa da qual o escritor detém 99,97%, R$ 25,8 milhões em certificados lastreados em ações estrangeiras negociados na B3 e R$ 31,5 milhões como sócio participante da Fictor Invest. Esse mesmo valor aparece na relação inicial de credores da recuperação judicial do grupo Fictor, cujos créditos somam R$ 4,26 bilhões. Os veículos de centro registraram ainda que, entre os 19 itens rurais declarados, seis repetem nomes de fazendas e nenhum traz município, área ou número de matrícula, o que impede saber se são os mesmos imóveis ou glebas distintas.
Veículos de esquerda reproduziram integralmente essa apuração, sem acrescentar enquadramento próprio ao texto, e a inseriram num contexto editorial de escrutínio à ascensão do candidato nas pesquisas de intenção de voto, ao lado de material sobre a checagem que adversários e a Justiça fazem do seu crescimento. Veículos de direita, por sua vez, organizaram a cobertura em torno da resposta da campanha: destacaram que as participações seriam inexpressivas diante do patrimônio total, que parte das empresas estaria inativa ou sem rendimentos, e que interlocutores do escritor atribuíram o problema a uma falha de comunicação entre contadores. Nessa cobertura, a promessa de correção e a afirmação de licitude do patrimônio aparecem já no título, enquanto os créditos ligados à recuperação judicial e as fazendas com nomes repetidos ficam de fora.
A divergência, portanto, é menos sobre o fato e mais sobre o peso dele. A cobertura de centro e a de esquerda tratam a omissão como problema de transparência de quem disputa o cargo mais alto da República, com dever reforçado de prestação de contas. A de direita trata o episódio como erro formal de preenchimento numa lista extensa, corrigível dentro do prazo legal e sem nenhuma acusação de origem ilícita dos recursos.
Há pontos ainda em aberto. A campanha não informou o percentual de participação do candidato em nenhuma das três empresas da Flórida, e os registros daquele estado não indicam capital investido. Até a manhã de domingo, 6 de setembro, o pedido de retificação não havia sido protocolado, com expectativa de envio no início da semana seguinte. Também não se sabe se os itens rurais com nomes repetidos correspondem aos mesmos imóveis já transferidos à Filadélfia Nature ou a lotes distintos, nem qual será a consequência da correção sobre o registro da candidatura, que segue sem julgamento. O TSE tem prazo até 14 de setembro para homologar ou indeferir o pedido.
A campanha de Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, reconheceu que informações ficaram de fora da declaração

Candidato do Avante garante licitude de seu patrimônio e afirma que inconsistências serão corrigidas

Ao TSE, Cury declarou ter participações societárias de sete empresas, entre firmas sediadas no Brasil e no exterior

Presidenciável do Avante declarou sociedade em sete companhias, deixando cinco de fora; em nota, candidato diz que omissões são ‘inexpressivas’ e que informações serão corrigidas

(Folhapress) - Candidato que subiu para a terceira posição nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, o escritor Augusto Cury (Avante)

Manifestação ocorre após reportagem noticiar que pelo menos três empresas nos EUA e duas no Brasil ficaram fora da lista; segundo a equipe do candidato, participações mencionadas são inexpressivas

Cury é o presidenciável que declarou o maior patrimônio, R$ 242,3 milhões, mas ao menos três empresas nos Estados Unidos -além de duas no Brasil- ficaram de fora da relação

OUTRO LADO: candidato diz que seu patrimônio foi

Nesta matéria: viés de centro.