
Augusto Cury admite omissão de empresas nos EUA em declaração de R$ 242,3 milhões
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A campanha do escritor Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, afirmou no sábado, 5 de setembro de 2026, que vai retificar a declaração de bens entregue ao Tribunal Superior Eleitoral para corrigir o que chamou de inconsistências pontuais. O anúncio veio depois de reportagem mostrar que ao menos três empresas registradas na Flórida e duas no Brasil ficaram de fora da relação. Cury é o presidenciável com maior patrimônio declarado nesta eleição, R$ 242,3 milhões, composto sobretudo por empréstimos a receber de empresas familiares e participações societárias. O TSE tem prazo até 14 de setembro para julgar o registro da candidatura.
Esquerda
Para a leitura de esquerda, o caso expõe a distância entre o discurso do candidato de fora da política e a opacidade do próprio patrimônio. O presidenciável que declarou os maiores bens da disputa, R$ 242,3 milhões, deixou de informar à Justiça Eleitoral empresas ativas no exterior, num arranjo familiar de participações e empréstimos difícil de auditar pelo eleitor comum.
Centro
A campanha do escritor Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, afirmou no sábado, 5 de setembro de 2026, que vai retificar a declaração de bens entregue ao Tribunal Superior Eleitoral para corrigir o que chamou de inconsistências pontuais.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
O corpo é reprodução de material de agência, com encadeamento factual e documental: registros da Divisão de Corporações da Flórida, escrituras do condado de Orange, junta comercial e balanços da compradora da Escola da Inteligência. A nota da campanha é reproduzida por extenso. Apesar do perfil editorial de esquerda do veículo, o texto em si não carrega vocabulário valorativo nem enquadramento ideológico, o que sustenta CENTER no nível do artigo. O verbo 'omitiu' no título é sustentado pelo corpo, que mostra empresas ativas fora da lista entregue ao TSE.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto de economia e política com linguagem sóbria, que organiza o caso em torno de dois fatos: a admissão de inconsistência pela campanha e o conteúdo da apuração original. Dá espaço proporcional ao argumento do candidato, de que as participações seriam inexpressivas e de empresas inativas, sem endossá-lo, e acrescenta contexto verificável de arrecadação da campanha e do prazo de 14 de setembro no TSE. Enquadramento factual, sem vocabulário de acusação nem de defesa.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
O candidato do Avante à Presidência, Augusto Cury, declarou o maior patrimônio entre os presidenciáveis, R$ 242,3 milhões, mas deixou de informar ao menos três empresas nos Estados Unidos e duas no Brasil. A campanha reconheceu inconsistências pontuais e disse que vai retificar o documento entregue ao Tribunal Superior Eleitoral, que tem prazo até 14 de setembro para julgar o registro.
A campanha do escritor Augusto Cury, candidato do Avante à Presidência da República, admitiu no sábado, 5 de setembro de 2026, que a declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral tem inconsistências e anunciou que vai retificar o documento apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. O anúncio veio depois de uma apuração jornalística mostrar que ao menos três empresas registradas nos Estados Unidos e duas no Brasil ficaram de fora da relação de patrimônio do candidato.
Cury é o presidenciável que declarou os maiores bens desta eleição, R$ 242,3 milhões, valor composto sobretudo por empréstimos a receber de empresas familiares e por participações societárias. O escritor tem cinco registros na Divisão de Corporações da Secretaria de Estado da Flórida, equivalente a uma junta comercial. Dois deles, a Intelligence School e a Love Story Investments, constam da declaração. Os outros três, a Cury Academia Comportamental, a Contemplare Investments e a Free Mind Publish, abertos entre 2021 e 2024, ficaram fora, ainda que tenham recolhido as taxas necessárias para permanecer ativos em 2026. No Brasil, também não aparecem na lista a Contemplare, empresa de locação e arrendamento de imóveis registrada em Dumont e transferida para Ribeirão Preto neste ano, e a Academia de Pensar e Brincar, da qual o escritor é sócio-administrador ao lado da mulher e de duas filhas.
Os números do patrimônio declarado são o ponto em que todas as coberturas convergem. O maior bem é um empréstimo a receber de R$ 121 milhões da Filadélfia Nature, empresa da qual o candidato detém 99,97% e que mantém seis filiais em fazendas de São Paulo, Minas Gerais e Piauí. Há ainda R$ 25,8 milhões em certificados lastreados em ações estrangeiras negociados na B3 e R$ 31,5 milhões como sócio participante da Fictor Invest, valor que reaparece na relação inicial de credores da recuperação judicial do grupo Fictor, cujos créditos somam R$ 4,26 bilhões. Entre os itens rurais, dezenove registros somam R$ 6,7 milhões sem município, área ou número de matrícula, e seis deles repetem nomes de fazenda.
A cobertura de centro deu peso equivalente à resposta do candidato e ao conteúdo da apuração. Segundo essa linha de reportagem, a campanha afirmou em nota que as participações mencionadas são inexpressivas diante do patrimônio total e correspondem a empresas inativas ou sem rendimentos, e que as inconsistências pontuais serão corrigidas nos termos da lei. Interlocutores do candidato, em conversas informais, atribuíram o caso a uma falha de comunicação entre contadores e estimaram que a retificação seria enviada até o início da semana seguinte. Essa cobertura também acrescentou o dado processual que fixa o calendário do caso: o TSE ainda não julgou o registro da candidatura e tem prazo até 14 de setembro para homologar ou indeferir o pedido.
Veículos de esquerda publicaram o caso com ênfase no contraste entre o tamanho do patrimônio declarado e a ausência de empresas ativas na lista entregue à Justiça Eleitoral, situando a apuração ao lado de outros textos sobre o escrutínio ao crescimento do candidato nas pesquisas. Veículos de direita, até o fechamento desta reportagem, não haviam apresentado cobertura própria do episódio, o que deixa o caso sem a leitura que costuma enfatizar a distinção entre erro contábil e ilícito.
O pano de fundo é o desempenho eleitoral. Cury subiu para a terceira posição nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro. Sua campanha havia arrecadado pouco mais de R$ 317 mil até sábado, sendo R$ 250 mil doados pelo próprio candidato e R$ 50 mil enviados pela direção nacional do Avante.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há informação pública sobre o percentual de participação do candidato nas três empresas americanas omitidas nem sobre o capital investido nelas, porque os registros da Flórida identificam apenas as pessoas autorizadas a agir por cada uma. Também não está esclarecido se os itens rurais declarados correspondem aos mesmos imóveis transferidos à empresa familiar, já que a declaração não traz número de matrícula. E não se sabe se a retificação prometida será entregue antes do julgamento do registro nem se a omissão terá qualquer efeito sobre essa decisão.
Todas as coberturas registram os mesmos fatos: Augusto Cury declarou R$ 242,3 milhões ao TSE, tem cinco registros de empresa na Flórida e informou apenas dois deles, e a campanha reconheceu inconsistências e prometeu retificar o documento afirmando que o patrimônio foi construído de forma lícita.

(Folhapress) - Candidato que subiu para a terceira posição nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, o escritor Augusto Cury (Avante)

Manifestação ocorre após reportagem noticiar que pelo menos três empresas nos EUA e duas no Brasil ficaram fora da lista; segundo a equipe do candidato, participações mencionadas são inexpressivas

Cury é o presidenciável que declarou o maior patrimônio, R$ 242,3 milhões, mas ao menos três empresas nos Estados Unidos -além de duas no Brasil- ficaram de fora da relação

OUTRO LADO: candidato diz que seu patrimônio foi
Perspectivas omitidas
Texto factual de agência, com forte carga documental sobre o patrimônio rural do candidato, as fazendas transferidas à empresa familiar e o crédito na recuperação judicial. A resposta do candidato aparece logo no terceiro parágrafo, o que equilibra o título mais direto. O corte do texto no fim, antes da nota integral, é limitação de publicação e não escolha de enquadramento ideológico.
Perspectivas omitidas
Apuração original construída sobre registros públicos nos dois países, com marcação explícita de outro lado no subtítulo e reprodução integral da nota da campanha ao fim. O texto distingue o que é fato documentado do que é hipótese, e explicita quando o dado não permite conclusão, como na comparação entre as fazendas de mesmo nome. Não há vocabulário de acusação: o julgamento fica com o leitor, o que caracteriza cobertura de centro.
Perspectivas omitidas
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