Ricardo Couto é cogitado por aliados de Lula para a cadeira vaga no STF
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Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a defender a indicação do desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro e presidente do Tribunal de Justiça fluminense, para a cadeira vaga no Supremo Tribunal Federal. A vaga está aberta desde outubro de 2025, quando Luís Roberto Barroso anunciou aposentadoria antecipada, e permaneceu vazia após o Senado rejeitar o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, por 42 votos a 34, em 29 de abril. A cogitação aparece em meio à crise aberta pela divulgação de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, do Banco Master. Não há decisão tomada.
Veículos de direita enquadraram a cogitação como tentativa de administrar desgaste político às vésperas das eleições e questionaram a premissa que sustenta o nome. Uma coluna econômica argumenta que a chamada faxina de Ricardo Couto no Rio é desproporcional aos números: os cortes de cargos comissionados somam cerca de R$ 200 milhões por ano, enquanto os gastos do Tribunal de Justiça que ele preside cresceram 15% em 2025, alta superior a R$ 1 bilhão, puxada por penduricalhos em elevação de 70%.
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5 fontes políticas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Todas as coberturas registram que a cadeira do Supremo Tribunal Federal está vaga desde a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, que o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias e que o nome do desembargador Ricardo Couto voltou à mesa como reação à crise aberta pelas mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Há convergência também sobre o ponto central: não existe decisão tomada e o presidente ainda declarava a intenção de reapresentar Messias.
A cadeira aberta no Supremo Tribunal Federal desde outubro de 2025 voltou ao centro da disputa política. Aliados do presidente Lula passaram a defender o nome do desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro, no lugar de Jorge Messias, rejeitado pelo Senado. As coberturas divergem sobre o que o gesto significa e sobre o histórico fiscal do cogitado.
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passaram a defender a indicação do desembargador Ricardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro e presidente do Tribunal de Justiça fluminense, para a cadeira vaga no Supremo Tribunal Federal. A vaga está aberta desde outubro de 2025, quando o ministro Luís Roberto Barroso anunciou aposentadoria antecipada, e continuou vazia depois que o Senado rejeitou o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, por 42 votos a 34, em 29 de abril, a primeira recusa de uma indicação presidencial à Corte em 132 anos.
A cobertura de centro relatou que o movimento nasce como resposta à crise no Supremo, agravada pela divulgação de mensagens que expuseram a proximidade entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo interlocutores ouvidos sob reserva, escolher um nome técnico, sem relação pessoal com o Palácio do Planalto e associado ao combate à corrupção, funcionaria como gesto de institucionalidade em um momento de desgaste do tribunal diante da opinião pública. Esses mesmos relatos registram que não há decisão tomada: o presidente vinha dizendo, em conversas reservadas e em falas públicas, que pretendia reenviar o nome de Messias, e suas indicações anteriores ao Supremo recaíram sobre pessoas de estrita confiança, o que não é o caso de Couto.
Há convergência entre as coberturas sobre o perfil do cogitado. Couto preside o Tribunal de Justiça do Rio e assumiu o Executivo estadual em março, depois da renúncia do governador Cláudio Castro e do afastamento dos demais nomes da linha sucessória. Sua gestão determinou revisão de contratos e exonerações, e o presidente já o elogiou publicamente, chamando-o de interventor em um ato e dizendo que ele faz uma limpa no estado. Uma pesquisa Datafolha citada na cobertura aponta 47% de aprovação e 31% de reprovação ao trabalho do governador interino entre os eleitores fluminenses, o que transformaria a escolha também em capital político no terceiro maior colégio eleitoral do país.
A cobertura de centro acrescentou um segundo movimento em curso. Parte do governo defende que a desistência de Messias venha acompanhada da saída do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em meio ao atrito entre a corporação, a Advocacia-Geral da União e o ministro André Mendonça sobre a condução das investigações do Banco Master. Nessa disputa, integrantes da cúpula policial acusam a Advocacia-Geral de omissão, enquanto o órgão sustenta que medidas propostas pela Polícia Federal poderiam anular investigações.
Veículos de direita enfatizaram outro ângulo. Uma coluna econômica contestou a premissa de que Couto faça uma faxina no Rio: sustenta que os cortes de cargos comissionados somam cerca de R$ 200 milhões por ano, enquanto os gastos do Tribunal de Justiça cresceram 15% em 2025, alta superior a R$ 1 bilhão, puxada por penduricalhos que subiram 70%, com nova elevação de quase 20% no acumulado até maio de 2026. O texto lembra que o déficit previdenciário do estado é de cerca de R$ 20 bilhões por ano, que os pagamentos de natureza indenizatória escapam do Imposto de Renda e conclui pedindo que a indicação não seja feita.
Veículos de esquerda não publicaram cobertura própria sobre o caso no conjunto analisado. A leitura de esquerda dos mesmos fatos tende a enfatizar a prerrogativa constitucional do presidente eleito de indicar ministros, a rejeição no Senado como episódio de disputa institucional sobre a caneta presidencial e o risco de que a resposta à crise se limite a um gesto de composição, sem enfrentar os privilégios remuneratórios do Judiciário.
O que ainda não se sabe é se o presidente será convencido e quando uma nova indicação seria enviada ao Senado. Também não há informação sobre a posição do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, diante de um nome alternativo, sobre o destino da indicação de Messias, que aliados dizem apenas adiada, e sobre a permanência do diretor-geral da Polícia Federal no cargo.
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