
STF barra fotos pelas cortinas após imagem de Alexandre de Moraes rindo
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A segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a aplicar com mais rigor, na quinta-feira (3), a restrição à captação de imagens de ministros pelas frestas das cortinas do edifício-sede, em Brasília. As aberturas permitem enxergar áreas internas, como o Salão Branco, por onde os ministros circulam ao deixar o plenário. Fotógrafos e cinegrafistas foram repreendidos ao fim da sessão. Profissionais que cobrem a Corte afirmam que a limitação já existia, mas ganhou rigor após a repercussão de uma fotografia feita na quarta-feira (2), que mostrou Alexandre de Moraes rindo ao lado de Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. O tribunal foi procurado e não se manifestou.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
A segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a aplicar com mais rigor, na quinta-feira, a restrição à captação de imagens de ministros pelas frestas das cortinas do edifício-sede, em Brasília.
Direita
Na leitura à direita, o caso é tratado como sintoma de uma Corte que se fecha ao escrutínio público no pior momento possível. O Supremo Tribunal Federal endurece a restrição a fotografias dias depois de vir a público a fotografia em que Alexandre de Moraes aparece rindo ao lado de Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, na primeira sessão presencial após a divulgação de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro atribuídas ao ministro.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
O texto narra o episódio com verbos descritivos ('reforçou', 'repreenderam', 'foram impedidos'), data os dois dias envolvidos, atribui a informação a relatos de profissionais que cobrem a Corte e registra que o Supremo Tribunal Federal foi procurado e não se manifestou. Não há vocabulário valorativo sobre o tribunal nem defesa explícita de um lado: o enquadramento é factual, apesar de o encadeamento com a crise Moraes-Vorcaro sugerir causalidade que a matéria não comprova.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
A redação é praticamente uma paráfrase do material de origem, mantendo os mesmos fatos, datas e ordem narrativa, e encerra creditando a apuração alheia. O léxico permanece neutro ('reforçou', 'repreenderam', 'restrição'), sem adjetivação contra o tribunal, o que sustenta a classificação CENTER pelo conteúdo, ainda que a escolha de pautar o episódio dialogue com a agenda crítica ao Supremo típica do perfil do veículo.
A segurança do Supremo Tribunal Federal passou a impedir que fotógrafos e cinegrafistas registrassem ministros pelas frestas das cortinas do edifício-sede, em Brasília. O endurecimento veio um dia depois da fotografia que mostrou Alexandre de Moraes rindo ao lado de Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, em meio à crise das mensagens atribuídas ao ministro. O tribunal não explicou os critérios.
A segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a impedir, na quinta-feira (3), que fotógrafos e cinegrafistas registrassem ministros por meio das frestas das cortinas do edifício-sede da Corte, em Brasília. As aberturas dão visão para áreas internas do tribunal, entre elas o Salão Branco, por onde os ministros costumam circular na saída das sessões do plenário. Ao fim da sessão daquele dia, agentes do tribunal repreenderam os profissionais de imprensa que tentavam fazer esses registros.
Segundo relatos de profissionais que acompanham a rotina da Corte, a limitação já existia, mas passou a ser aplicada com rigor maior depois da repercussão de uma fotografia feita na quarta-feira (2). A imagem, do fotógrafo Brenno Carvalho, mostrou o ministro Alexandre de Moraes rindo ao lado dos ministros Gilmar Mendes e Cristiano Zanin na saída da primeira sessão presencial realizada após a divulgação de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro atribuídas a Moraes. Naquela sessão, nenhum dos ministros comentou publicamente o caso.
A cobertura de centro relatou o episódio de forma factual e datada, descrevendo a sequência dos dois dias, atribuindo a informação a profissionais presentes no tribunal e registrando que o Supremo Tribunal Federal foi procurado para explicar o reforço da restrição e os critérios de captação de imagens no local, sem responder até a publicação. Veículos de direita reproduziram essa apuração praticamente na íntegra, mantendo o mesmo léxico neutro, mas escolhendo pautar o caso dentro do arco maior da crise envolvendo Moraes e Vorcaro, que é o ângulo pelo qual esse campo tem acompanhado o tribunal. Até o momento, veículos de esquerda não trataram do episódio, e o contraponto que costuma vir desse lado, o de que imagens isoladas de ministros alimentam campanhas de ataque ao Supremo Tribunal Federal, não apareceu em nenhuma das reportagens disponíveis.
Os dois textos convergem no essencial. Ninguém afirma que a restrição é nova: as duas versões dizem que a limitação existia e ganhou rigor. Ninguém apresenta norma escrita que a ampare, e nenhuma das reportagens localizou regulamento de credenciamento, portaria ou decisão administrativa que discipline a captação de imagens pelas frestas das cortinas. Também não há, em nenhuma delas, voz institucional do tribunal defendendo a medida, porque o Supremo Tribunal Federal não respondeu.
A divergência de cobertura é menos de fato do que de ênfase. O relato de centro trata o endurecimento como acontecimento próprio, com a fotografia de quarta-feira funcionando como antecedente. A leitura de direita coloca a fotografia no centro e a restrição como reação a ela, sugerindo que o tribunal administra a própria imagem no momento em que enfrenta questionamento público sobre a conduta de um de seus ministros. Nenhuma das duas apresenta prova documental dessa causalidade: ela vem de relatos de quem cobre a Corte, não de ato formal.
O que ainda não se sabe é o mais relevante. Não há informação sobre se a restrição decorre de norma escrita ou de ordem verbal da equipe de segurança, nem sobre quem a determinou e em que data. Não se conhecem os critérios que separam o registro permitido do proibido dentro do edifício-sede, nem se a medida é temporária ou permanente. O tribunal não explicou se a decisão tem relação com a fotografia da véspera, e não houve manifestação de entidades de imprensa sobre o efeito da limitação no trabalho de cobertura. Também segue em aberto o desdobramento das mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes na relação com Daniel Vorcaro, assunto que é o pano de fundo do episódio e sobre o qual nenhum ministro se pronunciou publicamente.
As duas coberturas afirmam que a restrição à captação de imagens já existia e passou a ser aplicada com mais rigor na quinta-feira, depois da repercussão da fotografia feita na véspera. Ambas registram que o Supremo Tribunal Federal foi procurado para explicar os critérios e não se manifestou.

Seguranças repreenderam fotógrafos e cinegrafistas nesta quinta (3) após profissionais tentarem registrar ministros na saída do plenário

A segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou nesta quinta-feira (3) a restrição à captação de imagens dos ministros por
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