STF: gabinete de André Mendonça ouviu Daniel Vorcaro sem a Polícia Federal
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O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou que colheu depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, na última semana de agosto de 2026, com representante do Ministério Público presente e sem agentes da Polícia Federal. Mendonça é relator do inquérito sobre as fraudes do banco. Segundo a nota oficial, a oitiva foi feita por juiz auxiliar, a pedido da defesa, que alegou intimidações contra o depoente, e as normas do Conselho Nacional de Justiça justificariam o afastamento da equipe policial que preside a investigação. No mesmo dia, o gabinete confirmou uma reunião com Vorcaro em março de 2025, para tratar de créditos de precatórios de interesse do banco, quase um ano antes de o ministro assumir a relatoria.
No enquadramento à direita, o caso mostra órgãos ligados ao Executivo tentando limitar o ministro André Mendonça justamente quando o inquérito do Banco Master e a apuração das fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) avançam sobre nomes próximos ao poder, incluindo Fábio Luís Lula da Silva.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Todos os lados aceitam o mesmo núcleo factual: o depoimento de Daniel Vorcaro foi colhido no gabinete de André Mendonça, por juiz auxiliar, com o Ministério Público presente e sem a Polícia Federal; a defesa alegou intimidações; e o ministro confirmou ter recebido o banqueiro uma vez, em março de 2025, para tratar de precatórios de interesse do Banco Master.
O gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal, confirmou que colheu o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o Ministério Público presente e sem a Polícia Federal. No mesmo dia, o ministro admitiu ter recebido o empresário em março de 2025, para tratar de precatórios de interesse do banco, e a crise entre tribunal, polícia e Procuradoria-Geral da República ganhou novos capítulos.
O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), confirmou em nota, na quarta-feira 2 de setembro de 2026, que colheu o depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na última semana de agosto. A oitiva foi conduzida por um juiz auxiliar do gabinete, com a presença de um representante do Ministério Público e sem nenhum agente da Polícia Federal, corporação que preside o inquérito sobre as fraudes do banco. Mendonça é o relator do caso no Supremo. Vorcaro está preso e, segundo o gabinete, pediu para ser ouvido com urgência por meio de seus advogados, alegando sofrer graves intimidações.
No mesmo dia, o ministro confirmou um segundo fato: uma reunião com o banqueiro em março de 2025, em São Paulo. Segundo a nota, o encontro ocorreu a pedido do próprio empresário e tratou da Suspensão de Tutela Provisória 976, processo sobre créditos de precatórios de interesse do Banco Master que estava sob julgamento na corte. Mendonça afirma ter se limitado a ouvir e ter atuado, no mérito, contra a posição defendida pelo empresário. A reunião aconteceu quase um ano antes de ele assumir a relatoria do caso Master.
A cobertura de centro convergiu na reconstituição dos fatos e reproduziu as notas oficiais na íntegra. Esses veículos registraram que a existência do depoimento veio a público por reportagem, que o conteúdo da audiência permanece sob sigilo legal e que o gabinete nega ter tratado do ministro Alexandre de Moraes na oitiva. Também relataram o contexto imediato: na véspera, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com registros de conversas atribuídas a Moraes e ao ex-banqueiro, incluindo cobranças de pagamento a um escritório de advocacia, emissão de cartões e encontros presenciais. O relatório é resultado de apuração determinada pelo próprio relator.
Os três lados aceitam o núcleo do episódio: a oitiva existiu, ocorreu sem a polícia, teve o Ministério Público presente e foi motivada por um pedido da defesa. A divergência começa na leitura do gesto. Veículos de esquerda destacaram a irritação de integrantes da Polícia Federal, que trataram sob reserva as queixas de violência psicológica do banqueiro como declarações sem sustentação e enxergaram no movimento uma tentativa de reabrir a negociação de delação premiada já recusada. Nessa leitura, afastar do interrogatório o órgão que reuniu as provas fragiliza a apuração de uma fraude estimada em cerca de R$ 12 bilhões e concentra o processo em um gabinete só.
Veículos de direita enfatizaram o outro polo do conflito. Para essa cobertura, o ponto relevante é a pressão de órgãos ligados ao Executivo sobre o relator justamente quando as investigações do Banco Master e das fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) avançam sobre nomes próximos ao poder, entre eles Fábio Luís Lula da Silva. Esses textos deram destaque à recusa da Advocacia-Geral da União, comandada por Jorge Messias, ao pedido da Polícia Federal para questionar no Supremo as medidas de Mendonça: o órgão classificou a iniciativa como intervenção processual sem precedente e alegou falta de competência legal na esfera criminal.
Entre os desdobramentos do mesmo dia, a Procuradoria-Geral da República pediu o arquivamento da denúncia de intimidação apresentada pelo ex-banqueiro, sob o argumento de que não houve apresentação de fato concreto, e o procurador-geral Paulo Gonet defendeu a nulidade da apuração que alcançou Alexandre de Moraes, sustentando que a investigação sobre um ministro exigiria autorização do plenário. O presidente do tribunal, Edson Fachin, disse que anunciará medidas nos próximos dias e afirmou que os indícios reclamam encaminhamento institucional e que a autoridade do cargo impõe deveres e limites. No Palácio do Planalto, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva trataram como ameaças vazias a declaração do depoente de que estaria disposto a delatar pessoas do atual governo, feita sem apresentação de provas, e demonstraram preocupação com o efeito da sequência de notícias no calendário eleitoral.
O que ainda não se sabe é boa parte do essencial. A data exata do depoimento não foi divulgada, o teor está sob sigilo e não há confirmação independente de que o nome de Alexandre de Moraes tenha ou não sido citado.
Banqueiro falou sobre os bastidores de sua prisão, sobre a liquidação do Banco Master e demonstrou interesse em novo acordo de delação. Leia no Poder360.

Segundo ministro do STF, encontro ocorreu a pedido do próprio banqueiro, e ele teria se limitado a ouvi-lo.

Segundo ministro do STF, encontro ocorreu a pedido do próprio banqueiro, e ele teria se limitado a ouvi-lo.

Órgão alega falta de competência e risco às investigações do Master e do INSS

Gabinete do relator do caso Master no STF diz que Ministério Público acompanhou depoimento, mas não a PF, e que Alexandre de Moraes não foi citado. Ex-banqueiro relatou "graves intimidações".

Gabinete do ministro do Supremo confirma ter ouvido o banqueiro na semana passada. O depoimento foi colhido por um juiz auxiliar do relator e sem a presença da Polícia Federal.

Gabinete afirma que oitiva acontece por pedido da defesa e que Vorcaro “relatou estar sofrendo graves intimidações e solicitou ser ouvido com urgência”

Em depoimento prestado na semana passada, o banqueiro disse que sofre intimidações, ameaças e tortura psicológica. Ele também ameaçou pessoas do
