O ex-candidato a deputado federal João Pedro Sastre, do MDB de São Paulo, conhecido nas redes sociais como Gay de Direita, declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, no segundo turno da eleição presidencial. Sastre recebeu 294 votos em São Paulo e não conseguiu se eleger.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, e a descrição abaixo vem dessa única fonte. Por isso, não é possível comparar enquadramentos entre veículos de esquerda, de centro e de direita. A cobertura disponível relata que o candidato anunciou a decisão em publicação nas redes sociais, na qual reclamou da baixa votação e da falta de recursos partidários para financiar a campanha.
Segundo o relato, quando outras pessoas lembraram que candidatos de direita também não foram eleitos, Sastre respondeu que a situação dele foi diferente, especialmente pela quantidade de recursos recebidos. Como exemplo, citou uma candidata trans de direita que, de acordo com ele, teria recebido mais financiamento partidário. A afirmação é do próprio candidato e não foi confirmada por outra fonte nem pelo partido.
Na mesma publicação, ele disse estar posicionado no segundo turno. Afirmou que a campanha vai de 13, número do PT, e que pretende tentar virar o máximo de votos possíveis para Lula. A justificativa foi: quem abandona você no meio do caminho não merece a sua confiança até o final.
A manifestação marca uma mudança no posicionamento eleitoral de Sastre, que usava a identificação Gay de Direita em sua atuação pública. O apoio foi anunciado durante a campanha do segundo turno, que coloca Lula contra Flávio Bolsonaro, do PL.
O que ainda não se sabe: o texto não informa quanto o partido repassou à campanha de Sastre, nem como o MDB reagiu à declaração. Também não há manifestação da candidata citada como exemplo, da campanha de Lula ou da de Flávio Bolsonaro. Não há dados sobre o impacto concreto do apoio, que partiu de um candidato com votação muito baixa.